Notícias e Eventos

06/06/2017- Oferta de feijão reduz com problemas climáticos no PR e preços tanto do carioca quanto do preto registram alta

Na manhã desta segunda-feira (5), o preço do feijão voltou a reagir, com novos patamares de preços. De acordo com Marcelo Lüders, analista de mercado da Correpar, a situação só vem se agravando no Paraná e os produtores dizem que a colheita não valerá a pena.

No Paraná e no estado de Goiás, os negócios giram em torno de R$250 para o feijão carioca. Essas negociações abrem uma janela de oportunidade de comercialização para os produtores que ainda possuem área para colher.

A partir dos R$250, há uma influência muito grande da especulação, como aponta Lüders. Há um espaço para a valorização do feijão de boa qualidade durante o mês de junho. Com a situação do Paraná, o mercado passa a ser caótico, mas ainda é cedo para falar em uma situação parecida com a do ano passado, quando os consumidores precisaram fazer um esforço para consumir.

Desde o mês de fevereiro, já se sabia que haveria um déficit de mais de 20 milhões de toneladas e, posteriormente, um superávit. Se há uma perda de aproximadamente 18% a 20% no Paraná, isso significa que não haverá um superávit e, sim, um déficit para o mês de junho.

A terceira safra, ainda que tenha sido antecipada em certo grau, deve ser colhida nos meses de julho e agosto com uma possibilidade de chegar aos bons preços no mercado.

O produtor do Paraná e o setor vinham preocupados no momento do plantio, já que os números da Secretaria de Agricultura apontavam para uma área maior do que no ano passado. Entretanto, o estado perdeu em produtividade e em qualidade.

A Argentina, que seria a principal importadora de feijão preto para este primeiro semestre, não está em boas condições. No entanto, mesmo que esse feijão entre no país, não iria prejudicar os preços por aqui, que giram em torno de R$150 a R$160 para um feijão com qualidade inferior.

Fórum Mundial do Feijão e Pulses

Faltando 20 dias para o início do Fórum Mundial do Feijão, Lüders destaca que uma das novidades será o fato de poder sanar dúvidas sobre o grão-de-bico, que hoje, é totalmente importado. Há o lançamento de uma nova semente que poderá auxiliar nessa tarefa. Ele consome 30% a menos de água e não enfrenta problemas com a mosca branca.

Para saber mais sobre o fórum, acesse: www.forumfeijao.com.br

Confira a entrevista aqui.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

18/05/2017- Preço do feijão pode voltar a preocupar mercado, alerta Ibrafe

Com a queda na produção de feijão em 2016, que gerou a maior alta dos últimos tempos, a recuperação dos preços dependia do volume de colheita de 2017. Como o Instituto Brasileiro do Feijão & Pulses (Ibrafe) já previa desde o início do ano, a área não foi a ideal para dar tranquilidade e há uma diminuição da oferta, principalmente do Feijão-carioca.
“Qualquer tipo de problema climático poderia gerar o caos. E isso está começando a acontecer agora. A tendência é que a oferta diminua e que os preços subam para consumidor”, informou o presidente do Conselho do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders.
Esse efeito já pode ser sentido em algumas negociações recentes, já que a escassez do produto dá um poder maior de negociação para os agricultores e refletirá em seguida nas gondolas.
“Historicamente, é sabido que o feijão sendo vendido a R$2 ou a R$10 reais sairá na mesma quantidade. O consumidor reclama, mas não tem muito o que fazer, já que se trata de um alimento insubstituível na mesa dos brasileiros”, completou Lüders.
O que o Ibrafe recomenda é que o consumidor procure o Feijão-preto no momento, que está com o custo mais baixo na prateleira.
CENÁRIO
Até a colheita da terceira safra, que começa a ser plantada agora, não há previsão de queda, ao contrário, a expectativa é de que os preços continuem subindo acompanhando diretamente a redução drástica na colheita.
A geada que ocorreu no final do mês de abril no sul do Paraná também contribuiu para que houvesse essa redução de oferta.
O Ibrafe irá continuar acompanhando o cenário para manter todos os envolvidos na cadeia produtiva devidamente informados.
Fonte: Ibrafe

12/05/2017- Feijão carioca tem alta de quase 20% na semana com oferta regulada de produtor diante de uma demanda um pouco melhor

O mercado do feijão tem uma semana de boas notícias para o produtor. Os preços, contra todas as expectativas, giram em torno dos R$170 a R$175, com 20% de valorização em uma semana.
A demanda de início de mês, de acordo com Marcelo Lüders, analista de mercado da Correpar, foi um fator importante para essas comercializações.
Em relação à safra, a primeira safra tinha mais feijão disponível do que a safra atual. Assim, "não tem lógica preço baixo na segunda safra", diz Lüders.
A chuva no Paraná atrapalha a colheita, com mais feijão nota 7,5 sendo colhido. Cada vez mais, portanto, vem sendo afastada a hipótese de o produtor vender feijão com prejuízo. Esses preços atuais também são confortáveis para o consumidor.
No que diz respeito ao feijão preto, do qual era esperada uma grande quantidade do mercado, é possível que seja necessária a importação de feijão preto da Argentina para atender a demanda interna.
Confira as novidades do Fórum Nacional do Feijão e Pulses, que será realizado de 21 a 23 de junho em Campinas (SP): http://forumfeijao.com.br/
Confira aqui.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

 

 

10/05/2017- Representantes do Feijão se reúnem no Ibrafe

Na última sexta-feira, dia 5, o presidente do conselho do Instituto Brasileiro do Feijão & Pulses (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders, se reuniu na sede do Instituto com o presidente da Câmara Setorial do Feijão, Rodrigo Queiroga, e com o relações governamentais do Ibrafe em Brasília, Egon Schaden. O objetivo principal da reunião foi tratar de temas ligados diretamente a cadeia produtiva, revisar as pautas e pleitos encaminhados ao Ministério da Agricultura por meio da Câmara Setorial e falar sobre o V Fórum do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais, que acontece entre os dias 21 e 23 de junho em Campinas, São Paulo.

Entre os temas tratados na reunião estava o novo impulso que o Ibrafe e o setor Feijoeiro tomam ao manter alguém permanentemente cuidando das pautas do Feijão junto as instituições públicas em Brasília. Além disso, foram definidas estratégias para que haja mais rapidez no atendimento das solicitações do setor.

Acredito que a atuação do Egon Schaden em Brasilia trará uma nova dinâmica no atendimento às demandas do nosso setor na esfera Federal. Como estamos iniciando as exportações há muita necessidade de estarmos presentes constantemente com gestões também junto às embaixadas de outros países que comercialmente nos interessam. Promover o Feijão do Brasil para o mundo certamente ganham maior celeridade agora”, declarou Lüders.

O V Fórum do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais e seu impacto positivo, que cresce cada ano, também foi um dos assuntos abordados, assim como a presença de representantes de diversos países no evento, demonstrando o interesse crescente do público internacional na produção e consumo de Feijões e Pulses no Brasil.

O encontro em Curitiba foi muito gratificante em razão do continuado esforço desenvolvido pelo Ibrafe no sentido de desenvolver e oferecer informação para todos os envolvidos. A articulação governamental passa antes por um processo interno de planejamento e desenvolvimento de estratégia. Avaliar oportunidades e ameaças é o primeiro passo antes agir. O Ibrafe possui um time de profissionais ativos em favor do Feijão, nada mais importante do que estar em contato e alinhado com o que é desenvolvido internamente pelo Instituto”, ressaltou Schaden.

Os visitantes receberam de presente o livro “Feijão”, com receitas da Boa Lembrança de Feijões harmonizados com vinhos.

Fonte: Grupo Cultivar

05/05/2017-Confira a entrevista com Marcelo Lüders

Clique aqui.

02/05/2017- Semana de preços estáveis, porém feijão tem viés de alta com demanda de início de mês

 Nesta semana, o preço do feijão foi estável, com viés de alta. Na última semana, grande parte do feijão foi liquidado no Paraná, inclusive aqueles das lavouras que começaram a ser colhidas. Os preços ficaram entre R$135 e R$145 e, segundo Marcelo Lüders, analista de mercado da Correpar, houve um movimento bom de compra, uma vez que as empresas entraram demandando para atender o início do mês.
Nas gôndolas, o movimento das vendas também se apresenta normal, com preços de R$3 a R$4, que são baratos para a percepção do consumidor. Houve ainda, no campo, notícias de venda de feijão nota 9 no Sul de Minas por R$160. Ou seja: embora seja esperado um aumento de oferta nesse mês, a demanda vem sendo maior do que o que vinha sendo ofertado.
Safra no Paraná
Em termos de oferta, a safra do Paraná não é uma superssafra, como destaca Lüders. É maior do que no ano passado, mas fica entre 1 milhão e 200 mil toneladas, o que caracteriza uma boa safra, mas não é um grande volume para abastecer todos os mercados. Além disso, boa parte dessa safra é composta pelo feijão caupi e pelo feijão preto. O volume de feijão carioca é menor do que o disponibilizado para a população entre dezembro e abril.
Tomando esses números, os indicadores irão depender dos produtores, que devem procurar informações para saber a melhor decisão a ser tomada. Existem variedades que podem ser seguradas mais um pouco. Por outro lado, não deve haver uma queda acentuada de preços, por ser uma safra média de feijão no Brasil inteiro.
Clima
Hoje, algumas regiões produtoras registraram geadas. De acordo com o analista, o sudoeste e o sul do estado do Paraná registraram danos em algum grau, mas para isso ser avaliado, é preciso mais alguns dias. Entretanto, o frio tem potencial de atrasar o ciclo.
A região registra também perdas de produtividade que chegam até 20%. Poderá haver perda de volume, com geada mais forte em alguns lugares,
Fórum Brasileiro do Feijão
Lüders destaca mais uma vez o Fórum Brasileiro do Feijão, que será realizado entre os dias 21 a 23 de junho em Campinas (SP). Ele aponta que esse fórum irá trazer muitas informações técnicas e que contará com forte presença internacional, inclusive de compradores interessados no feijão brasileiro. O aspecto fundamental, para ele, é a importância das novas tecnologias do feijão.
Para saber mais, acesse: www.forumfeijao.com.br
Confira entrevista completa aqui
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

Fórum Brasileiro do Feijão de 21 a 23 de Junho em Campinas/SP

Nosso Fórum está recheado de conteúdos para toda a cadeia produtiva de Feijão.

Já conferiu a programação?
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20/04/2017- Vendas de feijão melhoram ao longo da semana, mas movimento não é suficiente para mudar cotações do carioca

O mercado do feijão, mesmo com vendas concentradas e um maior movimento nas compras, tanto na semana passada quanto nessa semana, não foi suficiente para alteração nos preços, que continuam girando em torno de R$130 a R$140 a saca nas principais praças.
Ainda não há um volume maior de oferta, mas isso pode acontecer a qualquer momento. O grosso da colheita ocorre no mês de maio, com mais lavouras colhidas e mais produtores tendo necessidade de vender seu produto. Não é descartada, de acordo com o analista de mercado Marcelo Lüders, da Correpar, a desvalorização do produto - com isso, os produtores têm que levar em conta as ofertas que forem recebendo.
O preço de R$130, de acordo com Lüders, remunera os produtores das lavouras de sequeiro, dependendo da produtividade. Neste ano, essas lavouras não tiveram necessidade de muitas aplicações de defensivos, logo, os indicativos são de que as produtividades serão boas. Isso é diferente, porém, para as lavouras irrigadas, que não têm essa remuneração. No entanto, grande parte da segunda safra é composta por sequeiro.
 Confira aqui.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

 

06/04/2017- Colheita do feijão avança e ultrapassa 80% da área cultivada no RS

Beneficiada pelas condições climáticas dos últimos períodos, a colheita do feijão 1ª safra se encaminha para o final nos Campos de Cima da Serra, com mais de 80% da área colhida. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, o rendimento médio das lavouras, em média de 2.700 kg/ha, é considerado muito bom e acima da expectativa inicial, que era de 2.400 kg/ha. A qualidade dos grãos é muito boa devido ao clima favorável durante todo o ciclo e especialmente na colheita.

Já para o feijão safrinha ou 2ª safra, restam poucas áreas para serem plantadas, porém, a baixa umidade do solo, devido ao período de mais de duas semanas sem chuvas, desfavorece o desenvolvimento em algumas regiões. Em algumas áreas, ocorre a migração de pragas das lavouras da soja para as de feijão, em especial de mosca-branca e percevejo. Mesmo assim, em geral, a cultura se encontra com boa sanidade.

No milho, a colheita segue e atinge 75% do total semeado, com 23% prontos para a colheita e 12% em enchimento de grãos. O percentual de colheita do milho poderia ser maior não fosse o interesse pela soja. Apesar dos bons rendimentos obtidos até o momento, os agricultores estão insatisfeitos com os preços praticados no mercado, o que provoca insegurança a respeito do investimento para a próxima safra. Com a boa produção sendo obtida este ano, os preços do milho seguem a tendência de baixa, com a saca de 60 quilos valendo, para o produtor, R$ 21,76. A diferença em relação ao ano passado, nesta mesma época, chega a -50,40%.

A soja segue em plena colheita, se aproximando de 50% da área colhida, com 35% das lavouras prontas para serem colhidas e 15% em enchimento de grãos. Com a baixa umidade e a falta de precipitações, a maturação foi antecipada, porém apresentando plantas e vagens verdes nas partes externas em pontos específicos de algumas lavouras. Essa característica de baixa umidade, que chega ao extremo de 8,5%, tem provocado perdas na plataforma de corte devido ao impacto do equipamento nas vagens. Também se observou grande quantidade de grãos quebrados e danificados em consequência da combinação de baixa umidade, altas temperaturas e processo de corte inadequado. De maneira geral, essa situação preocupa os produtores, principalmente os que se dedicam à produção de semente, devido à possibilidade de danos nos grãos que comprometem o poder de germinação e vigor das plantas para a próxima safra.

Trigo – Com a cultura em entressafra, os agentes financeiros estão acolhendo propostas para custeio das lavouras. Os produtores começaram a se mobilizar e planejar o plantio da próxima safra, realizando análise de solo e providenciando demais documentos necessários para o encaminhamento de novas propostas de custeio. Em decorrência de problemas com a comercialização nas cooperativas, está ocorrendo a troca do produto comercial por sementes e insumos para o plantio da nova safra. A tendência de área para a próxima safra deverá ser muito parecida com a anterior, com pequena variação para mais ou para menos. Nesse sentido a Emater/RS-Ascar já iniciou a pesquisa junto aos seus escritórios municipais para averiguar a intenção de plantio junto aos produtores. O primeiro levantamento deverá ser publicado no início de maio.

OLERÍCOLAS E FRUTAS
Batata-doce – Na região Centro-Sul, nos municípios de Mariana Pimentel, Barra do Ribeiro e Sertão Santana, estima-se que já tenham sido colhidos e comercializados em torno de 12% da produção desta safra. O período de plantio está encerrado. As lavouras estão produzindo em média 14 t/ha, com produto de qualidade regular. Os preços reduziram em função da entrada de batata-doce vinda do Nordeste do país e à grande oferta de produto na região.

Banana – No Litoral Norte, municípios de Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara e Torres, o clima ameno e a umidade no solo mantêm o bom desenvolvimento da cultura da banana. O mercado ainda apresenta boa procura, de modo que mantém os preços. Na região, a banana Caturra é comercializada a R$ 20,00/cx de 20 quilos a de primeira e R$ 10,00 a de segunda. A banana variedade Prata é vendida a R$ 36,00/cx de 20 quilos a de primeira e R$ 18,00 a de segunda. Já a banana Ecológica é comercializada a R$ 3,50/kg a variedade Prata e R$ 2,50/kg a variedade Caturra (comercializada em feiras). A disponibilidade de frutos para a colheita na região está abaixo das quantidades normais para a época.

