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Novas áreas irrigadas podem aumentar produção agrícola em 10 vezes
20.01.2021

Aumentar as áreas de irrigação no Brasil tem se mostrado como solução para a verticalização na produção de alimentos. Utilizar tecnologia e recursos naturais para implantar a “Agricultura do Sol” fará com que o país produza mais de 2 bilhões de toneladas de grãos. Produção 10 vezes maior que as atuais 200 milhões de toneladas, produzidas com a “Agricultura da Chuva”.

A irrigação em larga escala, utilizando métodos modernos de irrigação (pivôs, gotejamento, micro aspersores) é relativamente nova no Brasil. O uso da moderna irrigação no país aumentou a partir da década de 1950, quando a área irrigada era inferior a 65 mil hectares.

O Brasil possui mais água para a irrigação, que terras disponíveis para a produção de alimentos. Temos 12,4% da água de chuva do planeta. Valores absolutos, que somados com as entradas de água de outros países (cordilheiras), ultrapassam 18%.  Contudo, a área irrigada brasileira gira em torno de 7 milhões de hectares. Valores insignificantes, quando comparados com os 140 milhões de hectares de agricultura irrigada da Índia e China, países que juntos possuem 10,4% da água da Terra.

A agricultura irrigada produz mais de 60% dos alimentos consumidos pelos brasileiros e utiliza apenas de 0,5% (40 bilhões de metros cúbicos) do excedente de água de chuva (8 trilhões de metros cúbicos) drenados anualmente para o Oceano Atlântico.

O engenheiro agrônomo, consultor em Manejo e Agrossistemas Tropicais Irrigados, José Roberto de Menezes tem dedicado seus estudos para a irrigação brasileira. Ele afirma que medidas precisam ser adotadas para que novas áreas sejam liberadas, favorecendo o aumento da produção agrícola.

“Implantar um mutirão nacional, com agenda positiva junto às Secretarias Estaduais do Meio Ambiente para analisar, orientar e autorizar os milhares de pedidos de outorgas, que há décadas esperam por autorização dos governos estaduais. A irrigação é a maneira mais eficiente e sustentável de produzir alimentos. Não consome água, apenas utiliza e a devolve destilada e/ou filtrada para a natureza. Portanto, necessita de mais ensinamentos e menos criminalização”, afirma Menezes.

Feijão e Pulses

O Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) e as demais Pulses são hortaliças de comercialização in natura e consumo regional. Portanto, exigem boa apresentação visual e uma grande diversificação de cores, formas, tamanho e sabores para atender as demandas regionais.

“Feijão não combina com chuvas na colheita e seca no desenvolvimento da cultura. Características que justificam e maximizam a importância da irrigação. No Brasil, país que possui 18% da água doce do planeta, não há como justificar a fome da seca”, ressalta o consultor.

Ele destaca ainda que o potencial produtivo brasileiro para os Feijões e Pulses é centenas de vezes maior que a demanda global. “Todavia, necessitamos de mais liberdade tecnológica para melhorar e eficiência produtiva. A água, apesar de ocupar 70% da superfície do planeta é um bem finito. Mas, enquanto existir sol, a chuva é um fenômeno eterno. A irrigação não é crime, ao contrário produz alimentos saudáveis e devolve água limpa para a natureza. Podemos produzir Feijão e Pulses para o Brasil e o mundo”, finaliza.

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