Dubai – A Gulfood 2026 marcou um momento importante para o agro brasileiro com a abertura oficial do estande do Brasil, reunindo produtores, exportadores e representantes institucionais em uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo.
O ponto alto da cerimônia de abertura foi um brado entusiasmado que ecoou pelo pavilhão: “Viva Brasil!”, exclamado pelo presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, ao abrir simbolicamente o estande nacional.
A expressão de orgulho não foi apenas retórica. A participação brasileira na Gulfood, coordenada pelo IBRAFE e pela ApexBrasil, traduz o esforço contínuo para consolidar o Brasil como fornecedor global de Feijões, Gergelim, Pipoca e outras Pulses, segmentos que acumulam resultados expressivos no comércio internacional nos últimos anos.
Pela primeira vez, o IBRAFE e os exportadores do Brasil contam também com o apoio da Invest Mato Grosso, que foi estruturada não somente para atrair investimentos para o estado, mas também para promover as exportações deste.
Uma abertura com significado estratégico
Quando o estande foi oficialmente inaugurado, Lüders reforçou a importância da presença brasileira no evento, destacando que a estratégia vai além de mera exposição de produtos.
“Estamos aqui para mostrar ao mundo a capacidade do Brasil de produzir com qualidade, sustentabilidade e tecnologia”.
Essa visão está alinhada com o papel que o IBRAFE tem desempenhado junto à ApexBrasil na promoção internacional das Pulses brasileiras. A parceria fortalece a presença do setor em feiras como a Gulfood, conectando produtores e exportadores com compradores e formadores de opinião globais, especialmente nos países do Oriente Médio e Ásia, onde a demanda por proteínas vegetais é crescente.
Crescimento das exportações brasileiras de Pulses
O Brasil vem registrando avanços significativos nas exportações de Pulses e Colheitas Especiais nos últimos anos. Segundo dados oficiais, o volume de Feijões exportados bateu recorde em 2025, ultrapassando 533 mil toneladas, impulsionado especialmente pelo forte procura por variedades como Feijão-preto e mungo-preto. O Gergelim, outro produto destacado no pavilhão brasileiro, também ampliou sua participação internacional, crescendo expressivamente no ciclo mais recente.
Esse crescimento não se deve apenas à oferta de um produto competitivo, mas também ao trabalho integrado de pesquisa e desenvolvimento, com apoio de instituições como IAC, Embrapa e IDR-PR, que têm contribuído com tecnologia para aumento de produtividade e adaptação a exigências de mercados estrangeiros e estímulo às exportações apoiado por políticas públicas.
Parcerias que impulsionam resultados
A presença brasileira na Gulfood 2026 não se resume a nomes ou bandeiras, ela representa um resultado concreto de esforços de promoção comercial que combinam diferentes atores:
- IBRAFE, promovendo e estruturando a participação setorial;
- ApexBrasil, conectando empresários brasileiros a oportunidades globais;
- Instituições de pesquisa (IAC, Embrapa e IDR-PR), fornecendo base técnica e inovação para os produtores;
- Órgãos públicos, garantindo suporte institucional e diplomático para abertura de mercados.
Essa articulação tem sido essencial para transformar a diversidade produtiva do Brasil em divisas no campo internacional, consolidando o país como fornecedor confiável e competitivo em produtos com valor agregado.
Um futuro com mais mercados
Com a abertura oficial do estande na Gulfood 2026 e o entusiasmo visível durante a cerimônia, o Brasil reforça sua imagem não apenas como grande produtor agrícola, mas como agente estratégico no comércio global de Pulses e Colheitas Especiais. A expectativa é que essa participação gere frutos ao longo dos próximos anos, com novos contratos, parcerias comerciais e maior visibilidade para segmentos que têm mostrado grande potencial exportador.
A presença brasileira em Dubai simboliza um novo patamar, aquele em que o país compete de igual para igual nos grandes mercados mundiais, com produtos que aliam qualidade, sustentabilidade e inovação, exatamente o que o mundo busca nos alimentos do futuro.