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Primeira safra do feijão pode ter queda de 10%, aponta associação de produtores
17.02.2021

Problemas climáticos e diminuição da área plantada seriam os principais motivos, segundo presidente do Instituto Brasileiro de Feijão. Produto pode chegar nas prateleiras mais caro.

A produção do feijão pode ter uma queda de 10% na primeira safra de 2021, de acordo com o presidente da Instituto Brasileiro de Feijão (Ibrafe) Marcelo Lüders.

Esta previsão é ainda maior do que a feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que foi de um declínio de 6,5% em relação a do ano passado.

Apesar da perspectiva de queda nesta primeira colheita, o feijão possui três safras no ano. Para a Conab, a soma delas proporcionará 3.250 mil toneladas do produto, o que representa um aumento de 0,9% comparado ao total do ano anterior.

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Lüders explicou ao G1 que a estimativa da Ibrafe considera que as plantações de feijão tiveram uma diminuição na área plantada por causa de um maior interesse dos agricultores no plantio de soja, já que o grão está com o preço mais atrativo.

Em Mato Grosso, o mesmo aconteceu, mas tendo o milho como substituto do feijão nas plantações, segundo Lüders.

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Além disso, o presidente da Ibrafe acredita que problemas climáticos podem interferir no resultado desta primeira safra, principalmente no sul do país:

“O Paraná, que representa 20% da plantação nacional, tem enfrentado problemas climáticos nos últimos 3 anos.”, comenta.
Para Lüders, em 2021 estes empecilhos se repetirão caso o plantio tenha que enfrentar o inverno sulista.

“A partir do final de março você começa a ter noites mais frias e os dias começam a encurtar, então o ciclo do feijão aumenta. Se você não tinha o risco porque as geadas não iriam chegar tão cedo, você passa a ter o risco porque alongou o ciclo.”

O ciclo do feijão por ser esticado por causa de um plantio mais tardio, devido ao atraso na colheita da soja, explica Lüders.

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Preços mais altos
Normalmente, os produtores de feijão trabalham com uma margem de sobra. Porém, com a redução da área de plantio, somado ao aumento do consumo gerado durante o isolamento social, estes estoques zeraram.

Por isso, o presidente da Ibrafe acredita que o preço pode subir como consequência na diminuição da oferta.

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Para a Ibrafe, outro fator que vai incentivar uma elevação do preço é um aumento em outros grãos, que pode acabar puxando o valor do feijão.

Ainda assim, a Ibrafe defende que o feijão brasileiro é um dos mais baratos no mercado.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2021/02/15/ibrafe-preve-queda-de-10percent-na-producao-do-feijao.ghtml

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