CRIAÇÕES
Bovinocultura de corte - Durante este período, as forrageiras ainda apresentaram crescimento, especialmente o campo nativo, que está se acumulando nas invernadas. No entanto perdeu muita qualidade em função do final de ciclo das gramíneas de verão e a época agora é de implantar as pastagens anuais de inverno. O rebanho apresenta um bom escore corporal, pois foi muito boa disponibilidade e a distribuição de chuvas no verão, favorecendo o bom desenvolvimento dos campos e pastagens. Atualmente, apesar de em muitos locais as plantas mostrarem sinais de déficit hídrico, a oferta de volumoso continua suficiente para manter o peso do rebanho.

Piscicultura - Na região de Erechim, alguns piscicultores estão realizando a despesca. Há boas perspectivas de comercialização na Semana Santa. Nas propriedades, as carpas foram vendidas entre R$ 8,00 e R$ 10,00/kg, considerado um bom preço pelos criadores. Nas feiras, os preços das carpas situaram-se entre R$ 4,00 e R$ 6,50/kg, dependendo da espécie e do tamanho; carpas-capim grandes têm os melhores preços.

Na região Noroeste, em Horizontina, está acontecendo a Programação de Despesca e Comercialização de “Peixe Vivo nas Feiras do Interior” até o final da Semana Santa, com venda em três propriedades e disponibilização de tanques para abate – serviço que deve ser executado pelo comprador, conforme exigência sanitária. Em Santa Rosa, há mais de 20 anos, na quarta-feira que antecede a Páscoa, é realizada a feira do peixe no Mercado Público Municipal, com apoio da Emater/RS-Ascar, entre outras entidades com previsão de venda de 15 toneladas de peixe, especialmente carpas e tilápias. Nos demais municípios, diversos agricultores estão aproveitando para realizar despesca e venda direta ao consumidor na propriedade; comerciantes e intermediários formam estoques para a Semana Santa.

Há um descontentamento generalizado por parte de piscicultores que, por não possuírem licenciamento ambiental da atividade, estão impossibilitados de fazer a manutenção dos tanques; por ser de impacto local, o licenciamento é feito pela prefeitura municipal, sendo que o nível de exigência para obter este documento, na prática, tem sido impeditivo para o produtor, refletindo em baixa rentabilidade e, na grande maioria dos casos, em abandono da atividade.
Fonte: Emater RS

03/02/2017-Produção de Feijão fatura R$ 9 bilhões em 2016

Confira aqui. 

31/01/2017-Aumento na safra faz produtores terem dificuldade para vender feijão no PR

A quebra na safra de feijão no ciclo passado animou os produtores paranaenses a apostarem mais na cultura neste ano. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), calcula que na primeira safra, no final da colheita agora, foram 198 mil hectares semeados em 2016/17, contra 185 mil em 2015/16 (aumento de 7%). Com clima melhor e área superior, o volume colhido no primeiro “lote” de feijão deve sair de 294 mil toneladas no ciclo passado para 350 mil toneladas agora (crescimento de 19%). Mas esses números, que parecem positivos, têm trazido dor de cabeça a quem cultiva o grão.

De acordo com o último levantamento do Deral, cerca de 75% da primeira safra de feijão já foi colhida. Mas, até agora, apenas 37% dessa produção foi vendida, por causa do preço. “Temos uma primeira safra boa neste ano, com área e rendimento maior que na safra anterior. Em termos de cotação, sempre que há a colheita de grãos há uma pressão sobre preços pela própria oferta”, explica o técnico do Deral, Edmar Gervásio.

O produtor Eucir Brocco, de Pato Branco, apostou 50 hectares de feijão carioca na primeira safra. Em uma das áreas ele colheu 18 sacas por hectare – com quebra por causa de uma estiagem – e em outra parte conseguiu colher 35 sacas/ha (a média do estado é de 30,3 sacas/ha). A lavoura foi colhida na metade de janeiro, mas ele conseguiu vender somente nos últimos dias. “Vieram três ou quatro compradores na minha propriedade, eles olharam e nem preço deram. Agora eu consegui vender, mas aqui na região teve dois ou três que comercializaram, o resto está tudo estocado”, relata.

Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo

19/01/2017- Experimentos atestam potencial de feijão biofortificado em Corumbá

Experimentos desenvolvidos pela Embrapa Pantanal em Corumbá (MS) confirmam a viabilidade de plantio do feijão biofortificado na região. Alimentos biofortificados são mais nutritivos, pois passaram por um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, também chamado de melhoramento genético convencional. Embora as pesquisas estejam completando cerca de dez anos no Brasil, na região de Corumbá os testes começaram apenas no ano passado. Mas são promissores.

José Aníbal Comastri Filho, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pantanal, conta que foram plantados quatro acessos de feijão BRS, cultivares disponibilizados pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, e dois feijões comerciais no sítio Luz Divina no assentamento Taquaral.

“O objetivo era verificar a sua adaptação ao clima e aos solos dessa região. Como as amostras recebidas continham poucas sementes, esta primeira etapa foi conduzida com o objetivo de multiplicá-las para em seguida, após colheita, realizarmos a sua distribuição para outros produtores parceiros localizados em outros assentamentos, com a função de verificar a sua adaptação”, disse o pesquisador.

As variedades plantadas foram BRS Estilo e BRS Cometa, ambas do tipo carioquinha, e BRS Esteio, de feijão preto. As variedades comerciais foram: feijão Amendoim, muito cultivado no Espírito Santo, devido à sua boa produtividade, e Feijão Manteigão Vermelho. A pesquisa contou ainda com a introdução do BRS Xique-Xique, uma variedade de feijão de corda, também proveniente da Rede BioFORT. “É um feijão que está se adaptando muito bem às nossas condições, com alta produtividade e resistência a doenças”, aponta Comastri.

Pesquisa em rede

A Rede BioFORT, citada por ele, é coordenada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e reúne todos os projetos de biofortificação de alimentos no Brasil. O principal objetivo é garantir uma maior segurança alimentar através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente. A essência está em enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população para que esta possa ter acesso a produtos mais nutritivos e que não exijam mudanças de seus hábitos de consumo, combatendo assim a fome oculta (termo que designa a carência de micronutrientes no organismo humano; ela afeta uma a cada três pessoas no mundo).

Para Marília Nutti, que lidera a Rede BioFORT e atua como pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), a região Centro-Oeste do país tem sido estratégica para o aumento da produção de biofortificados. Esse incremento ocorre graças ao fortalecimento de parcerias como as firmadas com a Embrapa Pantanal (MS) e com a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em Mato Grosso. “Ambas vêm desempenhando um importante papel de transferência de tecnologia nas comunidades locais. A Rede BioFORT mantém a expectativa de buscar também novas alianças para ampliar e facilitar o seu trabalho com os pequenos produtores”, afirmou.

De acordo com a coordenadora da rede, o Brasil é o único país que trabalha com uma gama alta de cultivares, sendo oito ao todo (batata-doce, trigo, milho, feijão, mandioca, feijão-caupi, arroz e abóbora). É de se esperar, portanto, que cada região nacional tenha potencial de plantio para no mínimo uma desses cultivares. Outros critérios utilizados pela rede para definir se determinada região tem potencial para o cultivo são os hábitos alimentares do local onde a tecnologia seria transferida e a quantidade de pessoas com insegurança nutricional.

Marília explica que a biofortificação consiste em um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivos. “No melhoramento convencional, não ocorre incorporação de genes de outro organismo ao genoma da planta, sendo necessária a realização de repetidos cruzamentos até atingir o cultivar melhorado desejado.”

A pesquisadora afirma ainda que a introdução dos biofortificados no mercado tem sido impulsionada por políticas públicas. “Além delas, a Rede BioFORT vem identificando que muitos produtores estão comercializando seus cultivos biofortificados em feiras agrícolas”, falou.  O custo de produção se assemelha ao cultivo de plantas convencionais, de acordo com Marília. “Em alguns municípios, o preço de venda pode variar dependendo do nicho de mercado e de certas particularidades utilizadas pelo pequeno produtor durante o plantio, como é o caso da produção orgânica”, disse.

Corumbá

O pesquisador Frederico Lisita, da Embrapa Pantanal, que vem acompanhando os plantios, confirma que a variedade BRS Xique-Xique apresentou bons resultados na região. “Já estamos replantando para distribuir as sementes nos assentamentos”, disse ele. As variedades BRS Cometa e BRS Estilo (tipo carioquinha) são plantadas em abril ou início de maio, quando as temperaturas estão mais amenas. Como o ciclo é de três meses, a colheita ocorre em julho.

“O Xique-Xique dá mais catas. Colhemos a primeira em três meses e continuamos colhendo durante seis a sete meses”, afirma o pesquisador. Essa variedade de feijão de corda é pequena, mas chega a dobrar de tamanho se for colocada de molho, antes do preparo. Sobre a resistência às pragas, a Xique-Xique passou intacta no ano passado. Já as outras duas sofreram um pouco com pulgão, mas as caldas verdes conseguiram controlar o problema.

Confira, a seguir, a entrevista do pesquisador José Aníbal Comastri Filho sobre os experimentos com alimentos biofortificados na região:

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO): Como as sementes de feijão biofortificado chegaram à Embrapa Pantanal?

José Aníbal Comastri Filho: Após tomarmos conhecimento de como funciona a Rede BioFORT, entramos em contato com um dos seus participantes, o pesquisador Alexandre Mello, da Embrapa Hortaliças, e colocamo-nos como interessados e dispostos a fazer parte da Rede. Após os acertos finais sobre nossa participação, recebemos as sementes das variedades de feijão para teste. Marília Nutti é a líder do Projeto BioFORT na Embrapa Agroindústria de Alimentos e Alexandre Mello o nosso ponto focal para este assunto.

NCO: Quais são as principais características dessas culturas?

Comastri Filho: São alimentos largamente consumidos pela população brasileira, estando presentes nas suas refeições diárias. É muito importante para os cidadãos da região ter em sua mesa, no momento das refeições, produtos saudáveis. A essência desse trabalho é oferecer alimentos enriquecidos para a população com maior oferta de ferro e zinco para melhorar a resistência do organismo, garantindo o seu desenvolvimento saudável. No campo as cultivares mais promissoras que apresentam boas qualidades agronômicas, como boa produtividade, resistência à seca e a pragas e doenças, bem como boa aceitação no mercado, seguem para as etapas seguidas de melhoramento genético e multiplicação para posterior envio aos participantes da Rede.

 

NCO: Elas se adaptaram bem à região?

Comastri Filho: Sim. No momento da solicitação dos materiais já tínhamos informado a rede sobre algumas características do clima e dos solos da região; assim, os materiais já vieram pré-selecionados, evitando trabalhar materiais que não iriam se adaptar às condições locais. A adaptação das cultivares de feijão que nos foi enviada pelo representante da rede BioFORT foi muito boa e nos permitiu, após colheita, armazenar uma boa quantidade de sementes para o próximo plantio que deverá ocorrer em março/abril. Na realidade, o plantio destas cultivares está sendo realizado num dos lotes do assentamento Taquaral, localizado na Borda Oeste, parte alta da cidade de Corumbá.

 

NCO: Por que o plantio desses alimentos é interessante para a região pantaneira e quem pode se beneficiar disso?

Comastri Filho: Trata-se de alimentos ricos em nutrientes que atuam de forma positiva na alimentação saudável da população. Existem outras cultivares de outras espécies, como mandioca e batata-doce, que também fazem parte da rede de alimentos BioFORT e também são alvo dos nossos trabalhos na região. São culturas que apresentam níveis mais elevados de nutrientes como ferro, zinco e provitamina A. A ausência destes minerais e vitamina no organismo pode provocar anemia, baixa resistência orgânica e problemas de visão, etc. São produtos que devem fazer parte da mesa dos consumidores como alimentos saudáveis e também podem fazer parte da merenda escolar para melhorar a sua qualidade.

Fonte:Agorams

18/01/2017-Você sabia que até o McDonald’s vende feijão?

Nesta quarta-feira (18), o Instituto Brasileiro de Feijão (Ibrafe), organizou uma ação para comemorar o Pulse Day, o Dia Internacional das Leguminosas. Em vez de uma feijoada num restaurante tradicional, o local escolhido foi o McDonald’s de um shopping em Curitiba.

Pouca gente sabe, mas uma das maiores redes de fast food do mundo não serve apenas sanduíches. Muito além do McLanche Feliz e das saladas incluídas recentemente no menu, a franquia também serve arroz com feijão, acompanhado de farofa, hambúrguer, salada e fruta. Tudo por R$ 23.

De acordo com o presidente do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders, o objetivo do evento – que ocorre ao redor do mundo com diferentes ações – é lembrar a importância das leguminosas, principalmente do feijão, na dieta do brasileiro. “O feijão é um laço cultural e social do brasileiro, além de ser extremamente nutritivo”, afirma.

A escolha do local, uma franquia de fast food numa praça de alimentação de shopping, é para mostrar que o prato está definitivamente em qualquer lugar. “Acho importantíssimo ressaltar a iniciativa do McDonald’s em servir alimentação saudável não apenas para os funcionários, mas para o público”, diz.

Segundo Lüders, o Brasil é o terceiro maior produtor de feijão do mundo, com uma média anual de 3,5 milhões de toneladas por ano. O cultivo da leguminosa é feito em duas safras principais e uma safrinha. No ano passado, o valor do feijão carioca, o mais consumido no país, aumentou tanto que acabou virando piada na internet. O preço ficou salgado por causa da quebra da produção. “Até mesmo na crise, nós percebemos o quanto o feijão é amado. Outros produtos também subiram, como o tomate e a carne, mas nenhum teve uma repercussão tão grande quanto o feijão”, conta.

Neste ano, a cotação da leguminosa mais querida do país deve cair e estabilizar. Sobre a produção, Lüders lembra que é importante os produtores diversificarem as espécies. “Nós não temos apenas o carioca, temos outros feijões no Brasil, como o vermelho e o preto, que podem ser exportados. Além de outras leguminosas, como a lentilha e o grão-de-bico, que ajudam na complementação da renda em momentos de oscilação do mercado”, explica.

A unidade brasileira da maior rede de fast food do mundo começou a vender o prato feito em 2010 em cumprimento ao Programa de Alimentação do Trabalhador. O cardápio muda a cada dia da semana e as proteínas servidas são os recheios dos sanduíches da rede.

