Pouca oferta força valorização    

Por: IBRAFE,

13 de janeiro de 2026

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Estamos no período central da colheita da 1ª Safra (Safra das Águas). Historicamente, meados de janeiro trazem pressão baixista devido ao aumento de disponibilidade nas roças.

A Realidade Hoje: O mercado contraria a tendência histórica. As fontes produtoras reportaram negócios realizados com alta média de R$ 10,00 por saca no dia de hoje, sustentados pela falta de produto disponível para embarque imediato.

1.    Feijão-carioca: Alta demanda e pouca oferta

O tempo avança e a oferta volumosa projetada para janeiro não se concretizou no físico.

        Paraná: A entrada das lavouras não apresenta volume suficiente para pressionar as cotações nas praças locais.

        São Paulo (Itapeva/Taquarituba) & Minas Gerais (Unaí/Paracatu): O mercado registra apenas ofertas pontuais, insuficientes para atender a demanda de reposição.

Dinâmica dos Negócios: Diferente de cenários onde o comprador atua com lentidão, hoje observa-se liquidez na ponta de compra para diversos padrões:

        Comercial (Nota 7 e 8): Escoamento fluido, absorvendo lotes que em outros anos ficariam parados.

        Extra (Nota 9/9,5): Disputa acirrada por lotes recém-colhidos, leva a necessidade de ceder a pressão dos produtores e pagar acima do que esperava.

2.    Feijão-preto: Tendência de Alta Consolidada

O mercado do Feijão-preto mantém viés de alta consistente desde o início do ano.

        Evolução: As cotações sobem gradualmente dia após dia nas origens. A ausência de volume de venda pelos produtores impede qualquer recuo nos preços.

        Referência de Negócios: O Feijão-preto novo já registra saídas a R$ 160,00 (Preço de venda do Cerealista/FOB região produtora).

 O Fator "Volta às Aulas"

O mercado começa a precificar a retomada da demanda institucional a partir de 05 de Fevereiro. Atualmente, mesmo sem a demanda das escolas e com o consumo doméstico em ritmo de férias, os preços nas fontes se mantêm firmes e em ascensão. 

A volta às aulas reativa o consumo em escala (merenda escolar e rotina das famílias). Com a oferta atual nas fontes sendo insuficiente para atender o consumo moderado de janeiro, a projeção para fevereiro indica um mercado ainda mais aquecido e com suporte para novas altas.

 

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