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Preços do feijão e da farinha disparam em Manaus
16.07.2020

O quilo do feijão está sendo vendido por mais R$ 14 em alguns estabelecimentos. A farinha é comercializada em determinados bairros por mais R$ 11 o quilo

“A cada ida ao supermercado encontramos produtos com preços mais altos”, essa é a constatação da dona de casa Maria Gorete da Silva e da maioria da população do Amazonas. Um dos fatores desse aumento é próprio aumento do consumo durante período de isolamento social da pandemia da covid-19. O novo coronavírus tem gerado uma série de impactos na saúde e na vida da população. Além das mudanças no cotidiano, a população está tendo que lidar com mais inimigo: o aumento dos preços. A subida dos valores de alimentos, principalmente, itens da cesta básica tem pesado no bolso dos consumidores. Em Manaus, o feijão e a farinha puxam esse aumento.

Um dos fatores desse aumento é próprio aumento do consumo durante período de isolamento social da pandemia da covid-19. E a subida dos valores de alimentos, principalmente, itens da cesta básica, tem pesado no bolso dos consumidores. Em Manaus, o feijão e a farinha puxam esta inflação.

Quem foi as compras nesta semana sentiu no bolso o peso do aumento de itens da cesta básica na capital. O quilo do feijão, por exemplo, em alguns estabelecimentos está sendo vendido por mais R$ 14. A farinha, outro produto que sofreu alta no preço, é comercializado por mais R$ 11 o quilo em Manaus.

Em tempo de crise econômica gerada pela pandemia, o consumidor tem tido dificuldades para fechar as contas e garantir a alimentação da família. Seja mercadinho de bairro, supermercado ou hipermercado, o consumidor tem se deparado com os preços elevados.

“Fazer o rancho está difícil. Saímos de casa para comprar o básico, o feijão, a farinha e mesmo o básico está mais caro. Não entendo porque aumentaram justamente agora que está todo mundo passando por algum tipo de dificuldade por causa dessa pandemia”, disse a dona de casa Maria Gorete da Silva, moradora do bairro São Lázaro.

Aumento da demanda

Apesar das dificuldades e os impactos no orçamento familiar, a alta recente no preço do feijão é atribuída ao aumento da demanda e por causa da corrida dos consumidores aos supermercados no período inicial da pandemia para estocar os grãos.

“O aumento dos produtos da cesta básica tem muito haver com esse momento de isolamento social imposto pela covid-19. No entanto, o feijão e a farinha foram os que mais tiveram elevação de preço. No caso do feijão, os grandes produtores de feijão no país são as regiões Sudeste e Sul, que representam 60% da produção do feijão. Isso faz com que tenha elevado tanto, mas a elevação da farinha não dar para entender porque temos produção local”, explicou o economista Aílson Rezende.

Inflação

O aumento percebido pelo consumidor na hora de comprar mantimentos tem sido maior que a inflação. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz medição da inflação oficial e esse principal indicador da economia brasileira registrou estabilidade neste ano, até o momento. Já se for considerada somente o custo com a alimentação, os preços de alimentos tiveram um impacto e subiram três vezes mais do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses.

Outro levantamento também apontou aumento no preço do feijão em 14 capitais, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e de Estudos Socioeconômicos (Dieese) na pesquisa mensal da cesta básica. Porém, o órgão não analisou os preços praticados em Manaus. O Dieese deixou de realizar o levantamento contínuo dos preços de um conjunto de produtos alimentícios considerados essenciais em Manaus desde setembro de 2018 e fechou o escritório na cidade.

Alimentos e bebidas com maiores aumentos em junho:
Feijão-mulatinho (7,1%)
Feijão-preto (6,75%);
Feijão-carioca (4,96%);
Queijo (2,48%);
Arroz (2,74%);
Leite longa vida (2,33%);
Carnes (1,19%);

Alimentos que mais registraram aumento nos preços no acumulado do 1º semestre de 2020:
Cebola (94,72%);
Manga (67,12%);
Batata-inglesa (66,47%);
Cenoura (52,73%);
Abobrinha (46,28%);
Morango (42,71%);
Peixe-tainha (40,81%);
Alho (38,5%);
Feijão-mulatinho (33,45%);
Batata-doce (28,56%);
Feijão-fradinho (28,1%);
Feijão-preto (27,92%);
Feijão-carioca (26,62%);
Coentro (25,66%);
Açaí (24,68%);

Fonte: https://todahora.com.br/articulos/pre%C3%A7os-do-feij%C3%A3o-e-da-farinha-disparam-em-manaus

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