Fonte: Gazeta do Povo

09/01/2017- NOTA DE REPÚDIO
À DIRETORIA DA ESCOLA DE SAMBA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
Nota de repúdio à afronta aos produtores de alimentos do Brasil

O IBRAFE, INSTITUTO BRASILEIRO DO FEIJÃO & PULSES, junta-se a todos os setores do agronegócio do Brasil para publicamente repudiar com veemência a citação negativa dos produtores de alimentos, durante o Carnaval de 2017, pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense em seu samba-enredo, nas alas e nas fantasias a serem utilizadas em seu desfile. A promoção do turismo, a festança desenfreada, as homenagens a celebridades, etc. que se mantenham nos temas dos sambas-enredos e estes deixem de atacar o setor mais importante da nossa economia.
A afronta, neste Carnaval, veiculada nos últimos dias pela escola de samba em questão, é inaceitável sob qualquer aspecto. Colocar os nossos produtores agrícolas como vilões a serem combatidos, que destroem o meio ambiente e áreas indígenas, é de uma má-fé imperdoável.
Colocar em um mesmo contexto desmatadores e produtores de alimentos falta, em muito, com a verdade. Ninguém, no Brasil, atualmente, respeita mais o meio ambiente, por opção própria ou força da legislação, do que aqueles que trabalham todos os dias da sua vida com a terra.
Ressalta-se aqui, em especial, nossos produtores de Feijão, que contribuem sobremaneira para o equilíbrio natural do meio ambiente, pois o Feijão, assim como outras leguminosas, dá ao solo em que é plantado aumento da fertilidade, na medida em que fixa o nitrogênio. Ele também praticamente não produz gás carbônico e necessita de pouquíssima água para seu desenvolvimento, quando comparadas a quaisquer outras fontes de proteína. Apenas este exemplo já seria o bastante para justificar o cancelamento das alas desta escola de samba que ofendem, denigrem e mentem sobre o agronegócio.
Não podemos tolerar calados que a produção agrícola e seus trabalhadores sejam atacados e os defendemos junto às demais entidades que também defendem estes heróis brasileiros e que enfrentam todo tipo de dificuldades enquanto se desgastam em produzir nossos alimentos. Isso sem mencionar tecidos para roupas, toalhas, etc., couro para sapatos, bolsas, etc., entre inúmeros outros itens.
Relembramos que a cerveja, a caipirinha e a Feijoada também são frutos de trabalho, pesquisa e alta tecnologia no contexto do agronegócio.
Defendemos, neste caso e sempre, o que é justo e verdadeiro, juntando nossas vozes a todas as entidades que sobriamente repudiam esta afronta.
Curitiba, janeiro de 2017

Marcelo Eduardo Lüders
Presidente

04/11/2016- Chuvas no interior de São Paulo e demanda de início de mês criam expectativa para novas altas do feijão carioca
Confira entrevista completa aqui.

28/10/2016- Volta da demanda no atacado faz feijão carioca retomar patamar dos R$ 200,00/saca. Mas consumo no varejo ainda é fraco

Nesta semana, o preço do feijão carioca reage, retomando os patamares de R$200/saca. Os patamares ainda não são considerados remuneradores, mas se mostram melhores em relação às duas últimas duas semanas, quando os preços chegaram a despencar até cerca de R$150/saca.

De acordo com Marcelo Lüders, analista da Correpar, o momento é de condição favorável para o desenvolvimento das lavouras, com uma oferta melhor no mercado, mas o feijão ainda depende de uma volta do consumo no varejo, o que não vem ocorrendo em níveis expressivos.

A chegada das chuvas atrapalhou a colheita, que vem sendo feita em algumas áreas pontuais do estado de São Paulo, mas o grande fator que impulsionou os preços, de acordo com Lüders, foi a organização dos produtores para não venderem abaixo do preço de custo.

Nesta semana, com os preços mais altos, chegaram a ser comercializadas no mínimo 250 mil sacas, saindo de um patamar de quase zero, o que é considerado um "periodo raro no mercado", segundo o analista.

"R$200 não é um preço maravilhoso, mas já começa a viabilizar. Dá uma pequena margem para quem está colhendo agora, mas o ideal seria alguma coisa por volta de R$240 a R$240, por conta do risco e da produtividade. Diria que o número confortável para o produtor seria R$250 para estimular que ocorram plantios para a próxima safra", aponta.

A expectativa é de que venha uma safra de boa qualidade, mas os produtores que estão colhendo agora precisam que as chuvas deem trégua. No Paraná, já é possível observar também um bom desenvolvimento das lavouras, mas a área plantada no Brasil não deve superar 1 milhão de hectares, o que já é um aumento em relação à última safra, mas não chega aos níveis obtidos em 2013 e 2014.

Confira entrevista completa aqui.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
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20/10/2016-Além de uma demanda fraca, o medo de que as cotações caiam ainda mais faz produtor aumentar oferta e perder controle dos preços

Neste momento, o feijão carioca está em queda. No estado de São Paulo, o preço pago está por volta dos R$180 a saca, a medida em que o mercado foi pressionado por um maior volume de vendas por parte do produtor.

De acordo com o analista Marcelo Lüders, da Correpar, como a demanda parou de crescer nas gôndolas do supermercado e o começo do mês não foi marcado por compras expressivas, os produtores começaram a tentar vender a vários compradores, o que gerou um sentimento psicológico no mercado de que há um volume maior de mercadoria a ser vendido.

No entanto, a real situação da oferta, hoje, é escassa. No interior de São Paulo, saem algumas sacas, mas a colheita sofre interrupções por conta do clima. No Mato Grosso, acabaram de ser colhidas cerca de 500 mil sacas. Em Goiás, os produtores estão fora do negócio e em Minas Gerais os negócios estão sendo feitos mais lentamente, para não derrubar o mercado.

O analista aconselha os produtores a conversarem entre si e passarem informações reais do mercado, para segurar a oferta e ter controle da situação dos preços. Ele lembra também que a produtividade foi baixa e o custo foi alto por conta de várias aplicações na lavoura, o que gera uma necessidade de um maior preço pago ao produtor.

Lüders conta que cerca de 700 produtores se organizam por WhatsApp para que o mercado busque uma estabilidade. Ele aponta essa como uma fonte confiável de informações para saber o que está acontecendo nas outras lavouras e destaca que a organização dos produtores é o que pode ajudar os negócios a crescerem.

A tendência é de que a balança de oferta e demanda se estabilize rapidamente.

Para o feijão preto, os negócios estão em torno de R$270 a saca, com demanda estável, apesar de diminuição no consumo em Minas Gerais. Para o feijão rajado, entre R$180 e R$200 a saca, enquanto para o feijão vermelho, R$200 a saca.

Confira entrevista aqui.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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14/10/2016- Mesmo com preços de R$200,00/sc demanda por feijão carioca continua fraca e sem perspectiva de melhora para o restante do mês

A dificuldade em repassar preços no varejo vem limitando os negócios com o feijão carioca. Mesmo com recuo nas cotações a demanda pelo produto continua fraca.

Com pressão dos vendedores o preço do carioca nota 8,5 voltou ao patamar de R$ 200,00 a saca. Segundo o analista da Correpar, Marcelo Lüders, o varejo vem relatando a dificuldade em ‘girar’ o produto.

"Os varejistas também relatam que tiveram o pior mês - em setembro - dos últimos anos, considerando todos os produtos comercializados", destaca o analista.

Outro fator que colabora para a retração nas cotações é a demora dos supermercados em corrigir os preços nas gôndolas após a baixa já registrada no atacado. Lüders explica que diante das expectativas de que neste período a oferta estaria menor, o varejo se estocou e agora adotam uma postura retraída.

Para os produtores o analista destaca que é momento de fazer média de preços e comercializar de acordo com as necessidades de caixa.

Tradicional no mercado a retomada de compra do varejo ocorre no primeiro decêndio de cada mês, por isso Lüders não espera grandes alterações de preço no decorrer de outubro, mas não desconsidera "a expectativa de que o cenário reverta no curto prazo, uma vez que o varejo nunca ficou mais 60 dias com compra tão lentas."

Feijão Preto

Se a oferta de carioca é baixa, a disponibilidade interna do preto é ainda menor e tem dado sustentação aos preços, que variam entre R$ 260,00 a R$ 280,00/sc.

As cerca de 100 mil toneladas importadas entre agosto e setembro, já foram consumidas segundo Lüders, por isso, "mesmo com o mercado parado, o preço não caiu."

O próximo grande volume de oferta só deve entrar no mercado a partir de janeiro, até lá, a tendência é de que as cotações permaneçam firmes.

"Com o preço do feijão carioca mais baixo, a tendência é de que venda menos [preto], ainda assim não há um horizonte uma perspectiva de queda de preço", afirma Lüders.

Confira na íntegra aqui!
Fonte: Notícias Agrícolas
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Feijão carioca volta à mesa de consumidores após queda de preços

O preço do feijão, que se tornou o vilão da inflação em junho e julho, deu uma folga nos últimos dois meses. Na prévia da inflação de setembro, o feijão carioca teve queda de 6% em relação ao mês anterior, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O alívio no preço se deu por um conjunto de três fatores, explica o presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão) Marcelo Eduardo Lüders. A maior oferta de substitutos, com a importação de 60 mil toneladas de feijão preto e rajado, a redução da procura em função dos preços altos e um leve aumento na oferta pela boa colheita no mês de setembro levaram à redução.

A partir de meados de outubro até o final de novembro, uma nova colheita no Estado de São Paulo, que está sendo favorecida pelo clima, deve segurar novas elevações. "O consumidor deve encontrar o quilo por menos de R$ 10 com mais facilidade a partir do mês que vem", afirma o especialista.

A normalização do estoque do feijão carioca e uma estabilização nos preços só deve ocorrer a partir da metade de janeiro de 2017, quando começa a colheita da primeira safra. Ainda assim, o alimento não deve voltar ao patamar de preço de janeiro deste ano, quando custava, em média, R$ 5,25 na capital paulista, segundo pesquisa do IEA (Instituto de Economia Agrícola).

O preço médio do quilo em agosto era de R$ 11,44. De janeiro a setembro, o feijão carioca subiu 139%. Em 12 meses, a alta é de 155%.

Fonte dados: Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão), IEA (Instituto de Economia Agrícola), IBGE e supermercados
Fonte: Folha de São Paulo
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03/10/2016-Feijão carioca abaixo de R$ 300,00/sc não reflete realidade da oferta e produtores devem evitar as vendas
Clique aqui e confira entrevista completa

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29/09/2016-Camex prorroga alíquota zero para importações de feijão e milho por mais três meses

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou nessa quarta-feira (28) a redução de 10% para zero por cento da alíquota de importação do feijão por mais três meses. A medida vale para todos os países, exceto os do Mercosul, onde ela já não é cobrada.
A Camex também renovou por mais três meses a redução de 8% para zero por cento da tarifa de importação de milho de terceiros países (fora do Mercosul).

A reunião da Camex teve a participação do presidente Michel Temer e do ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). As medidas devem ser publicadas nos próximos dias no Diário Oficial da União.
Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva, as decisões da Camex visam a garantir o abastecimento dos dois produtos no mercado interno.

No caso do feijão, o aumento da oferta é necessário para ampliar a disponibilidade interna do produto, cuja safra foi comprometida pelas adversidades climáticas do primeiro semestre deste ano. Isso trouxe impacto nos preços ao consumidor. Não há limite para importação do produto.

O milho também tem oferta insuficiente para atender a demanda interna. Por isso, precisa ser complementado com importações em razão da comercialização antecipada da safra para outros mercados. O limite de importação é de 1 milhão de toneladas.

A Camex tomou mais duas decisões destinadas a produtos regionais. O órgão prorrogou por mais cinco anos a aplicação da tarifa antidumping sobre as importações de sacos de juta da Índia e Bangladesh.
Já para a borracha natural, a alíquota de importação subiu de 4% para 14% por um ano. A elevação objetiva manter a oferta estratégica interna do produto, que corria riscos por causa da queda dos preços internacionais do látex, abaixo do valor do mínimo de garantia, de R$ 2,00/kg, estabelecido pelo Mapa.

Fonte: Ministério da Agricultura

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Entrevista com Marcelo Lüders - Feijão carioca tem queda de 10% no valor ofertado pelos compradores, mas negócios travam

Mesmo com o volume de oferta disponível diminuindo no campo, no varejo a venda está bastante lenta e tem travado o mercado.

Diante da perspectiva de reação dos preços do carioca, houve formação de estoques por parte dos varejistas, que agora se retraíram das compras. Assim, conforme explica o analista da Correpar, Marcelo Lüders, os empacotadores que adquiriram dos produtores com prazo, começam a fazer ofertas menores para o varejo, desestimulando ainda mais o mercado.

Dessa forma, houve queda de 10% no valor ofertado pelo carioca. Porém Lüders afirma que a disponibilidade do feijão ainda é pequena, devendo impulsionar os preços nos próximos dias.

"O mercado vai voltar a reagir para o nível de R$ 350,00/saca, já que daqui duas semanas se renova a expectativa de inicio de mês", afirma.

Apostando em novas valorizações, os agricultores também adoraram a postura de retração nesta semana.

Safra 2016/17

Paralelamente os produtores do Paraná também iniciam o plantio da primeira safra. Segundo o analista, ao contrário das perspectivas, os trabalhos de campo acontecem compassadamente, fator que irá refletir em uma oferta futura diluída.

Além disso, Lüders ressalta que no mercado internacional disponibilidade do grão também não será abundante. "Para os produtores brasileiros significa uma grande oportunidade de olhar para o rajado e preto no ano que vem de olho no mercado interno e exportação", acrescenta.

Lüders também afirma que "a grande aposta do feijão parece que ficará mesmo para a segunda safra".

Confira na íntegra aqui.
Fonte: Notícias Agrícolas

12/09/2016-A oferta do Feijão-rajado é muito pequena e seu consumo aumentou sensivelmente, devido à atual situação do Feijão-carioca. Algum volume foi importado da China e deverá chegar durante o mês de novembro.

Confira aqui.

19/08/2016-Alta do feijão arrefece, mas oferta permanece limitada

Depois de subir cerca de 150% no varejo doméstico, dominar as redes sociais e virar assunto em mesas de bar, o feijão finalmente começou a dar sinais de que sua escalada arrefeceu. Isso não significa, porém, que a situação voltou ao normal. O alívio vem da entrada no mercado, a partir do fim de julho, da última das três safras da leguminosa da temporada 2015/16.

Nos primeiros dez dias de agosto, o IGP­DI acusou queda de 10,1% dos preços da leguminosa no país. Mas a retração pode ter vida curta, já que a terceira safra também será pequena em razão de problemas climáticos, a exemplo do que aconteceu com as duas anteriores. Resta saber como será o comportamento da demanda ­ que em julho, diante da alta de 44,6% apontado pelo IGP­DI, já se mostrou mais arredia.

No mês passado, o varejo teve dificuldade para comprar feijão por conta da oferta restrita. E o receio com a demanda fraca também levou o varejo a reduzir as compras. Dados da NeoGrid/Nielsen, coletados em mais de 10 mil lojas em todo o país, apontam que o "índice de ruptura" do feijão nas prateleiras dos supermercados foi de 16,6% em julho, muito superior à média histórica de 4%. Isso significa que a cada 100 itens não encontrados pelo consumidor nas gôndolas, o feijão representou 16,6 no mês passado.

"Diante da instabilidade econômica e dos altos preços, o varejo fica mais cauteloso ao comprar o produto, com receio de que não haja consumo. Assim, o produto acaba faltando nas prateleiras", afirma Robson Munhoz, diretor de relacionamento com o varejo e indústria da NeoGrid. Nesse contexto, os estoques nos supermercados estão cada vez mais restritos

Em julho, calcula a NeoGrid, os estoques eram suficientes para 31,13 dias de consumo. Em maio, quando a oferta de segunda safra aumentou, eram 177,16 dias. Mesmo assim, a média de 2016 está em 65,6 dias.

