Primeiros movimentos 2026: onde prestar atenção  

Por: IBRAFE,

5 de janeiro de 2026

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Feijão-carioca

O mercado está com a lupa no Paraná, mais exatamente na região dos Campos Gerais até a divisa com São Paulo. Nos feriados, os negócios de Feijão IAC Nelore ficaram entre R$ 230/235 e Sabiá R$ 210/215 FOB Paraná, região de Castro (PR).

A safra do Paraná está colhendo rápido e vendendo muito rápido. O game começa agora e vai mostrar a realidade do nível de preço até o final de janeiro.

O ponto prático é simples: boa parte já foi colhida e a expectativa é que até o dia 15/01 a oferta diminua muito. São Paulo, por sua vez, está praticamente fora do jogo de formação de preço porque já colheu e não deve mais influenciar.

O que esperar nesta semana:

  • O mercado deve “tomar pé” do tamanho real da oferta no Paraná.
  • Se a leitura se confirmar, do fim desta semana para o começo da próxima tende a aparecer o patamar de preço que vai guiar o mercado neste início de ano. 

Onde comprador e vendedor devem olhar, sem distração:

  • Volume real disponível por qualidade, e não por boato.
  • Negócios com lote e entrega que confirmem o novo patamar, porque basta 1 ou 2 compras acima para o restante ajustar.

E um ajuste importante: Minas não é válvula de alívio agora. O estoque praticamente acabou. O que resta são pequenos volumes na mão de quem, nos patamares atuais, não tem interesse em vender. Isso empurra a responsabilidade de formação de preço ainda mais para o Paraná.

Feijão-preto

No Feijão-preto, o Paraná segue sendo o fiel da balança. Os melhores lotes dessa primeira safra foram vendidos por R$ 150, ou então o produtor segurou para decidir melhor neste início de ano.

Existe estoque do ano passado, mas o recado do campo é que a produção deste ano deve ser cerca de 36% menor, isso sendo otimista.

O que vale acompanhar de perto:

  • Se o estoque 2024/25 aparece com ritmo ou se some. Quando some, o mercado muda de tom rapidamente.
  • Se os negócios a R$ 150 deixam de ser exceção de lote muito bom e passam a se repetir.
  • A firmeza do produtor em segurar e a necessidade de cobertura dos empacotadores. 

Em uma linha, o mapa da semana

  • Feijão-carioca: o patamar vai sair do Paraná e mostrará a realidade quando a oferta encurtar de verdade após 15/01.
  • Feijão-preto: a briga é estoque velho versus safra menor. Quem ceder primeiro define o ritmo.

 

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