Feijão-carioca
O mercado está com a lupa no Paraná, mais exatamente na região dos Campos Gerais até a divisa com São Paulo. Nos feriados, os negócios de Feijão IAC Nelore ficaram entre R$ 230/235 e Sabiá R$ 210/215 FOB Paraná, região de Castro (PR).
A safra do Paraná está colhendo rápido e vendendo muito rápido. O game começa agora e vai mostrar a realidade do nível de preço até o final de janeiro.
O ponto prático é simples: boa parte já foi colhida e a expectativa é que até o dia 15/01 a oferta diminua muito. São Paulo, por sua vez, está praticamente fora do jogo de formação de preço porque já colheu e não deve mais influenciar.
O que esperar nesta semana:
- O mercado deve “tomar pé” do tamanho real da oferta no Paraná.
- Se a leitura se confirmar, do fim desta semana para o começo da próxima tende a aparecer o patamar de preço que vai guiar o mercado neste início de ano.
Onde comprador e vendedor devem olhar, sem distração:
- Volume real disponível por qualidade, e não por boato.
- Negócios com lote e entrega que confirmem o novo patamar, porque basta 1 ou 2 compras acima para o restante ajustar.
E um ajuste importante: Minas não é válvula de alívio agora. O estoque praticamente acabou. O que resta são pequenos volumes na mão de quem, nos patamares atuais, não tem interesse em vender. Isso empurra a responsabilidade de formação de preço ainda mais para o Paraná.
Feijão-preto
No Feijão-preto, o Paraná segue sendo o fiel da balança. Os melhores lotes dessa primeira safra foram vendidos por R$ 150, ou então o produtor segurou para decidir melhor neste início de ano.
Existe estoque do ano passado, mas o recado do campo é que a produção deste ano deve ser cerca de 36% menor, isso sendo otimista.
O que vale acompanhar de perto:
- Se o estoque 2024/25 aparece com ritmo ou se some. Quando some, o mercado muda de tom rapidamente.
- Se os negócios a R$ 150 deixam de ser exceção de lote muito bom e passam a se repetir.
- A firmeza do produtor em segurar e a necessidade de cobertura dos empacotadores.
Em uma linha, o mapa da semana
- Feijão-carioca: o patamar vai sair do Paraná e mostrará a realidade quando a oferta encurtar de verdade após 15/01.
- Feijão-preto: a briga é estoque velho versus safra menor. Quem ceder primeiro define o ritmo.