Depois de a primeira e a segunda safras do feijão terem diminuído 8,8% e 24,1% em relação à temporada 2014/15, respectivamente, a colheita da terceira safra, em andamento, deverá alcançar 628,3 mil toneladas, uma queda de 26,1% na mesma comparação, de acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mesmo com a disparada dos preços, que em maio atingiram níveis recorde ­ a saca de 60 quilos do carioca chegou a R$ 580 ­, os produtores investiram menos na área de plantio da terceira safra. Segundo a Conab, foram semeados 543 mil hectares, 16,8% menos que em 2014/15. E a produtividade tende a ser 11,2% mais baixa, daí a forte retração projetada para a produção.

Segundo a Conab, os produtores da Bahia foram os que mais investiram na terceira safra. Semearam 199,5 mil hectares, mas ainda assim houve queda de 6,2%. Isso por causa das preocupações com a má distribuição de chuvas, que pode afetar inclusive a disponibilidade de água para os pivôs de irrigação.

"Desde março temos chuvas irregulares, e o cultivo de feijão nessa época por aqui precisa ser irrigado continuamente", diz Ernani Sabai, diretor de projetos e pesquisa da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Ele explica que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) do Estado verifica a vazão dos rios periodicamente e não permite que a água seja usada para irrigação quando o nível chega a zero. "Nesse ponto chamamos de 'água ecológica', que só pode ser usada para consumo humano e de animais. E as multas para quem usar sem permissão são pesadas".

Assim, muitos produtores optaram por plantar em metade de seus pivôs e dividiram a área de feijão com o plantio de sementes de soja e frutas. "Parece claro para quem não conhece o mercado que o preço do feijão seria um atrativo para aumentar a área de plantio. Mas os produtores já foram prejudicados algumas vezes por ciclos de aumento de preços na época do plantio, mas de baixa na colheita", afirma Sabai. O ciclo de produção do feijão carioca varia de 75 a 90 dias.

O encolhimento da oferta doméstica motivou o aumento das importações. Sobretudo de feijão preto, cuja disponibilidade já é tradicionalmente complementada com produto da Argentina e da China. De janeiro a julho, foram 108 mil toneladas, quase 70% mais que em igual intervalo de 2015. O valor das compras subiu 82%, para US$ 72 milhões. Mas esse aumento não segurou os preços, pois o consumo doméstico gira em torno de 3 milhões de toneladas.

Fonte: Valor Econômico.

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18/08/2016- Safra de feijão carioca no nordeste da Bahia tem perdas de 90% com estiagem
Confira entrevista completa aqui.
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12/08/2016- ENTREVISTA MARCELO LÜDERS: Preço do feijão carioca recua na semana com demanda retraída a espera de novas quedas e evolução da colheita em MT

Confira aqui na íntegra.

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Feijão tem menor safra em 18 anos

A safra brasileira de grãos de 2015/16 vai chegar ao final de período em condições bem diferentes das que se imaginava no final do ano passado.

A tendência contínua de elevação dos últimos anos fez o setor prevê uma safra total de grãos de até 213 milhões de toneladas.

As condições climáticas derrubaram, no entanto, o volume para 188 milhões. Praticamente todos os principais produtos tiveram queda na produção, conforme os dados mais recentes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Uma das quedas mais sentidas pelo consumidor foi a do feijão, cuja produção voltou aos patamares de há 18 anos.

Os dados desta terça-feria (9) da Conab indicam uma safra total -são três safras no ano- de apenas 2,59 milhões de toneladas da leguminosa, a menor desde 1978. Previa-se um safra de 3,32 milhões de toneladas.

Outro produto básico na alimentação diária do consumidor brasileiro, o arroz, também mostrou números bem diferentes dos que se projetavam para essa cultura no início de safra.

A produção será de 10,5 milhões de toneladas, a menor em 13 anos, e com queda de 12% em relação ao que se previa no início de safra.

O recuo total da safra de grãos será tão intenso porque os líderes de produção, soja e milho, também apresentam forte queda.

A produção de soja, prevista inicialmente em até 103 milhões de toneladas, fica em 95,4 milhões.

Já a de milho, que chegou a ser estimada em 84 milhões de toneladas, recua para 68,5 milhões.

O resultado dessa desaceleração de produção é o enxugamento dos estoques nacionais.

A oferta de arroz termina a safra com um estoque de passagem suficiente para apenas 8 dias de consumo, enquanto a de feijão garantirá 13 dias.

Fonte: FOLHA DE S. PAULO
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Conab estima alta de 2,7% na safra gaúcha

A produção total de grãos no Rio Grande do Sul deve ser de 32,4 milhões em 2015/2016, alta de 2,7% na comparação com o ciclo passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados ontem. Trata-se praticamente do mesmo patamar verificado na pesquisa anterior, consolidando os números da produção agrícola no período.
Com incremento em área e produtividade, respectivamente, de 3,9% e 4,8%, a soja, principal responsável pelo resultado, chegou as 16,2 milhões de toneladas, colheita quase 9% maior do que em 2014/2015. O levantamento é o penúltimo dos 12 realizados pela Conab.
Em contrapartida, o milho, a segunda cultura em importância durante o verão, fechará a safra com queda de 4,5%, totalizando 5,8 milhões de toneladas, ante 6,1 milhão de toneladas de 2014/2015. Nesse caso, a retração aconteceu devido à área, que caiu 12,5%, de 941 mil hectares para 823 mil hectares, pois a produtividade aumentou 9,1%, passando de 6,5 toneladas por hectare para 7,1 toneladas por hectare. Afetado por problemas climáticos, o arroz foi outro cultivo a diminuir a produção. Os orizicultores, que colheram 8,6 milhões de toneladas em 2014/2015, obtiveram apenas 7,3 milhões de toneladas em 2015/16.
O feijão teve variações positivas nas suas duas safras anuais. Foram 83,3 mil toneladas na primeira e 38,7 mil toneladas na segunda - altas de 48,5% e 17,7%. Os números consolidados para o trigo são os seguintes: área 9,8% menor, abaixo de 770 mil hectares, com evolução, respectivamente, de 58,8% e 43,3% em produtividade e produção, após quebras em 2014/2015. Com isso, foram colhidos pouco mais de 2 milhões de toneladas da principal cultura de inverno no Rio Grande do Sul.
Nacionalmente, a Conab estima que deve alcançar 188,1 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 9,5%, ou 19,7 milhões de toneladas, em comparação com o período anterior. A soja, principal cultura de verão do País, deve registrar queda de 0,8%, passando de 96,2 milhões para 95,4 milhões de toneladas. As duas safras anuais de milho apresentam recuo de 19,1%, atingindo 68,47 milhões de toneladas, ante 84,67 milhões de toneladas em 2014/2015.
A principal cultura de inverno, o trigo, em fase de desenvolvimento das lavouras, deve manter o crescimento de produção, subindo 12,1%, de 5,53 milhões de toneladas para 6,2 milhões de toneladas, mesmo com uma área reduzida de 13,9%.

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO
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Produtores gaúchos preparam safra de feijão

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater nesta quinta-feira, os agricultores gaúchos estão iniciando a procura por sementes para o plantio da próxima safra de feijão. Em Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, tradicional município produtor da leguminosa no Rio Grande do Sul, os produtores estão comercializando as sementes de feijão preto por valores que variam entre R$ 7,00 e R$ 9,00 o quilo.
Na zona Sul, a expectativa é de manutenção das áreas de plantio da safra passada, embora exista a possibilidade de uma pequena redução em razão de dificuldades na aquisição de sementes e também por ser uma cultura que exige o emprego de mais mão de obra no manejo, pós-colheita e na secagem. "Mesmo com a valorização da comercialização, alguns produtores rurais da Metade Sul não vêm se mostrando interessados no plantio, trabalham apenas com semeaduras planejadas, para o consumo familiar e a comercialização de excedentes no mercado local", comenta o diretor técnico da Emater, Lino Moura.
Nessa mesma região, os produtores rurais estão praticamente sem feijão para comercialização. Quem ainda tem, está negociando a saca de 60 quilos por valores entre R$ 180,00 a R$ 200,00, em Canguçu e São Lourenço do Sul, conforme a qualidade do produto. Em Arroio do Padre, o feijão com ótima classificação chega a ser vendido por R$ 270,00 a saca.
No Litoral Norte a situação é oposta, aponta a Emater. Com o quilo comercializado a R$ 7,00 na feira do produtor e a R$ 6,00 na propriedade, há otimismo com a próxima safra. Nesta semana os agricultores receberam entre R$ 240,00 e R$ 300,00 pela saca de 60 quilos.
Na divisa com Santa Catarina, agricultores familiares da região de Torres comemoram com otimismo a alta dos preços do feijão da lavoura de safrinha. Eles estão recebendo, em média,
R$ 385,00 pela saca de 60 quilos para feijão preto e R$ 480,00 pela de feijão vermelho, preços considerados excelentes. Nesta região produtora, a produtividade média foi de 1.200 quilos por hectare na safrinha.
Segundo o acompanhamento de preços da Emater, nesta semana a saca de 60 quilos do feijão preto manteve tendência de alta, chegando aos R$ 214,20 na média estadual, subindo 3,23% em relação à anterior. O valor está 60% acima da média para o mesmo período na série histórica.

Cultura do trigo apresenta bom desenvolvimento

A cultura do trigo está na fase de desenvolvimento vegetativo. Estima-se que, no momento, as lavouras em floração não alcancem 2% do total cultivado. Com a regularidade das precipitações e a aplicação das adubações nitrogenadas, as lavouras recuperaram o bom desenvolvimento, apresentando muito bom aspecto. Os agricultores estão sendo orientados a fazer o monitoramento das lavouras em função do controle fitossanitário. As chuvas ocorridas, embora não abundantes, foram favoráveis à uniformidade da germinação das sementes nas áreas cultivadas no final do período recomendado. Tanto para o trigo quanto para a cevada, as condições sanitárias adequadas, associadas às condições climáticas favoráveis, trazem uma expectativa de produtividade.
As lavouras de canola mantem-se em fases decrescimento, floração e reprodução em sua grande área. As geadas ocorridas no Norte do Estado prejudicaram as folhas, o que poderá provocar algum prejuízo na produtividade final de algumas lavouras; mesmo assim, o potencial produtivo é muito bom. Os agricultores estão conduzindo as áreas implantadas com boa tecnologia, principalmente realizando boa fertilização e controle de pragas e doenças. Preço de referência é de R$ 72,50 a saca de 60 quilos.
Em função dos prognósticos climáticos divulgados, tem se observado que os agricultores estão na sua maioria receosos de iniciar o plantio de milho no cedo, sob o risco de geadas ainda nesse mês de agosto. Mesmo assim alguns agricultores já iniciaram a semeadura em função da perspectiva de seca no final da primavera. A tendência dos produtores é o aumento das semeaduras escalonadas, buscando escapar de alguns períodos de restrição hídrica, a fim de não comprometer toda a lavoura. Os agricultores que obtêm renda com a comercialização de milho verde já iniciaram a semeadura, no intuito claro de poder ofertar o mais cedo possível aos consumidores. Os preços pagos estão em R$ 41,00 a saca de 60 quilos.

Fonte: FOLHA DE S. PAULO
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RS: produtores de feijão do Estado iniciam busca por sementes para próxima safra, diz Emater

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04), os agricultores gaúchos estão iniciando a procura por sementes para o plantio da próxima safra de feijão. Em Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, tradicional município produtor da leguminosa no Rio Grande do Sul, os produtores estão comercializando as sementes de feijão preto por valores que variam entre R$ 7,00 e R$ 9,00 o quilo.

Na Zona Sul a expectativa é de manutenção das áreas de plantio da safra passada, embora exista a possibilidade de uma pequena redução em razão de dificuldades na aquisição de sementes e também por ser uma cultura que exige o emprego de mais mão de obra no manejo, pós-colheita e na secagem. "Mesmo com a valorização da comercialização alguns produtores rurais da metade sul não vêm se mostrando interessados no plantio, trabalham apenas com semeaduras planejadas, para o consumo familiar e a comercialização de excedentes no mercado local", comenta o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.

Nessa mesma região, os produtores rurais estão praticamente sem feijão para comercialização. Quem ainda tem, está negociando a saca de 60 quilos por valores entre R$ 180,00 a R$ 200,00, em Canguçu e São Lourenço do Sul, conforme a qualidade do produto. Em Arroio do Padre, o feijão com ótima classificação chega a ser vendido por R$ 270,00 a saca.

No Litoral Norte a situação é oposta, aponta a Emater/RS-Ascar. Com o quilo comercializado a R$ 7,00 na feira do produtor e a R$ 6,00 na propriedade, há otimismo com a próxima safra. Nesta semana os agricultores receberam entre R$ 240,00 e R$ 300,00 pela saca de 60 quilos.

Na divisa do Estado, agricultores familiares da região de Torres comemoram com otimismo a alta dos preços do feijão da lavoura de safrinha. Eles estão recebendo, em média, R$ 385,00 pela saca de 60 quilos para feijão preto e R$ 480,00 pela de feijão vermelho, preços considerados excelentes. Nesta região produtora, a produtividade média foi de 1.200 quilos por hectare na safrinha.

Mercado permanece em alta
Segundo o Acompanhamento Semanal de Preços da Emater/RS-Ascar, nessa semana a saca de 60 kg do feijão preto manteve tendência de alta, chegando aos R$ 214,20 na média estadual, subindo 3,23% em relação à anterior. O valor está 60% acima da média para o mesmo período na série histórica.

Fonte:PÁGINA RURAL
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Quebra da terceira safra de feijão deverá ser a maior da temporada

O plantio da terceira safra de feijão, que ocorre atualmente em alguns pontos específicos do país, não vai resolver os problemas de abastecimento do grão rapidamente. E muito menos reduzir os preços do tipo carioquinha ao consumidor, que subiram 41,78% de maio para junho e 89,26% no ano, segundo o IPCA. Mais uma vez, a culpa é do clima.
Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe) com produtores da região de Rio Verde (GO), Primavera do Leste e Sorriso (MT), noroeste de Minas Gerais e no Distrito Federal mostra que nem todos os produtores que estão colhendo milho agora vão semear feijão por falta de água nos reservatórios. "Nestas regiões, esta substituição é natural e seria até maior nesta safra diante de preços tão altos do feijão, mas não choveu o suficiente, e a quantidade de água disponível nessas lavouras, que usam irrigação em 100% dos casos, é um impeditivo. O feijão não se desenvolve sem água", diz Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Ibrafe.
A seca também é responsável por uma maior infestação de mosca branca que provoca a maior doença das lavouras de feijão, o mosaico dourado. Isso também eleva os custos de produção porque os herbicidas necessários para o combate à doença são em dólar.
"Novamente, com o preço remunerador de hoje do feijão, claro que seria possível comprar os insumos necessários, mas a seca, somada ao dólar mais caro e a alta da energia para manter os pivôs de irrigação, afugentam o produtor", diz. Segundo o Ibrafe, o custo médio de produção nesta terceira safra é de R$ 6 mil por hectare.
O produtor Leonardo Boareto, com 525 mil hectares em Planaltina (DF), afirma que conseguiu semear a leguminosa no fim de maio e que sua propriedade não teve problemas nos reservatórios de água, mas seus vizinhos sim.
"Muitos conhecidos não conseguiram plantar feijão este ano e eu estou sofrendo com uma infestação enorme de mosaico dourado", afirma. Boareto diz que parou de chover em abril em Planaltina e, como as temperaturas ficaram muito altas, as moscas reproduziram­se mais rápido desde então. Ele calcula que a produtividade de sua lavoura de feijão neste ano será 20% menor que em 2015, com cerca de 40 sacas por hectare.
Em seu 10º relatório sobre a temporada 2015/16, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou essa tendência de menor plantio de feijão na terceira safra ao reduzir sua estimativa de área de 665,9 mil hectares em junho para 577,5 mil hectares na última quinta­feira. A produção estimada caiu 22,7% entre os relatórios, para 674,9 mil toneladas. Se confirmada, a quebra em relação à terceira safra do ciclo 2014/15 será de 20,6%, maior que as reduções da primeira safra (8,9%) e também da segunda (19,3%).
"Os reservatórios de água estão abaixo da média histórica, dificultando o funcionamento dos pivôs. Ressalte­se que o cultivo do feijão terceira safra no Distrito Federal [a maior área] é realizado em sua totalidade através de irrigação. Segundo os técnicos contatados, são necessários 500 mm de lâmina d'água nos reservatórios para o funcionamento dos pivôs e atualmente não chega a 100 mm", diz o texto divulgado pelo órgão. "Tal situação tem levado os produtores a optarem pela paralisação dos pivôs, evitando custos com energia, mão de obra, etc." A situação de abastecimento de feijão e, portanto, a normalização dos preços deve ocorrer apenas no fim do ano ou em janeiro, quando começar a colheita da segunda safra ­ plantada entre agosto e setembro em mais Estados e em maior área.
"Ainda é muito difícil fazer previsões de algo tão distante, mas meteorologistas apontam possibilidades de geada no Sul do país até setembro. Isso, se ocorrer, dificultará o cultivo". Entretanto, com os produtores recebendo atualmente mais de R$ 400 por saca de feijão carioca, na comparação com um preço mínimo estabelecido pelo governo para esta safra de R$ 78, a tendência é o plantio crescer de qualquer forma, diz Lüders.
Boareto acrescenta que, embora o ciclo de cultivo da leguminosa seja curto (90 dias), o vazio sanitário nas regiões de irrigação não permite novo plantio em Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Distrito Federal até outubro (de 20/09 a 20/10). "Não tem outro jeito, o Brasil vai ter que esperar a safra do Paraná e a nossa, em menor escala, no início do ano que vem", afirma.

