A diretora de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Najla Souza, esteve em uma missão no México para ampliar a exportação de Feijões brasileiros para o país. Liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o objetivo da comitiva é ampliar as relações comerciais entre os dois países e buscar alternativas para os produtos brasileiros.
Najla fez uma apresentação com foco nos Feijões, destacando a similaridade de culturas de Brasil e México quanto ao consumo e as muitas oportunidades de troca possíveis entre os dois países.
“O Feijão tem um papel essencial na construção de um futuro alimentar mais seguro e resiliente. Juntos, podemos transformar essa parceria em oportunidades reais para as duas nações.”, destacou a diretora.
Após a missão comercial, o governo brasileiro informou que o Brasil e México vão se debruçar, nos próximos 12 meses, sobre a proposta de ampliação dos acordos vigentes de comércio exterior e investimentos recíprocos.
Histórico comercial
Em 2024, o Brasil teve exportações recordes de Feijões, alcançando um total de aproximadamente US$ 335,2 milhões, com um crescimento de 164,2% em relação a 2023. Especificamente para o México, as exportações brasileiras de Feijões foram de cerca de US$ 29,05 milhões, o que representa um forte aumento de mais de 2.000% em relação aos anos anteriores, com destaque para o Feijão-preto, que corresponde a cerca de US$ 28 milhões dessas exportações.
Em volume, estima-se que sejam exportadas cerca de 40 mil toneladas de Feijão-preto para o México, que tem se tornado um destino importante devido a uma quebra significativa na produção local.
Por outro lado, as importações de Feijões do México pelo Brasil são muito pequenas, representando apenas 1% das importações do Paraná, principal estado importador do Brasil, e em volumes bastante reduzidos comparados às importações da Argentina, que domina essa importação.
Assim, a balança comercial de Feijões entre Brasil e México em 2024 mostra um claro superávit para o Brasil, com elevadas exportações brasileiras ao México e importações mexicanas praticamente simbólicas para o Brasil. No caso de avanço das negociações esses números podem se tornar ainda mais expressivos, trazendo maior possibilidade para os produtores brasileiros escoarem deus Feijões.