Outubro com venda superior a outubro de 2024

Por: IBRAFE,

5 de novembro de 2025

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Especificamente, uma rede de supermercados parceira do interior de São Paulo reportou, em outubro, alta de 10,01% nas vendas de Feijão em comparação com o mesmo mês do ano passado, com margem bruta de 9,67%. Dentro do mix, o Feijão-preto cresceu 60% em volume, mas ainda responde por apenas 7,83% do total. O preço foi o motor dessa performance.
 
São Paulo voltou a colher, e a referência de ontem foi R$ 255 por saca. A umidade está elevada. Parte dos comerciantes está equalizando a qualidade, misturando Feijão-carioca seco de Minas Gerais ou Mato Grosso, abaixo de 11% de umidade, com o Feijão paulista úmido. O objetivo é evitar a secagem artificial, que tende a manchar e tirar valor do produto. Esses lotes paulistas, em geral, resultam em um Feijão nota 9.
 
No produtor, Mato Grosso mostra pouca disposição de vender na casa de R$ 200. Em Minas Gerais, a régua de preços segue ampla: Nota 7,5 ao redor de R$ 205 e Nota 8,5 chegando a R$ 245.
 
O que isso sinaliza agora
• O varejo está ganhando tração em Feijão, mas com margem apertada. Promoções sustentadas por preço de compra seguem determinantes, como sempre.
• Em MG e MT, está cada vez mais evidente que não haverá, na média, possibilidade de cortes adicionais de preço.
 
Pontos de atenção para os próximos dias
• Qualidade dos primeiros lotes de SP e efeitos na classificação e umidade.
• Ritmo de liberação de lotes secos em MG e MT, que hoje ancoram mistura e padrão no varejo.

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