Fonte: Valor Econômico.
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Editorial: Presidente do Ibrafe se posiciona sobre especulação no mercado de feijão

HORA DE AGIR. Quando especuladores tentam assumir o controle do mercado é porque nós deixamos este espaço, na verdade um abismo, entre produtores e empacotadores. Estes dois atores do mercado não estão sozinhos. Ambos sofrem ação do terrorismo de informações mal usadas quando há momentos de incertezas quanto ao tamanho da demanda ou ao tamanho da oferta. A distância física e a ocupação envolve, de um lado, a produção no campo e, de outro, o empacotamento.

Mas quem deveria ser corretor, ou seja, quem deveria fazer corretamente a ligação entre o campo e o empacotador, acabou por perceber o grau confiança que adquire, com o tempo, junto aos dois lados para auferir um ganho que nem sempre é do conhecimento das partes. Isso é picaretagem. O que é feito na vida desta forma não é durável. As relações se tornam de total desconfiança e desmoronam totalmente quando fica provado que o intermediário, na verdade, está ali para espoliar os dois lados.

Alguns dirão que estamos num país democrático e capitalista, mas calma lá! Nem a democracia, nem o capitalismo suportam a mentira e a malandragem brasileira por muito tempo. Produtores podem se unir, lutar em prol de uma causa comum, e não é, não, algo raro e impossível.

A informação é a melhor defesa, é a verdade transparente sobre a mesa. Esconder o jogo e blefar sobre a sua realidade podem ser divertidos e indolores apenas no jogo do truco. Os empacotadores, entre eles mesmos, repassam informações mais transparentes para enfrentar os compradores vorazes do varejo. Eles têm descoberto que há espaço para, de forma organizada, evitar serem jogados uns contra os outros.

A oportunidade bate à porta. Acontecem, nesta semana, reuniões preparatórias para o Fórum Brasileiro do Feijão, em Foz. O sucesso deste tipo de iniciativa vem da disposição de falar a verdade e de colaborar com seus números e com seus conhecimentos sobre o plantio em determinadas regiões.

Durante a semana que vem, na quinta-feira, às 11h da manhã, no Fórum Brasileiro do Feijão, teremos a oportunidade de construirmos um conhecimento agregado muito mais completo e verdadeiro por ser fruto do coletivo. É muito forte e pode mudar o rumo de mercados. Foi assim e é assim com o café, a soja, o algodão, o milho, o amendoim e com as cadeias produtivas mais desafiadoras, como o mel. Colabore para ganhar!

Fonte: Marcelo Lüders
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Na 'capital' do feijão, euforia e cautela

A cidade que ganhou fama como a maior produtora de feijão do Brasil espera um salto sem precedentes do lucro agrícola com as safras deste ano. Unaí, no noroeste de Minas Gerais, é movida pelo agronegócio e tem o feijão, a soja e o milho como suas principais culturas. Fazendeiros que estão começando agora a colheita do feijão tiraram a sorte grande e aproveitam como nunca a alta dos preços da leguminosa. Outros esperam capturar ao menos parte desses ganhos na safra de setembro e outubro.

"Eu vendi a saca a R$ 450. Nunca tinha vendido a esse preço", diz, sem esconder o espanto, Antônio Geraldo Mesquita, de 45 anos, produtor na região. "Geralmente, a gente vende só depois de colhido, mas o mercado está tão escasso que agora antes de colher já tem comprador."

Agricultor experiente e um dos pioneiros da onda de imigrantes gaúchos que chegaram a Unaí na década de 1970, Dirceu Gatto começa a colher o feijão de suas terras dentro de 15 a 20 dias. Imagina que até lá o preço deverá ter recuado um pouco, mas ainda assim acha que terá um prêmio: espera vender a saca por R$ 300. O patamar considerado normal é de R$ 180 a R$ 200.

Mesquita e Gatto são alguns dos produtores de maior porte de Unaí. Preveem alguma retração dos preços nos próximos meses, mas creem que só no início de 2017 voltarão aos níveis de alguns meses atrás.

De acordo com o IBGE, nos últimos anos Unaí tem sido o município que mais produziu feijão no Brasil. Em 2012, foram 112,2 mil toneladas. Em 2013, 90 mil. E em 2014 (último dado consolidado), 91,6 mil toneladas. O produto enche pacotes de marcas vendidas principalmente em Minas, São Paulo, Distrito Federal e alguns Estados do Nordeste.

Em 2014, produtores da cidade sentiram um baque. Naquele ano, a produção nacional chegou a um pico de 3,3 milhões de toneladas e o preço despencou. Em Unaí, vários produtores venderam a saca ­ a mesma que agora oscila de R$ 450 a R$ 500 ­ por R$ 40. Antonio Mesquita foi um deles. O resultado não poderia ser outro. Na "capital" brasileira do feijão ­ assim como em outras regiões ­ os produtores perderam (além de dinheiro) o entusiasmo que tinham com o grão e decidiram investir mais em soja e milho.

Carlos Oberto Corrêa da Costa, 58 anos, dono da fazenda Santa Matilde, que há 33 anos produz na região, fez isso. "Eu não plantei feijão em abril. Estaria colhendo agora em julho. Optei pelo milho, porque o preço estava bom", conta ele. Essa é uma das explicações para o valor do feijão atualmente no país ­ preços que de R$ 4 ou R$ 5 o quilo nos supermercados chegaram a R$ 10 ou R$ 12. Na semana passada, um supermercado movimentado no centro de Unaí, o Armazém do Elinho, vendia um quilo de feijão carioquinha a R$ 11,90.

Desestimulados pelos preços da saca em 2014 e estimulados com os da soja e do milho, muitos produtores reduziram o plantio de feijão. Este ano, a seca castigou as lavouras do grão em Unaí e nas terras do Planalto Central dominadas por grandes fazendas. "A safra entre 2013 e 2014 foi normal. Mais de 40 sacas por hectare, no período das chuvas. Em 2014 e 2015 caiu para 25 sacas e entre 2015 e 2016, para 22 sacas. Isso em toda a nossa região", conta Costa. Além disso, houve seca no Centro­Oeste, chuva em demasia no Paraná, granizo em São Paulo. Com a oferta menor, os preços subiram.

Claro que com os preços atuais, o feijão voltou a ser uma cultura atraente para os produtores ­ ainda mais porque houve também quebras significativas na soja e no milho safrinha. Mas quem acha que Unaí vê o grão com o mesmo entusiasmo de antes, engana­se.

Costa resume assim o sentimento de muitos produtores da região: "Eu tenho medo de plantar muito agora porque todo mundo pode inventar de plantar, e os preços despencarem de novo". Para piorar, o insumo básico também está escasso. "Agora está faltando até semente. Teve quebra na produção de semente". Seu plano é plantar cerca de 1.500 hectares de feijão por agora. A semeadura começou há cerca de 15 dias para uma colheita prevista para setembro.

Há também outra questão em jogo. "Não dei conta de aumentar a área de feijão este ano por limitação hídrica", completa Dirceu Gatto. Ele ocupou 15 pivôs com feijão que vai colher entre julho e agosto.

Gaúchos, catarinenses, paranaenses ­ que representam cerca de 70% dos produtores rurais da cidade ­ e também mineiros e paulistas em Unaí precisam irrigar as terras quando plantam fora do verão. Contam com a chuva no plantio de outubro e novembro. A maior safra de feijão do Brasil é essa, colhida em janeiro.

Como choveu menos do que o necessário neste ano e nos anteriores, em muitas localidades no Brasil central não há água abundante nos reservatórios e rios para alimentar os pivôs de irrigação nesta temporada de seca. Tudo isso deve pesar na oferta de feijão deste ano.

A supervisão agropecuária do IBGE em Minas Gerais informa que a previsão de produção para este ano em Unaí é de 63,6 mil toneladas de feijão ­ ante a produção de 91 mil toneladas de 2014. As estimativas citadas pelo órgão para o país refletem uma queda generalizada. Enquanto o Brasil produziu as 3,3 milhões de toneladas em 2014, o número estimado para 2016 é de 2,9 milhões

Unaí vive basicamente do dinheiro da agropecuária. Produtores costumam investir em imóveis na cidade e em Brasília, que fica a pouco mais de uma hora de carro. O feijão, que já foi um negócio de produtores familiares, é hoje na região assunto para empresários do agronegócio.

O cálculo repetido em Unaí é que a próxima safra representativa do país é a que será plantada em fins de julho no Estado de São Paulo e colhida em fins de setembro. A do Paraná começa a chegar aos distribuidores e empacotadores em janeiro. E aí então, no início de 2017, os preços voltariam ao normal.

Ninguém em Unaí parece estar levando muito a sério a decisão do governo federal de zerar a alíquota de importação de feijão de fora do Mercosul para derrubar os preços. A opinião geral ouvida pela reportagem é que ou os fornecedores já conhecidos, como Argentina e Bolívia, não teriam fôlego para garantir uma elevação significativa de oferta no Brasil aponto de mexer nos preços. E que o produto de eventuais fornecedores do México ou China esbarram ainda em questões sanitárias.

Fonte: Valor Econômico.

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Governo zera imposto de importação do feijão por três meses

O imposto de importação de feijão para países de fora do Mercosul foi zerado por três meses pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) em reunião realizada nesta quinta-feira (23).

A medida, no entanto, deve ter pouco efeito, pois o feijão-carioca, tipicamente brasileiro, praticamente não é encontrado para a importação em outros países.

A redução do imposto, que era de 10%, é uma das medidas que haviam sido anunciadas nesta quarta-feira (22) para tentar aumentar a oferta do produto e reduzir os preços, que subiram mais de 40% nos últimos 12 meses.

O governo cita o México e a China como prováveis mercados que poderão abastecer o Brasil.

"Como não há perspectiva do aumento da oferta do produto no mercado no curto prazo que seja proveniente da produção doméstica, decidimos que é necessário facilitar a importação, por meio da redução da alíquota do Imposto de Importação", afirmou o ministro Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

O governo também afirmou que irá incentivar atacadistas e varejistas e importarem o produto de três países do Mercosul, Argentina, Paraguai e Bolívia. Nesse caso, não há tarifa de importação.

O México, por exemplo, passou a ser importador nos últimos anos, devido a problemas climáticos. Em relação à China, a previsão é que o produto demore cerca de 60 dias para chegar ao Brasil. Segundo o próprio governo, esse prazo está próximo do limite para que o produto escureça e perca as características aceitas pelos consumidores.
Fonte: Folha de São Paulo
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23/06/2016- ENTREVISTA MARCELO LÜDERS: Importação de feijão não vai baixar preço.
Presidente Marcelo Lüders, afirma que a suspensão da taxa de importação para o feijão não vai ter efeito para o consumidor brasileiro, pois não muda o perfil de oferta no país.
Confira a entrevista completa aqui.
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Crise do Feijão: Pela primeira vez na história, falta produto no Brasil e preços explodem

Pela primeira vez na história o Brasil está sem feijão. As imagens acima ilustram, primeiro, a arrumação das prateleiras de um supermercado em Umuarama, no Paraná, por volta de 21h30 da segunda-feira (20), que fechou às 22h. Na sequência, o espaço vazio na manhã - por volta de 9h30 - da terça-feira (21). As informações e fotos são um relato do analista de mercado da Correpar, Marcelo Lüders, e que deixam clara o atual momento deste setor.

Segundo o especialista, há uma ruptura em todos os elos da cadeia de comercialização do feijão neste momento, seja da variedade que for. Os poucos estoques foram se esgotando, os estoques dos supermercados também e a demanda - principalmente diante da enxurrada de informações que recai sobre os consumidores - é intensa e crescente.

"Cerca de 50% das lojas de supermercado no Brasil estão desabastecidas de feijão", diz, Lüders. "O Brasil tem, pela primeira vez na sua história, a falta de um item básico de sua alimentação. E por isso, quando há oferta, o consumidor quer estocar com medo da falta e de preços mais altos", completa. Na imagem é possível ver que as compras estavam limitadas, tanto do preto quanto do carioca, a apenas 4 pacotes por cliente.

Brasil decide liberar importação de feijão para ajudar no combate à inflação
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BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta quarta-feira que vai isentar de taxas a importação de feijão produzido na China e no México, como parte de medidas para diminuir o preço do alimento, cuja alta recente vem impactando fortemente a inflação.

Esses países, assim como nações integrantes do Mercosul, cujas importações já são isentas de taxas, teriam condições de ajudar o Brasil a lidar com uma escassez decorrente de quebra de safra por problemas climáticos, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Segundo ele, o governo encaminhará nesta semana pedido à Câmara de Comércio Exterior (Camex) para a isenção da tarifa para importações de México e China.

O ministro disse ainda que o anúncio da medida deverá ajudar a amenizar a alta de preços, uma vez que os agentes do setor vão trabalhar com a expectativa de um aumento da oferta.

Ele afirmou ainda que espera que em no máximo 90 dias o abastecimento do feijão no mercado interno deva estar restabelecido.

O ministro disse também que outra medida que está sendo tomada é a negociação, com grandes redes de supermercados, para que busquem o produto onde há maior oferta.

O preço do feijão-carioca seguiu mostrando força em junho, segundo o IPCA-15, com alta de 16,38 por cento sobre o mês anterior, brecando desaceleração mais intensa de alimentos e bebidas, que subiram 0,35 por cento neste mês, sobre 1,03 por cento em maio.

No acumulado em 12 meses até maio, os preços do feijão-carioca já haviam subido quase 42 por cento.

