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Biodefensivos são aliados no plantio de Feijão e Pulses
04.11.2020

O manejo de controle de pragas sempre foi uma das maiores preocupações do produtor de Feijão e Pulses. Para falar sobre esse assunto tão importante, o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) conversou sobre a relevância dos biodefensivos, a falta de informação sobre o assunto e as técnicas de manejo integrado com dois especialistas na área.

Garantir a otimização da colheita, com sustentabilidade e baixo custo é o melhor dos cenários para quem vive do campo. Para auxiliar nesse aspecto, os biodefensivos se tornam uma opção viável para realizar o manejo integrado e sustentável.

O gerente comercial da Lallemand Plant Care Brasil, Robson Luz Costa, afirma que é possível otimizar os resultados com a combinação equilibrada das ferramentas.

“O uso de agentes biológicos potencializa a ação de todas as ferramentas com maior ganho possível. O manejo integrado pode utilizar os melhores microrganismos, com alta competência no controle biológico, associados com ferramentas químicas, que também têm sua ação sobre pragas e doenças. Dessa forma, a planta tem o mínimo de impacto, para que ela possa produzir o máximo e para que o produtor tenha a sustentabilidade – ganho econômico, social e ambiental” explicou.

O engenheiro agrônomo da Completta Consultoria, Renato Caetano, acrescenta que a lista de benefícios do uso de biodefensivos é bastante extensa.

“Os benefícios são infinitos desde que a utilização seja feita da maneira correta. É possível realizar o controle preventivo da enfermidade, de forma inicial. Isso beneficia primeiramente a planta, que vai responder em produtividade”, afirmou.

Redução do impacto químico ambiental, redução do impacto na saúde dos aplicadores, diminuição do custo para o produtor e maior segurança são outros benefícios levantados sobre o uso dos agentes biológicos.

Informação

A falta de informação para o produtor se apresenta como um dos gargalos do uso dos biodefensivos e acabam gerando resistência. A falta de suporte técnico também dificulta a adoção desses microrganismos no manejo de pragas, já que o acompanhamento das aplicações ajuda a garantir os benefícios.

“A informação é o principal fator para aumentar o uso de biodefensivos nas lavouras brasileiras. Esses agentes biológicos têm uma tecnologia extremamente elevada. Os processos seletivos são bastante criteriosos para que chegue ao produtor um produto tão eficiente quanto o químico. Mas, para que os produtores confiem nessas ferramentas é necessária a disseminação de informações técnicas e consultorias para garantir que o uso seja seguro e gere os resultados esperados”, destacou Costa.

Caetano lembrou que o produto tem que gerar custo-benefício e as empresas precisam estar alinhadas ao custo de produção do produtor. Além disso, a certificação deve ser motivo de atenção.

“É importante que os produtores usem os produtos biológicos registrados, certificados, que aprendam a utilizar essas ferramentas de forma racional e analisem os ganhos ao longo dos anos”, enfatizou.

Brasil

A produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no último ano no Brasil. O resultado brasileiro é considerado o mais expressivo da história do setor e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional.

Em termos globais, o setor apresentou crescimento de 17% no mesmo período. Os dados detalhados sobre o desempenho da indústria nacional de biodefensivos são da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), considerando apenas as empresas associadas que representam 70% do mercado nacional.

O crescimento do mercado brasileiro de defensivos biológicos segue tendência mundial de redução do uso de agroquímicos para combater pragas e doenças nas lavouras. Em um país com alto índice de insetos devido ao clima tropical, o desafio dos agricultores é reduzir a aplicação dos pesticidas, principal método de manejo de pragas do país atualmente, para também reduzir o custo da produção e os riscos associados para a saúde humana e os recursos naturais.

Consumidor final

A conscientização com a alimentação é outro fator a se considerar quando o assunto é o tipo de manejo que é utilizado no combate às pragas. O consumidor final está mais atento ao que coloca no prato e valoriza cada dia mais produtos com procedência e qualidade.

“É importante que o consumidor seja parte desse processo. É imprescindível que ele tenha consciência de que aquele alimento que está consumindo tenha sido produzido por um produtor que usou as ferramentas de forma racional”, finalizou Caetano.

Assim, a preocupação do produtor com o manejo sustentável pode ser uma oportunidade para incentivar a rastreabilidade dos grãos e fazer disso um diferencial para aqueles que finalizam a cadeia.

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