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Família desempregada planta feijão e mandioca para ajudar no sustento: ‘daqui uns dias temos de tudo para comer’
16.11.2021

Do ano passado para cá, aumentou o número de tocantinenses inscritos no CadÚnico do governo federal. São pessoas com renda familiar baixa, a maior parte não supera os R$ 200 por pessoa.

Aos 61 anos, a dona Creuza Ferreira de Miranda está plantando feijão, milho e mandioca para ajudar no sustento da família. Na casa dela, são quatro crianças e três adultos, que estão desempregados desde o início da pandemia. Vivendo do famoso ‘bico’, a renda mensal não passa de R$ 400.

“Plantei milho, mandioca, já plantei feijão trepa-pau, melancia, abóbora e daqui a uns dias, temos de tudo para comer. Ajuda a sustentar a família, com certeza”.

A família está inscrita no CadÚnico, do governo federal, que é um instrumento usado para identificar as famílias de baixa renda existentes no país para fins de inclusão em programas de assistência social e redistribuição de renda. Do ano passado para cá, o número de tocantinenses inscritos no cadastro aumentou.

Em setembro do ano passado, 295 mil famílias do Tocantins estavam inscritas no CadÚnico. Em setembro desse ano, o número subiu para quase 310 mil. São 13 mil novos cadastros ao longo de 12 meses.

O acesso a esse Cadastro Único geralmente acontece por meio dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). Para se inscrever é preciso ter renda mensal de até R$ 550 ou renda mensal familiar de até três salários mínimos. São esses dados que o governo federal usa para seleção de Programas Sociais.

Através das informações são classificadas as famílias que estão na linha da pobreza com renda de até R$ 200 por pessoa e de extrema pobreza, com renda abaixo dos R$ 100. Na casa da dona Creuza, a renda mensal por pessoa é de R$ 57.

“É interessante para que a gente possa pensar em políticas públicas que possam agregar aos benefícios que as famílias já recebem para atender esse público que muito precisa da política de assistência social”, explicou a assistente social da Secretaria de Trabalho, Régina Mercês.

A instabilidade financeira causada pela pandemia e agravada pela dificuldade de recuperação da economia atingiu muitas famílias. Em alguns casos, quem antes tinha emprego, agora não tem o que comer.

A fundadora da ONG Meninas de Deus, Neyla Ferreira, disse que viu essa realidade durante as ações realizadas nos últimos meses. “O desemprego aumentou bastante e nós, que antes tínhamos 600 famílias cadastradas, que já era muito, até a última vez que estávamos cadastrando, tinha aumentado 432 famílias. É muita gente precisando de ajuda”.

Segundo dados do Ministério da Cidadania, quase metade das famílias inscritas no CadÚnico no Tocantins está na linha da pobreza ou abaixo dela.

“Os preços vão aumentando em relação a serviços, em relação a produtos, em relação a tudo e o pouco que as pessoas ganham, não conseguem se manter. Acabam se tornando mais pobres, mais miseráveis e mais dependentes do Estado”, disse o sociólogo Ygor Leite.

Fonte: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2021/11/16/familia-desempregada-planta-feijao-e-mandioca-para-ajudar-no-sustento-daqui-uns-dias-temos-de-tudo-para-comer.ghtml

 

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