O clima adverso no país tem provocado repiques na inflação de alimentos, afetando também produtos como soja e milho. O movimento ameaça o início do afrouxamento da taxa básica de juros pelo Banco Central, que vem reafirmando que só cortará a Selic --em 14,25 por cento ao ano desde julho passado-- quando enxergar arrefecimento suficiente na alta de preços domésticos.

(Por Marcela Ayres e Lisandra Paraguassu; Reportagem adicional de Roberto Samora, em São Paulo)

Confira a entrevista completa aqui.
Fonte: Notícias Agrícolas
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Temer anuncia importação de feijão para combater alta de preço

O encarecimento do produto tem sido um dos temas mais comentados nas redes sociais. No Twitter, o assunto gerou a hashtag "TemerBaixaOPreçoDoFeijão." Em sua conta do microblog, o presidente em exercício também utilizou a hashtag ao anunciar a importação.
México e China
Em entrevista ao Portal do Planalto, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que também está sendo estudada a possibilidade de trazer o produto do México, após a assinatura de um acordo sanitário, e da China.

Segundo o ministro da Agricultura, à medida que o produto importado chegar ao Brasil, o preço cederá com o abastecimento do mercado interno.
Outra medida que está sendo tomada, de acordo com Blairo Maggi, é negociar com grandes redes de supermercado para que busquem o produto onde há maior oferta.
“Pessoalmente, tenho me envolvido nas negociações com os cerealistas, com os grandes supermercados, para que eles possam fugir do tradicional que se faz no Brasil e ir diretamente à fonte onde tem esse produto e trazer”, declarou ele.
Reunião no Planalto
O anúncio de Temer pelo Twitter nesta quarta ocorreu no momento em que o presidente em exercício estava reunido, no Palácio do Planalto, com pelo menos sete ministros da área econômica, entre eles Henrique Meirelles (Fazenda) e Blairo Maggi (Agricultura), além de José Serra (Relações Exteriores).
O tema do encontro não chegou a ser divulgado pela Secretaria de Imprensa da Presidência, mas a assessoria do Planalto informou que Maggi e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações) concederão uma entrevista coletiva ao fim da reunião.
Esta não foi a primeira vez que o presidente em exercício utilizou o microblog Twitter para fazer anúncios oficiais do governo.
Na última segunda (20), Temer acessou sua conta na rede social para informar que o Executivo federal e os governos estaduais haviam chegado a um acordo sobre a negociação da dívida dos estados com a União, estimadas em mais de R$ 400 bilhões.
Na série de mensagens, ele informou, por exemplo, que o pagamento das dívidas seria suspenso por seis meses.
Após as postagens, coube ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, detalhar a medida à imprensa, assim como ocorrerá nesta quarta com Blairo Maggi (Agricultura) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações).
'Baixa o preço do feijão'
Desde o início da manhã, o assunto "Temer baixa o preço do feijão" está no chamado "trending topics" do Twitter, que são os temas mais comentados na rede social em um determinado momento do dia. Por volta das 12h desta quarta, por exemplo, era o quinto assunto mais falado entre os usuários brasileiros.
Na mensagem na qual anunciou a importação do feijão para combater a alta do preço, Temer também utilizou a hashtag "TemerBaixaOPreçoDoFeijão".

Fonte: G1.com
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Divórcio do feijão com o arroz

O casal mais tradicional do prato do brasileiro deve se divorciar nos próximos meses. Os problemas climáticos recentes enfrentados pelos produtores de feijão e a redução da área plantada fizeram com que os preços disparassem, o que deve levar a uma redução no consumo. O custo médio da saca de 60kg da variedade de cor, que deveria girar em torno de R$ 140, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), fechou ontem no Paraná em R$ 368,32. Ainda, o valor da saca do feijão preto, que deveria estar próximo de R$ 120, estava em R$ 177,25, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).

O Paraná é o maior produtor de feijão do País e sofreu com o excesso de chuvas no início da segunda safra, com a seca em abril, além de frio e da umidade nas últimas semanas. Com 98% da colheita já concluída, a produção ficou em 318 mil toneladas, de 400 mil previstas inicialmente, uma queda de 20,5%, informa a Seab. "A quebra começou já no segundo semestre do ano passado, então a redução é maior", conta o engenheiro agrônomo da secretaria Carlos Alberto Salvador.

Na média das três safras no Estado, a redução na produção é de 18%, diz Salvador. Ele considera que o cenário de preço alto e pouca oferta do produtor deva continuar. "Pode ser que tenhamos aumento das importações, mas a maioria do produto que entra é feijão preto, então deve ocorrer queda no consumo."

No País
Com a menor área plantada e quebras anteriores, o estoque de feijão no País estava baixo, o que contribuiu para a disparada dos preços. O Brasil entrou na safra 2014/2015 com 303,8 mil toneladas em sobras, quantidade que caiu para 108,9 mil para os 12 meses seguintes, segundo a Conab.

Outro problema é que a melhor rentabilidade da soja fez com que a área plantada de feijão diminuísse. Professor de economia rural do Centro Universitário FAE e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eugenio Stefanelo afirma que a primeira safra nacional diminuiu de 1,053 milhão de hectares em 2014/2015 para 970 mil em 2015/2016, ou menos 7,9%. A variação negativa foi semelhante à da produção, de menos 8,9%, ao passar de 1,131 milhão de toneladas para 1,030 milhão.

No entanto, a diferença na segunda safra é maior. A redução na área plantada foi de 0,7%, ao passar de 1,318 milhão de hectares para 1,308 milhão, enquanto a produção caiu 9,6%, de 1,131 milhão de toneladas para 1,022 milhão. "A segunda safra sofreu mais com o clima, com seca no Brasil Central e excesso de chuvas no Sul", conta Stefanelo.

Ele afirma que o maior problema é a falta de feijão de cor de qualidade no mercado. "Para baixar de preço no supermercado, só na próxima safra de verão e se houver aumento da área plantada. E o feijão que é plantado agora só será colhido em dezembro", diz o economista.

Para ele, entretanto, existe intenção de produtores paranaenses em aumentar a área plantada para aproveitar a alta dos preços. Nos supermercados, ele estima em até R$ 10 o preço do quilograma do feijão de cor, ou carioca.

Outro molho
A previsão de importação para a safra atual é de 150 mil toneladas, ante 156,7 mil na anterior. Portanto, a tendência é que o brasileiro acabe mesmo por comprar menos feijão diante da alta de preços. O consumo anual do País foi de 3,350 milhões de toneladas na safra 2014/2015, de acordo com a Conab. Com a alta de preços, o montante deve ficar em 2,950 milhões na atual, ou 11,9% a menos. "Podemos dizer que o feijão se divorciou do arroz por enquanto, porque ficou caro e o pessoal está apelando para um frango em molho para molhar o arroz, que é mais barato", brinca Stefanelo.

Fonte: Folha de Londrina

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ENTREVISTA MARCELO LÜDERS:

17/06/2016- Primeiros lotes da terceira safra de feijão carioca chegam ao mercado mas compradores se retraem para evitar alta nos preços.
Confira aqui

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Chuvas devem piorar situação das lavouras de milho e feijão

Há possibilidade de chuva para áreas de plantio de milho e feijão. Segundo Marco Antonio, meteorologista da Somar, a previsão do tempo não é boa para essas culturas.

Áreas de instabilidade foram observadas na última quinta-feira (16/6) sobre o sul do Paraguai, norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. "Nesta sexta-feira (17/6) a frente fria ganhará forças e avançará por essas mesmas regiões onde deixará o tempo fechado e com chuvas a qualquer hora do dia. Sendo que essas chuvas deverão persistir até o começo da semana que vem. E esse é o problema!", diz o especialista.

As lavouras de milho safrinha e de feijão, que foram castigadas pelas geadas do final de semana, agora receberão chuvas e isso será a porta de entrada para uma maior proliferação de doenças e uma maior deterioração e aceleração do processo de maturação dosgrãos. Isso agrava ainda mais as perdas que já são enormes em ambas as culturas. "Além disso, com o tempo instável e chuvoso, todos os trabalhos de campo ficarão paralisados, comprometendo a safra de milho e feijão dessas regiões produtoras", aponta Marco Antonio.

Fonte: Revista Globo Rural
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Preço do feijão aumenta mais de 200% desde janeiro, diz Ibrafe

O preço do feijão no mercado interno tem sofrido forte alta. Desde janeiro, a saca de 60 quilos aumentou 260% e chegou a R$ 550 em São Paulo. O valor é mais alto que o de uma saca de café arábica de boa qualidade, que chega a R$ 525 em locais de importante produção, como a Zona da Mata mineira.

Os dados são do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), entidade que representa a cadeia produtiva do grão. Em algumas regiões do Brasil, o quilo do feijão chega a R$ 20 no varejo, situação que virou até assunto para os populares memes que circulam na internet.
Segundo Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe, o que está sendo repassado ao consumidor final é a soma de vários fatores que deixaram a situação “caótica”. Tudo começou com a menor área plantada na primeira safra de 2016, quando o produtor escolheu plantar soja e milho, que remuneram melhor. A diminuição do preço mínimo por parte do governo federal também influenciou negativamente a cultura.

Lüders avalia que o governo também se ausentou ao não formar estoque preventivo nem adotar estratégias para enfrentar o El Nino intenso. O fenômeno climático causou quebra da safra nas áreas produtoras com excesso de chuva na região Sul, como no Paraná, principal produtor; e no Nordeste, com estiagem severa.

“Mesmo sabendo disso com seis meses de antecedência, o Ministério da Agricultura não adotou nenhuma estratégia para melhorar o estoque e incentivar o produtor a sobreviver aos efeitos do El Niño”, conta.

Enquanto isso, a demanda pelo grão cresce. “Arroz com feijão deixou de ser comida de pobre para ser comida de brasileiro. Ou seja, o Brasil tem consumido cada vez mais feijão per capita. E, mesmo na crise, com o feijão mais caro, o brasileiro faz a conta e percebe que o grão rende mais, nutre mais que um lanche, uma pizza, e outras opções. Ele prefere investir em uma concha de feijão”, diz o executivo.

Para este ano, o governo federal estima o consumo em 3,35 milhões de toneladas, já contabilizando a importação. A produção de 2016 está estimada em 2,8 milhões de toneladas, gerando um déficit de 550 mil toneladas. Os estoques públicos estão em 1.111.489 toneladas, o que, segundo Lüders, não atenderia nem a 15 dias de consumo.

Diante disso, pelo menos até o início de 2017, a situação atual não deve ter mudanças. Os preços devem se manter em níveis elevados com a oferta relativamente baixa e a demanda firme. Segundo Marcelo Lüders, a terceira safra deve ter área reduzida após a intensificação de contratos dos produtores com as sementeiras de milho.

Há também a redução de recursos hídricos em regiões importantes, como Mato Grosso, onde açudes e reservatórios estão secos e podem inviabilizar a irrigação durante os três meses do ciclo da cultura. As sementes de feijão estão mais caras para o produtor, há o ataque de pragas como a mosca branca, que atinge interior de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; e a geada no interior de São Paulo, neste fim de semana, que danificou plantas em desenvolvimento.

“Quem for plantar tem que considerar que está caro, pois também aumentaram os custos de eletricidade, de semente, de produtos para defender a lavoura. A situação até a semana passada era trágica, e agora está gravíssima. Só notícia ruim atrás da outra”, alerta Lüders. “A demanda está muito alta e os estoques continuarão baixos. Quem plantar e colher feijão com certeza terá para quem vender”, diz.

Diversificar
Enquanto o plantio de feijão segue preterido, o Brasil tem comprado da variedade preta de outros países. O que também pode não ser vantagem, já que o câmbio não favorece compras do exterior e há um imposto de 10% em cima das importações e disputamos o produto com outros países como Cuba.

O Ibrafe defende diversificar as variedades para continuar atendendo à demanda interna e também exportar quando houver excesso na oferta. A entidade cobra incentivos do governo federal à produção de feijões que não perdem a cor, como o vermelho, rajado, preto, entre outras. Assim, o mercado não ficaria dependente do carioca, o mais consumido.

“Quando sobra, o produtor é obrigado a vender a saca por R$ 50. Se tivesse mais variedades que pudessem ser exportadas, teria ajudado. Mas o carioca só o Brasil produz, não dá para exportar nem importar. Se produzir muito, não tem como vender, nem exportar, nem importar se faltar. O problema é apostar apenas em uma variedade de feijão”, diz.

Fonte: Globo Rural

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Clima já afeta feijão e preços do produto disparam

Pressionados por problemas climáticos, os preços do prato típico do brasileiro, o feijão com arroz, dispararam neste ano. Isso dificulta a vida do consumidor, especialmente o de baixa renda, que, acuado pela recessão e pelo desemprego, cortou a compra de itens supérfluos no supermercado.
Só o feijão subiu 28%, em média, até maio, segundo pesquisa de auditoria de varejo da GfK, que coleta preços em pequenos e médios supermercados instalados em 21 regiões do país, entre capitais e cidades do interior. O mesmo levantamento aponta que o arroz ficou 5% mais caro no período.

De acordo com o IBGE, que mede a variação nas capitais, o preço do feijão subiu 33,49% no ano até maio e 41,62% em 12 meses.
Mas já existe uma alta de preço do arroz no varejo encomendada. É que a cotação do saco de 50 kg do arroz tipo 1, em casca, atingiu R$ 44,52 na sexta-feira, o maior valor registrado no Rio Grande do Sul em quase 20 anos, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). E parte do repasse acaba sendo inevitável, principalmente, porque ser um alimento básico.
"O freio no preço do arroz poderia vir da importação de países vizinhos", diz Athos Dias de Castro Gadea, gerente do Irga. De toda forma, ele pondera que os problemas climáticos, por causa do fenômeno El Niño, que afetaram a safra do Rio Grande do Sul, o maior produtor do País, também prejudicaram a as lavouras de Uruguai e da Argentina. Neste ano, o Rio Grande do Sul colheu 7,4 milhões de toneladas, com uma quebra de 16% em relação à safra passada.
Importação
Já a importação não é a saída para aliviar a alta de preços do feijão. Os estoques oficiais do produto encontram-se em níveis muito baixos, 108 mil toneladas, e a importação do feijão preto, da China, não chegaria ao País em tempo hábil para completar a oferta, observa Carlos Alberto Salvador, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Paraná. O Paraná responde por 24% da colheita nas três safras de feijão e o Estado é o principal produtor

Salvador explica que, por causa do clima, o Estado teve quebra de 14% na primeira safra encerrada em março e de 21% na segunda safra que acaba de ser colhida e que somou 318,2 mil toneladas. Já a terceira safra está sendo plantada. Mas ela é insuficiente para reverter a alta de preço. "Vamos ter preços elevados do feijão até agosto", prevê. Em maio, o preço médio recebido pelo produtor do Paraná pela saca de 60k do feijão em cores foi de R$ 228,21, mais que o dobro do que mesmo mês do ano passado (R$ 106,82).
Marco Aurélia Lima, diretor de auditoria de varejo da GfK, observa que em maio o feijão foi o alimento que registrou maior alta entre os alimentos básicos, subiu 6,94%, superado apenas pela batata (8,68%). No entanto, a dificuldade é que esse alimento é de largo consumo, sobretudo entre os mais pobres. De acordo com a consultoria, cada família consome cerca de 3 kg de feijão por mês. No varejo, o quilo chega hoje a R$ 12, conta o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda.
Além do feijão com arroz, a pesquisa da GFK aponta também altas expressivas no ano até maio de outros produtos básicos, como farinha de mandioca (34,5%), leite longa vida (19,3%), açúcar (18,2%), ovo (7,7%), óleo soja (7,6%) e até carne de segunda (3,12%).
"Está ocorrendo uma migração da carne de primeira para carne de segunda", observa Honda, que atribui parte do aumento de preço da carne ao avanço da exportação.
Inflação
O impacto da alta dos itens básicos deve ter reflexos na inflação deste mês. Para junho, a LCA Consultores espera uma inflação de 0,35%, em boa parte por causa da elevação dos preços do grupo alimentos e bebidas, que, ao lado do grupo habitação, deve puxar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para cima. Em maio o IPCA ficou em 0,78%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Globo Rural

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Entre as culturas mais atingidas pela geada estão milho, feijão e hortaliças.Café e cana tem problemas pontuais em SP e MG

A ocorrência de geadas neste final de semana atingiu lavouras de milho, café, cana-de-açúcar, feijão e hortaliças do centro-sul do país. Em algumas regiões o frio foi mais intenso prejudicando a produção.

