+55 (41) 3107-3344

|

+55 (41) 99137-1831

|

@ibrafe.org

Título da Notícia

Por um Brasil que consuma mais Pulses
02.12.2020

O brasileiro está consumindo mais pão francês do que verduras, hortaliças e Feijão. O estudo que levantou esses dados foi realizado pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), com o apoio do Instituto Ibirapitanga e do Instituto Clima e Sociedade

A pesquisa revela que o consumo de carboidratos está muito alto e há pouca variedade de vitaminas. As despesas mensais dos brasileiros com o pão francês somam cerca de R$ 1,2 bilhão e supera as despesas com o Arroz (R$ 821 mi) e o Feijão (R$ 408 mi). Os dados dizem ainda que legumes e verduras compõem apenas cerca de 4% do consumo alimentar, mesma porcentagem das frutas.

Alimentos naturais de maior relevância na dieta do brasileiro, como o Arroz, o Feijão e o Leite, tiveram queda de 40% no consumo, em média, durante o período analisado. O pão de francês, por sua vez, teve aumento de 23%. Para os autores do estudo, a mudança de hábito alimentar tem sido causada por fatores como falta de tempo, preço atrativo e exposição à propaganda.

Recomendações

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas e hortaliças, o que equivale, aproximadamente, ao consumo diário de cinco porções desses alimentos.

O Ministério da Saúde realiza anualmente o guia de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), uma pesquisa feita por telefone com pessoas de diferentes faixas etárias em todos os estados brasileiros. Na edição de 2019, a frequência de consumo recomendado de frutas e hortaliças foi de 22,9%, sendo menor entre homens (18,4%) do que entre mulheres (26,8%).

Já a frequência de adultos que referiram o consumo de Feijão em cinco ou mais dias da semana variou entre 26%, em Macapá, e 74,8%, em Belo Horizonte. As maiores frequências, entre homens, foram encontradas em Belo Horizonte (81,6%), Goiânia (79,4%) e Aracaju (78,6%); e, entre mulheres, em Goiânia (70,3%), Belo Horizonte (69,2%) e Cuiabá (64,2%).

Incentivo

Os responsáveis pelos estudos apontam a influência midiática e a vida corrida como os principais fatores que ameaçam a alimentação saudável.

“Para mudar esse cenário é necessário unir forças para realizar campanhas de incentivo ao consumo saudável. Aumentar o número de informações que chegam até o consumidor final, mostrando a importância da variedade nutricional para a saúde. Temos que nos movimentar e contribuir não só para o aumento do consumo saudável, mas também para a qualidade de vida da população”, afirmou o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Lüders.

Notícias
Relacionadas

Novas áreas irrigadas podem aumentar produção agrícola em 10 vezes

Novas áreas irrigadas podem aumentar produção agrícola em 10 vezes
20.01.2021

Aumentar as áreas de irrigação no Brasil tem se mostrado como solução para a verticalização na produção de alimentos. Utilizar tecnologia e...

Ler Mais
De onde vem o que eu como: com gosto de sábado, feijoada ajuda a movimentar mais de R$ 40 bilhões no campo

De onde vem o que eu como: com gosto de sábado, feijoada ajuda a movimentar mais de R$ 40 bilhões no campo
19.01.2021

Na cidade, a combinação de carne de porco com feijão preto é clássica: veja dicas para ficar ainda melhor. No campo, aumento...

Ler Mais