Como alimentar 8 bilhões de pessoas?

Por: IBRAFE,

29 de novembro de 2022

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Aumento no número de habitantes acende alerta sobre insegurança alimentar

O planeta Terra chegou à marca de 8 bilhões de habitantes essa semana, de acordo com o relatório World Population Prospects 2022, da Organização das Nações Unidas (ONU). O aumento da população mundial traz à tona uma preocupação recorrente – como alimentar todas essas pessoas?

O Índice de Preços de Alimentos (IPA) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aponta que os alimentos ficaram 28% mais caros entre 2020 e 2021 e 18% mais caros em 2022. Em março deste ano, o IPA atingiu seu pico histórico desde 1960.

A alta nos preços indica que os alimentos estão em falta, parcial ou totalmente, principalmente na mesa dos mais pobres, que precisam de uma parcela considerável de suas rendas para comprá-los.

A população mundial em situação de insegurança alimentar passou de 135 milhões, em 2019, para 345 milhões. Contudo, cerca de 845 milhões de pessoas no planeta ainda carecem de alimentação adequada. Em setembro, o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) lançou um alerta vermelho prevendo elevação do desabastecimento e da desnutrição mundial nos próximos meses.

Causas do desabastecimento

A falta de alimentos tem vários fatores como responsáveis. Em grande parte, a debilidades da oferta a partir de 2020 foi causada por conflitos bélicos, eventos climáticos extremos e consequências da Covid 19.

Tudo isso refletiu na elevação de custos agrícolas, com destaque para os fertilizantes e para os transportes.

Além disso, a alta do dólar colaborou para que a venda de commodities se tornasse o foco de boa parte de produtores, fazendo com que o Feijão e outros alimentos perdessem áreas de plantio para soja e milho. Estamos deixando de plantar food, para investir em feed.

Cenário brasileiro

O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos mundial, faz parte desse panorama de diminuição no plantio de alguns itens, como o Feijão e arroz. Produtores se queixam da falta de incentivo para o plantio de tais alimentos e do alto custo da produção.

O Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE) tem feito um trabalho incansável de apoio aos personagens da cadeia produtiva, buscando incentivos desde o setor de pesquisa até o empacotamento.

Várias iniciativas do IBRAFE têm como foco o aumento sustentável da produção de Feijão e Pulses, tanto para o público interno, quanto para exportação. 
A mais recente é o Rally dos Feijões, que será realizado no Mato Grosso no mês de janeiro de 2023. O objetivo do projeto é sensibilizar, além de produtores rurais, toda a rede que contribui com a atividade agrícola, como cooperativas, cerealistas, agrônomos, técnicos agrícolas, entre outros.

O intuito principal é ajudar os participantes a enxergar as oportunidades do mercado, considerando a evolução do consumo e outros indicadores, analisados diariamente pelo IBRAFE. Além de dialogar com autoridades públicas locais e regionais, a fim de conscientizá-los da importância do fomento da produção de Feijão. 

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