De acordo com o agrometeorologista da Somar, Marco Antônio dos Santos, os maiores danos ocorreram em áreas de milho safrinha do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

"Porém, ainda não conseguimos quantificar as perdas, somente ao longo da semana será possível ter uma avaliação mais precisa sobre os prejuízos com as geadas", explica Santos.

Segundo ele, as lavouras que já estavam em ponto de colheita terão consequências menores. O grande problema está nas áreas em fase de maturação, que corresponde aproximadamente a 10% da produção nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, de acordo com levantamento do agrometeorologista.

Temperaturas baixas também foram registradas em áreas cafeeiras e de cana-de-açúcar em São Paulo, Paraná e do sul de Minas Gerais, porém o fenômeno ocorreu em regiões localizadas, não trazendo perdas generalizadas para as plantações.

O agrometeorologista explica que a geada congela a seiva das plantas. "No café, que é uma cultura perene por exemplo, ela é tão temida porque a planta pode demorar até duas safras para se recuperar dos danos”, pondera.

Além dessas culturas, o feijão e as hortaliças também foram atingidos pelas geadas, e podem ter perdas de 100% em alguns casos, especialmente no Paraná, conforme relatou Santos.

E as expectativas de quebra já provocaram alta nas cotações de milho e café nas bolsas internacionais. Em Chicago, os futuros do cereal exibiam 14 pontos de alta, por volta das 11h15 com preocupação de oferta no Brasil.

Para os próximos quinze dias as previsões indicam aumento gradual nas temperaturas, que devem variar entre 16°C a 20°C. Porém, novas massas de ar polar de grande intensidade podem ocorrer nos meses de julho e agosto.

E o trigo que até o momento foi beneficiado pelo frio mais intenso também já acende o sinal amarelo, já que "não estão descartadas geadas tardias para agosto", alerta Santos.

Fonte: Notícias Agrícolas
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Arroz e feijão pressionam a inflação

Combinação típica no prato do brasileiro, o arroz e o feijão estão mais caros e tendem a continuar subindo por pelo menos três meses. Não bastassem a crise econômica e a retração do poder de compra dos consumidores, que normalmente levam a um aumento da demanda por produtos básicos mais baratos, a natureza não está ajudando. Chuvas em excesso na região Sul do país e a escassez de precipitações em polos de Minas Gerais provocaram perdas nas lavouras de arroz e, no caso do feijão, determinaram a pior quebra da história.
Cálculos do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) indicam que a produção total da leguminosa (dividida em três safras) deverá somar 2,7 milhões de toneladas nesta safra 2015/16, para um consumo doméstico anual da ordem de 3,4 milhões de toneladas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção das três safras somará 2,9 milhões de toneladas, 6,1% a menos do que em 2014/15 (ver Clima impede novo recorde na colheita brasileira em 2015/16).

E foi justamente a segunda safra de feijão ­ que costuma ocupar a maior área e é plantada em março e colhida entre junho e julho ­ a que mais sofreu com as chuvas no Paraná e a seca no sul de Minas Gerais. O resultado foi uma quebra média de 21% no Estado do Sul e de quase 30% no do Sudeste. Esses tombos fizeram os preços pagos aos produtores subirem 65% neste ano, num movimento que levou a saca do feijão carioca (variedade mais consumida no país) a ultrapassar a marca de R$ 400. O feijão preto, por sua vez, registrou alta de 20%. Para o consumidor final, o carioca subiu 33,49% nos cinco primeiros meses do ano, conforme apontou o IPCA calculado pelo IBGE. No caso do feijão preto, a valorização chegou a 18,8%.

No tabuleiro do arroz, os problemas na oferta foram menos complicados, mas nem por isso os preços se mantiveram comportados. A saca também alcançou novos recordes: chegou a R$ 43,73, em média, em maio no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor do país e referência para as cotações, com alta de 7,8% somente neste mês. Picos de R$ 48 foram registrados nos cereais de maior qualidade, maior marca da história. No acumulado do ano, o valor pago ao produtor já foi reajustado, em média, em 10%. Para o consumidor, o arroz subiu 4,07% de janeiro a maio deste ano, mostrou o IPCA.

Como são produtos básicos no cardápio da população, o arroz e o feijão têm pesos consideráveis nos índices inflacionários. A participação do arroz chegou a 0,5934% do IPCA em maio, enquanto a do feijão carioca atingiu 0,2564% e a do feijão preto, foi de 0,0773%.
Se alguns analistas do mercado de feijão estão à beira de um ataque de nervos, prevendo um colapso no abastecimento doméstico e trabalhando com a possibilidade de os preços superarem R$ 450 ao produtor, Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Ibrafe, mantém­se mais cauteloso. "Existe uma crise de oferta de feijão carioca, que só deverá se normalizar no verão, mas é uma boa dose de especulação que está fazendo os preços dispararem desta forma", afirma. Lüders, que também é sócio­proprietário da corretora paranaense Correpar, calcula que o preço real do feijão carioca deveria estar sendo negociado em torno de R$ 300 a saca.

"Ocorre que 80% da segunda safra de feijão e muitos dos primeiros lotes de pivôs que vão entrar no mercado no fim do mês de julho foram negociados em contratos de opção de compra e estão comprometidos", diz. Além disso, Lüders afirma que alguns cerealistas e armazenadores viram na escassez da oferta doméstica uma oportunidade de ganho, e encheram seus estoques à espera de novas altas mais agudas de preços.

O setor supermercadista confirma que está difícil conseguir o produto com bons preços, mas não vê problemas de abastecimento. Carlos Alberto Tavares Cardoso, presidente da Companhia Sul Americana de Distribuição (CSD), diz que seus fornecedores já reajustaram o valor do feijão carioca em 40% neste ano e em 108% nos últimos 12 meses. "Não repassamos tudo isso aos consumidores, mas vamos ter que fazer isso em um ou dois meses", afirma. A CSD tem 46 lojas, a maior parte no Sul do país, e faturou R$ 1,7 bilhão no ano passado. Anualmente, compra cerca de 5 mil toneladas de feijão e outras 20 mil toneladas de arroz.

Cardoso observa que o feijão tem um agravante para o setor supermercadista: não pode ser armazenado por muito tempo. "Os consumidores não compram o grão ensacado há mais de três meses. Dizem que é feijão velho e que não fica bom". E também não há substituição, de acordo com o presidente da CSD. "O feijão preto é consumido basicamente no Rio de Janeiro. O resto do país só usa para feijoada".

Teoricamente, esse déficit na produção da leguminosa poderia ser resolvido com importação, mas o imposto incidente impede que o produto entre no país com preços competitivos. "Os países do Mercosul só poderiam nos atender com feijão preto neste momento, o que o mercado não quer. Quem tem o carioca hoje são Estados Unidos, Canadá e México, mas a tarifa de 10% sobre a importação e a atual taxa de câmbio impedem que essa opção seja vantajosa", diz Lürders.
Para tentar facilitar a operação, o Ibrafe enviou ofício ao Ministério da Fazenda solicitando o cancelamento temporário da Tarifa Externa Comum (TEC) para a entrada no Brasil de feijão de países de fora do Mercosul. O instituto pede que esse período de exceção dure até novembro. "Essa troca de governo prejudicou o andamento de pleitos de vários setores, mas vamos pressionar os ministérios para resolver a questão rapidamente", afirma.

No mercado do arroz, o déficit é até maior, mas o aumento dos preços tem sido menos intenso. O Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga) ainda não finalizou os números sobre a colheita no Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional, mas estima que a quebra da safra 2015/16 tenha chegado a 16% ou 1,4 milhão de toneladas. "Algumas regiões de cultivo sofreram mais e a quebra chegou a 30%", observa Maurício Fischer, diretor técnico do Irga.

Além dos problemas climáticos, a área destinada ao arroz diminui a cada temporada. De 2014/15 para 2015/16, recuou 13,8%, de acordo com a Conab, para 2 milhões de hectares. "A produção nacional caiu para os menores níveis desde o ciclo 2006/07 e esse cenário ocorre pela primeira vez desde que o país se colocou com um fornecedor competitivo no mercado internacional", diz, em nota, Élcio Bento, analista da Safras & Mercado.
De acordo com ele, o aumento das exportações também colaborou para a alta dos preços do arroz no mercado brasileiro. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), o país exportou 6,29 milhões de toneladas do cereal de janeiro a maio de 2016, ante 325,3 mil toneladas no mesmo período do ano passado.
Apesar disso, não falta produto nas gôndolas dos supermercados. Cardoso, da CSD, diz que para ele o arroz teve um reajuste de 8% no ano e de 27% em 12 meses, bem inferior ao que ocorreu com o feijão. De qualquer forma, são percentuais elevados para alimentos básicos. "O preço do arroz costuma oscilar mais, talvez porque a produção seja mais concentrada em uma região. Mas a alta assusta o varejo e os consumidores".

Fonte: Valor Econômico.

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Preço do quilo do feijão carioca dispara e é comercializado a quase R$ 10 em MT

Para quem foi ao mercado nos últimos dias, pôde perceber o aumento significante no valor do feijão carioca. O alimento que é um dos principais ingredientes na mesa dos brasileiros, apresentou alta nos valores das sacas e com isso, o preço nos supermercados também tiveram acréscimos.

Em Lucas do Rio Verde, bem como em Barra do Garças, o ingrediente é encontrado nas redes de supermercados no valor mínimo de R$ 5,58 chegando até R$ 9, 99 o pacote com 1kg.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) em diversas capitais, o quilo já chegou ou até mesmo ultrapassou os R$ 10 reais.

O vilão para estados produtores como Mato Grosso foi a falta de chuva, especialmente na região norte, reduzindo drasticamente a produtividade da lavoura em até 50%. Na cidade de Sorriso, por exemplo, a expectativa seria de 30 sacas por hectare, mas com as questões climáticas essa expectativa teve queda e chegou a 15 sacas.

O feijão carioca abriu o mês de maio custando R$ 247,50 a saca de 60 quilos. Já no dia 30 de maior o valor foi cotado a R$ 400 a saca, ou seja, um aumento de 70%.

De acordo com o Ibrafe, o Preço Nacional do Feijão, na data de hoje em Lucas do Rio Verde, Sorrido e Primavera do Leste está em R$ 400 para o carioca e R$ 100 para o caupi tumucumaque e nova era. Apenas em Primavera o está R$ 10 mais cara a saca.

Em Mato Grosso, a área total plantada de feijão segunda safra é de 173,5 mil hectares, cerca de 12,9% menor em relação ao último levantamento, que foi de 199,2 mil hectares.

Entretanto, a maior parte desse feijão é o caupi. A produção total de feijão segunda safra é de 236,1 mil toneladas, sendo que destes, 186,2 mil toneladas são de feijão caupi.

MT Agora - Cenário MT
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Clima deixa feijão 14% mais caro nos supermercados de Ribeirão Preto, SP

O feijão carioca, considerado um dos itens básicos da alimentação de muitas famílias, ficou 14,47% mais caro nos supermercados de Ribeirão Preto (SP) em relação ao ano passado.
O quilo passou a custar R$ 5,68 nas gôndolas em abril, segundo pesquisa divulgada este mês pela Associação do Comércio e Indústria do município (Acirp).
Elevação associada pelo economista José Rita Moreira a questões climáticas que prejudicaram produtores do Paraná e do norte de Minas Gerais.
O alimento foi um dos pesaram na inflação do mês passado em Ribeirão. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de abril foi de 0,43%.
Para consumidores como a diarista Gislaine Peruzzi, a alta - associada à do arroz, 8,5% mais caro - tem feito diferença nas compras para sua casa, onde vivem cinco adultos.
"Não sei onde vamos parar. Vamos ver o que a gente vai fazer. Para substituir não tem jeito, porque o arroz e o feijão são os alimentos principais. A carne a gente ainda substitui uma pela outra. O feijão não tem jeito. Nem o pior está mais barato", reclama.
A queixa de Gislaine encontra explicação na ação das chuvas. Segundo Moreira, por um lado, o excesso de precipitações comprometeu a safra no Paraná. No norte de Minas Gerais, também houve baixa na produção, mas justamente pela escassez de chuvas.
Resultado: a saca de 60 kg do feijão carioquinha tipo 1, que em abril do ano passado deixava o distribuidor por R$ 121,05, no mês passado saiu por R$ 231,39, ocasionando um aumento de 91,15% no atacado, segundo cotação do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.
"É uma lei de mercado. Houve escassez do produto. Faltou produto, naturalmente o preço sobe", avalia o economista.
Segundo ele, a tendência é de que os preços se estabilizem a partir de agosto, quando a produção tende a ser normalizada e os valores revertidos. Até lá, Moreira sugere aos consumidores substituir o feijão carioca pelo preto, relativamente mais em conta.
"A tendência é que realmente se resolva no segundo semestre, quando há um novo abastecimento de produtos", diz.

Fonte:G1.COM
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Embrapa lança cultivar de feijão-caupi ideal para semeadura em Mato Grosso

Uma nova cultivar de feijão-caupi com foco no aumento da produtividade será lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O lançamento ocorrerá em Sorriso durante o IV Congresso Nacional de Feijão-caupi. Variedade é considerada ideal para semeadura em Mato Grosso.

A cultivar BRS Imponente foi desenvolvida pela Embrapa por meio do Programa de Melhoramento Genético do Feijão-caupi, coordenado pela Embrapa Meio-Norte, em Teresina, Piauí.

Pesquisadores da Embrapa destacam que a nova cultivar atende a um "anseio" dos produtores que desejavam grãos brancos extras grandes. A variedade é, inclusive, a primeira no mercado brasileiro com atrativos que atendem ao mercado internacional.

De acordo com a Embrapa, a variedade chega a ser um terço maior que a cultivar Novaera, lançada anteriormente.

A cultivar é indicada para semeadura nos estados de Mato Grosso, Pará, Maranhão e Piauí.

A nova cultivar da Embrapa é mais adaptada ao cultivo em sequeiro, permitindo atingir média de 2.181 quilos por hectare. Já no cultivo irrigado por aspersão convencional chega a uma média de 1.165 quilos.

O lançamento será no estande da Embrapa, no Centro de Eventos Ari José Riedi, em Sorriso, durante V Congresso Nacional de Feijão-caupi, que será realizado de 7 a 10 e junho.

Fonte: Agro Olhar ______________________________________________________________________________________________________________
Preço do feijão sobe em Mato Grosso e consumidores procuram alternativas

O preço do feijão tem subido nos últimos meses e tornado as refeições dos brasileiros mais caras. Em Mato Grosso, a principal causa do problema é a falta de chuva, principalmente na região Norte do estado, o que faz diminuir a produção e a qualidade dos grãos. Agora, em tempo de crise econômica, famílias já buscam alternativas para substituir o insumo no prato.

