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Safra de feijão no noroeste de Minas já registra quebra de 30% e índice pode aumentar se chuvas persistirem
07.02.2020

As perdas se acumularam com comprometimento do potencial produtivo durante veranico em dezembro e excesso de chuva no período de colheita.

A safra de feijão verão em Minas Gerais terá grandes perdas, conforme explica Regis Wilson, produtor rural de Unaí. Segundo ele, na região noroeste do estado, a quebra estimada é de 30% a 40%, com estragos causados pelo veranico em meados de janeiro e, mais recentemente, pelo excesso de chuvas.

De acordo com ele, a safra tinha um bom encaminhamento até a metade de janeiro, quando uma sequência de 12 a 15 dias de sol forte fez a chegada dos feijões adiantarem. Depois disso, mais 12 fias de chuvas fortes e temperaturas altas fizeram muitas vagens brotarem sem ainda terem chegado ao chão.

Na última semana, o sol voltou a aparecer na região, abrindo uma janela de 4 a 5 dias para a colheita. “Estimo que na área central e noroeste do estado, já deva haver cerca de 70% de feijão colhido”, afirma.

Segundo Wilson, houve duas situações; quem plantou mais cedo, variedades precoces, conseguiu colher antes da chuva, com padrão um pouco melhor, mas a grande maioria das lavouras pegou o período de chuva forte, ficando com um feijão dessecado, perdendo qualidade.

“Houve a perda de potencial produtivo no veranico, em meados de janeiro. O feijão tinha potencial de 50 sacas por hectare para mais, mas com o veranico voltou para 35 a 39 sacas por hectare, médias para o feijão de verão”, lamenta.

Com a chuva excessiva, além da produtividade já ter sido afetada e os grãos terem ficado miúdos, porque o grão chegou com menos dias ( casos de feijão de 90 dias chegar em 70), ele tomou muita chuva na colheita, ficando manchado, brotado. Para Wilson, deve haver uma quebra de 30% a 35% no beneficiamento, com feijões manchados, grãos pequenos e alguns dom a casca solta, por terem tido de passar pelo secador.

QUALIDADE E PREÇO

Para Wilson, os feijões considerados extra nesta safra são os de nota 8 ou 8,5, e produtos com classificação superior a estas ainda não foram identificados na região, e vai ser como o clima vai se comportar nos próximos dias que pode ajudar ou prejudicar ainda mais o restante das lavouras a recém colhidas.

“A nossa esperança seria esse feijão que está sendo dessecado essa semana, que passou a chuva com ele mais verde. Mas agora voltou a chover aqui, 50mm em alguns lugares e previsão de mais 4, 5 dias de chuva”, conta.

Sobre preço, por enquanto Wilson disse que esta previsão de quebra ainda não impactou os valores, devido ao caráter especulativo do mercado.

“O mercado está bastante apreensivo, mas ainda não precificou essa nossa perda. Uma saca de feijão, ontem (terça-feira (04)) teve negócios de feijão nota 8 no valor de R$ 175 a saca, feijão 8,5 com R$ 180, o que é um preço que já está acima da média histórica, porque ele já vinha com preço de safra menor”, conta

Se a safra contasse com produtos tipo 9, 9,5, os preços seriam de R$ 200 a R$ 210 reais, estima Wilson.

Por: Aleksander Horta e Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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