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Biofertilizante aumenta em até 30% a produtividade de Feijões
03.02.2021

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Embrapa Hortaliças e KrillTech desenvolveram uma substância que ajuda as plantas a produzir mais e a resistir à seca. Trata-se de uma nano partícula, invisível a olho nu, que diluída em água forma um estimulante para a planta: a arbolina.

O pesquisador da Embrapa Hortaliças, Juscimar da Silva afirma que um dos grandes diferenciais da tecnologia utilizada na arbolina é que ela é baseada em matéria-prima renovável, fonte de energia limpa, não gerando resíduos e a base de carbono – sendo completamente metabolizada pela planta.

“A maioria dos biofertilizantes que conhecemos hoje não utilizam nanotecnologia. O diferencial da arbolina está nessa questão, que envolve tecnologia avançada, contribuindo para a sustentabilidade. Ela é totalmente metabolizada pela planta e não causa risco para a biota do solo”, afirmou.

Atuação

Aplicada na planta, a substância atua rapidamente nas células. O produto age convertendo os raios ultravioletas do sol – que são nocivos às plantas – melhorando a fotossíntese e, por consequência, o desenvolvimento de diversas culturas. Há ainda uma substancial contribuição para melhoria da absorção de nutrientes do solo e para a otimização do uso da água.

“Mesmo o solo estando com a fertilidade adequada, a planta muitas vezes não consegue fazer essa absorção. O objetivo é ajudar a planta a enxergar esses nutrientes, por meio dos sinais bioquímicos”, reforçou o pesquisador.

O produto será comercializado em forma de emulsão para ser diluído em água. Não há necessidade de mudanças no cultivo, apenas estudar a combinação das doses com o agroquímico já utilizado pelo produtor, já que ele é altamente compatível.

“A arbolina atende tanto o pequeno quanto o grande produtor, ela se adequa bem a qualquer tipo de implemento de aplicação de fertilizante biofoliar, seja por meio de um pulverizador costal, tratores ou drones”, acrescentou Silva.

Teste com Feijão

Um dos efeitos positivos da atuação da arbolina nos Feijões e Pulses é a maior eficiência fotossintética, as plantas ficam mais verdes, mais viçosas e essa maior eficiência reflete no melhor uso da água e nutrientes nessas culturas, refletindo diretamente na produtividade.

“Conduzimos um experimento com uma empresa privada utilizando o Feijão. Verificamos que a arbolina, junto com um fungicida mostrou um ganho de 30% de produtividade após 4 aplicações. Foi possível perceber a tonalidade mais verde, com relação direta sobre a atividade da planta”, informou o pesquisador da Embrapa.

A Embrapa também tem desenvolvido um programa biofortificação das Pulses (ervilha, lentilha, grão-de-bico). O objetivo é utilizar a arbolina para fazer o carreamento de nutrientes para dentro dos grãos, ajudando na produção de um alimento muito mais nutritivo.

 

A partir de março a nova tecnologia estará disponível para compra. A fábrica na Bahia iniciará em breve a produção dos primeiros lotes.

 

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