Em algumas lavouras, a queda de produtividade caiu consideravelmente. Em Sorriso, município a 420 km de Cuiabá, os produtores esperavam colher, em uma área de 200 hectares, 30 sacas por hectare. A previsão atualizada é que cada hectare deva conseguir produzir apenas 15 sacas.

De acordo com o produtor Ademir Gardin, devido as circunstância, essa é uma perspectiva interessante. “Talvez não seja o que a gente alcance nessa área esse ano em virtude dos cortes da chuva muito precoce. Mas seria uma produtividade bastante interessante para a cultura”, afirmou.

O prognóstico, porém, pode ser pior ainda. Segundo a Associação dos Produtores de Feijão, Trigo e Irrigados de Mato Grosso, as perdas causadas pelo tempo na região Norte do estado podem chegar a 60% da produtividade na área do feijão-carioca e 50% no feijão caupi.

Esses problemas se repetem em outros estados, porém, com outras características. No Paraná, maior estado produtor de feijão do país, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a quebra da safra foi de 9%.

Já produtores de Minas Gerais esperam uma queda de 30%. No estado do Sudeste, a causa do problema foi o excesso de chuvas.

Além dessas questões naturais, a inflação é outro fator responsável pelo aumento do preço insumo. O custo de produção aumentou em torno de 20% em relação as safras do ano passado.

O aumento tem explicação ainda por conta do estilo de precificação do feijão. Diferentemente da soja e do milho, que contam com preços padronizados, o feijão passa por uma análise na qualidade antes do preço final ser estipulado.

Consumidor

Segundo a autônoma Virlaine Santos, os aumentos já estão sendo sentidos. “Do começo do ano para cá deu para sentir no bolso. Estava em torno de R$ 3, R$ 4 e hoje varia entre R$ 6,50 e R$ 8. Subiu bastante”, afirmou.

Fonte:GI - MT
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Entrevista com Marcelo Lüders, confira
20/05/2016- Preço do carioca chega a R$ 300,00, mas produtor não terá condições para ampliar o plantio e oferta deve continuar escassa ao longo de 2016
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Pela primeira vez um brasileiro falará pelo Brasil na Convenção Global dos Pulses. http://globalpulseconvention2016.com/speaker/65
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Instituto defende maior diversificação das variedades de feijão no mercado brasileiro

O brasileiro está “pronto” para consumir outras variedades de feijão, além do tradicional carioca. Mas é preciso aumentar a oferta no mercado e tornar os preços mais acessíveis. Foi o que afirmou o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Lüders, em entrevista transmitida pela página oficial da Revista Globo Rural no Facebook.

Sem deixar de lado os benefícios da pesquisa e do desenvolvimento do feijão carioca, Lüders considera que a variedade colocou o Brasil em um “beco sem saída”. Como é tipicamente nacional, quando há escassez interna, não tem de onde importar e quando há um grande excedente, não há mercados para exportar.

“É uma leguminosa com comportamento de verdura, rapidinho tem que vender. Ora penaliza o consumidor, com preços altos, Ora penaliza o produtor. Falta gerenciamento da cadeia produtiva”, diz.
A diversificação das variedades, com maior participação de feijões como o vermelho ou o branco, seria uma maneira de reduzir essa sensibilidade do mercado interno ao carioca. E, na avaliação do presidente do Ibrafe, uma forma de melhorar a comercialização do produto brasileiro.

“Há consumidores (de outras variedades) no mercado interno. Eles podem consumir mais se o preço estiver um pouco menor. Se produzir um pouco mais, vai abastecer esse mercado, diminui o preço, mas aumenta a quantidade que se pode vendar. Se tiver falta, importa. Se sobrar, exporta”, pondera.

Mercado

Sobre o atual momento, Lüders destacou que algumas regiões do Brasil plantaram menos feijão neste ano. Preços mais atrativos de soja e milho levaram o agricultor a reduzir área de feijão, especialmente no primeiro dos três ciclos anuais da cultura. Além disso, houve redução nos preços mínimos do governo federal. O feijão preto caiu de R$ 105 para R$ 87 a saca de 60 quilos e o carioca, de R$ 97,62 para R$ 78.

“O preço mínimo do feijão foi o único reduzido pelo governo. Houve um desestímulo por parte do governo e um superestímulo por parte de outros grãos, outras possibilidades para o produtor desenvolver na sua área”, destacou Lüders.

Os preços praticados atualmente nas principais praças de comercialização estão acima de R$ 200 a saca. Em Ponta Grossa (PR), por exemplo, há ofertas de R$ 230 ou R$ 240 por saca. No Centro-oeste, em região próxima a Brasília, disse Lüders, o feijão chegou a ser vendido a R$ 250 e R$ 260 na semana passada.

“Esses são os níveis atuais e há a possibilidade de novas valorizações. Estamos enfrentando um déficit de oferta, especialmente de feijão carioca”, disse.

Fonte: Revista Globo Rural
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Feijão-de-corda é boa alternativa para segunda safra

Custo baixo e fácil adaptação ao clima seco são principais vantagens.

O feijão-caupi, ou feijão-de-corda, está se tornando uma alternativa para a segunda safra. Por ter um custo de produção mais baixo e, principalmente, pela adaptação ao clima mais seco. Hoje, o cultivo está em pouco mais de um milhão de hectares no país, mas o setor pretende dobrar a produção em cinco anos.
O Brasil produz 100 mil toneladas de feijão caupi por ano. Praticamente tudo é exportado. A intenção do setor é dobrar a produção em cinco anos. O engenheiro agrônomo Leandro Lodéa aposta na entrada de novas cultivares, adaptadas para a região Centro-Oeste.

“São vários tipos de grãos e com melhoramento genetico que a Embrapa vem fazendo. Tem varias cutlivares pra ser lançada e isso vai possivelmente entrar no mercado europeu, com valor mais agregado, que consegue remunerar melhor o agricultor”, afirma.

Mato Grosso, Bahia e Goiás são os principais produtores do feijão-caupi. Além disso, a cultura está avançando pelo Distrito Federal e já chega a estados do Norte, como Tocantins e Pará. A principal vantagem, que conquista os agricultores, é a resistência a seca.

No ano passado, o produtor Vitório Cenci plantou 30 hectares da variedade. Nesta safra, subiu pra 90, depois que ele perdeu a janela do milho safrinha. Além do preço pago ser de até 70% do feijão comum, o custo de produção é mais um atrativo. Ele gasta menos pra produzir o feijão-caupi do que o milho ou sorgo, que são as opções para a segunda safra.

Para quem produz: O Congresso Nacional de Feijão-Caupi está com inscrições abertas. O evento acontece entre 07 e 10 de junho, em Sorriso (MT). As inscrições já podem ser feitas no site: www.conac2016.com.br

Fonte: Canal Rural

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Baixo estoque pode elevar preço de cereais

Para iniciar a terceira safra de feijão, a Embrapa Produtos e Mercado está disponibilizando sementes básicas de BRS Estilo, de forma a possibilitar a multiplicação da cultivar durante o inverno por produtores de sementes de áreas irrigadas.

O cultivo de feijão no inverno é uma alternativa de aproveitamento de áreas irrigadas e oportunidade de negócios por ofertar produto com preço mais estável na entressafra. O clima ameno, principalmente noturno, e a umidade controlada resultam num produto de excelente qualidade.

A cultivar BRS Estilo foi lançada pela Embrapa em 2009, apresenta arquitetura de planta ereta, adaptada à colheita mecânica direta, alto potencial produtivo de 4000 kg/ha e estabilidade de produção. A cultivar é resistente ao acamamento e moderadamente resistente à antracnose e ferrugem. Demonstra estabilidade de produção e grãos claros. O grão é do tipo comercial carioca, ciclo de 85 a 95 dias.
É indicada para as safras de "inverno" em Goiás, Mato Grosso e Tocantins. A cultivar pode ser cultivada também na safra das "águas" nos estados de Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul, assim como na safra da "seca" em Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

As sementes básicas ofertadas pela Embrapa serão comercializadas apenas para produtores de sementes inscritos no Renasem - Registro Nacional de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Produtor lembre-se que a escolha correta da semente pode ser a razão do sucesso ou insucesso da sua lavoura! Se você ainda não conhece as cultivares de feijão da Embrapa, peça ao seu fornecedor para adquirir sementes BRS, e produza com genética de qualidade superior!

Saiba em qual Escritório da Embrapa Produtos e Mercado você pode adquirir as sementes básicas da cultivar de feijão BRS Estilo:

Escritório de Sete Lagoas
Telefone: (31) 3027-1230 (31) 3027-1230, Sete Lagoas, MG
E-mail: spm.eset@embrapa.br
Escritório de Brasília
Telefone: (61) 3333-0417 (61) 3333-0417, Brasília, DF
E-mail: spm.ebsb@embrapa.br

Jurema Iara Campos (MTb 1300/DF)
Com a colaboração de Juliana Evangelista da Silva Rocha.
E-mail: produtos-e-mercado.imprensa@embrapa.br
Fone: (61) 3448-1712 (61) 3448-1712

Fonte: FOLHA DE S. PAULO
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Bem_Estar_2012
Programa Bem Estar- Participação Marcelo Lüders
Leguminosas são fontes de proteínas, vitaminas, minerais e fibras
As leguminosas são o tema do Bem Estar desta segunda-feira (28). Para a Organização Mundial da Saúde, 2016 é o ano delas. As leguminosas são nutritivas, fontes acessíveis de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Também fazem bem ao meio ambiente, gastam pouca água e enriquecem o solo.
Entram na classificação os feijões, lentilhas, ervilhas e grão-de-bico, por exemplo. Para explicar os benefícios das leguminosas, convidamos o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão Marcelo Lüders e o nutricionista Marcelo Barros.

Clique aqui e confira!

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Projeção de safra aponta para 210,3 milhões de toneladas

Soja e feijão têm altas significativas em relação ao período anterior, enquanto preço cresce e anima agricultores

A projeção da safra 2015/2016 deve ficar em 210,3 milhões de toneladas no País, alta de 1,3% sobre os 207,7 milhões do resultado de 2014/2015. Os destaques ficam para o aumento da previsão de colheita de soja e de feijão, com reduções de milho e de algodão, além dos preços mais altos neste ano do que no passado. Os números são do 6º Levantamento de Safra, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De um ano para o outro, a expectativa em relação à soja é de alta de 5,0%, de 96,4 milhões para 101,2 milhões de toneladas. Para o feijão, a projeção é de mais 11,1%, de 1,1 milhão para 1,2 milhão de toneladas. Por outro lado, o milho deve diminuir de 84,7 milhões para 83,5 milhões, ou 1,4% a menos. No algodão, a queda é de 4,3%, de 2,3 milhões para 2,2 milhões de toneladas, sempre na comparação da safra anterior com a atual. O motivo é justamente a substituição de parte da área plantada de milho primeira safra e algodão pela soja, conforme a Conab.
O plantio geral deve alcançar 58,5 milhões de hectares no País, aumento de 570,7 mil hectares, ou 1% a mais do que no período anterior. A soja ocupa mais de 56% da área cultivada, equivalente a 1,2 milhão de hectares a mais no mesmo comparativo, ou 3,6%. Já o algodão teve redução de 2,5% (24 mil hectares), principalmente pela substituição de áreas da cultura pela soja na Bahia.
A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou ontem os resultados, principalmente da soja, durante a divulgação dos dados. "Cada vez mais a soja significa, para o mundo, um produto muito brasileiro e já alcança várias partes do planeta", disse, ao pedir o andamento do projeto de reforma do ICMS para alavancar mais as exportações do grão. "Muitos reclamam, com razão, por que o Brasil exporta tanto grão e não exporta farelo e óleo. Os culpados somos nós mesmos", completou, sobre a proposta que está no Congresso e pede uma alíquota única entre estados.

No Paraná
A Conab divulgou também a estimativa por estados. Para o Paraná, a estimativa é de alta de 0,9% na produção, de 37,6 milhões para 37,9 milhões de toneladas. Economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Marcelo Garrido afirmou que o excesso de chuva durante a colheita, principalmente na região Norte, deve gerar alguma perda. "Os números do Deral sairão no fim do mês, mas perdemos algo em termos de produtividade e qualidade. Até fevereiro, a queda era de 4% na produção", disse.
Para o coordenador técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o engenheiro agrônomo Robson Mafioletti, os números regionais serão positivos mesmo com pequenas quebras pontuais. Ele estimou uma safra praticamente igual em relação à safra de 2014/2015, de 38,1 milhões de toneladas. "Não tem muito como crescer em área no Paraná, só ocorre uma mudança da soja para o milho primeira safra ou vice-versa", contou.
A boa notícia é o preço bem maior em março deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. No caso do milho, a média foi de R$ 21,30 há um ano para R$ 33,90 (59%), de R$ 58,90 a R$ 64,50 (9,5%) para a soja e de R$ 31 para R$ 39,50 (27%) para o trigo. "Teremos um aumento da área de milho segunda safra porque o preço está valendo muito a pena e porque estamos exportando muito, o que gera necessidade de mais para abastecer o mercado interno", disse Mafioletti.

Abaixo da expectativa
Apesar do aumento em relação ao ano passado, os números mudaram em relação ao primeiro levantamento da Conab para a safra atual, relativo a outubro do ano passado. A perspectiva era de até 2% a mais na safra de algodão, mas está em queda de 4,3%. Na soja, era de 5,9% maior e está em 5,0%. Por outro lado, a perspectiva de queda de 8,9% no milho se transformou em leve recuo, de 1,4%, assim como a alta de 2,3% no feijão cresceu mais e foi a 11,1%.

IBGE estima safra 0,9% maior do que em 2015

Rio - A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil deve somar 211,3 milhões de toneladas em 2016, segundo o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) referente a fevereiro, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado significa aumento de 0,9% em relação à produção de 2015, que totalizou 209,5 milhões de toneladas.

Frente à estimativa de janeiro, a produção teve elevação de 0,3%, com 600 mil toneladas a mais. O arroz, o milho e a soja representam, juntos, 92,8% da projeção de produção.

A estimativa da área a ser colhida é de 58,4 milhões de hectares, um acréscimo de 1,2% em relação à área colhida em 2015 (57,7 milhões de hectares). Ante a projeção de janeiro, a estimativa para a área plantada teve recuo de 0,2%.

Soja
A estimativa de produção de soja na safra de 2016 caiu 0,8% em fevereiro ante a estimativa de janeiro, mas ainda assim a colheita deve ser recorde, segundo o LSPA referente a fevereiro. Na estimativa de fevereiro, o IBGE projeta produção de 101,8 milhões de toneladas de soja em uma área de 33,0 milhões de hectares. Assim, a safra de 2016 será 4,9% superior à de 2015, informou o IBGE.

"Todos os três principais produtores do País apresentam, até o momento, recordes em suas safras. O Mato Grosso lidera a produção nacional, com 27,3% de tudo que será produzido no País. O Estado espera colher 27,8 milhões de toneladas. No Paraná, a estimativa de produção é de 17,7 milhões de toneladas, sendo que em torno de 50% já se encontram colhidos", diz nota distribuída pelo IBGE. (Vinicius Neder/Agência Estado).

Fonte: FOLHA DE S. PAULO

ENTREVISTA:

24/03/2016- Oferta de feijão carioca pode aumentar a partir de abril, mas volume não deve pressionar cotações. Demanda de início de mês pode, inclusive, elevar cotações.

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