Entre tradição e inovação: o mosaico dos Feijões cultivados no Brasil

Por: IBRAFE,

30 de janeiro de 2026

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A produção de Feijão no Brasil é uma das mais diversas do mundo, fruto de um esforço que une herança cultural e ciência de ponta. Essa trajetória de sucesso ganhou um capítulo decisivo entre 2005 e 2006, quando o IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais) iniciou contatos estratégicos com instituições de pesquisa como a Embrapa, o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e o IDR-Paraná.

 

Ao completar 20 anos de história em 2026, o IBRAFE orgulha-se da maturidade alcançada pelo setor. Este êxito é o reflexo de um trabalho dedicado que envolve toda a cadeia: desde o rigor dos melhoristas e sementeiros, a resiliência dos produtores, até a eficiência de empacotadores e exportadores. “Juntos, conquistamos o mundo, atingindo a marca recorde de 500 mil toneladas exportadas. Agora, nosso novo desafio é aumentar o consumo, começando pelo maior conhecimento a respeito dos nossos Feijões”, afirma o presidente do IBRAFE, Marcelo Eduardo Lüders.

 

Variedades: origens e aplicações gourmet

  • Carioca: Originário de uma mutação natural nos anos 60. É o pilar da economia nacional.
    • Aplicação Gourmet: Velouté de Feijão-carioca com espuma de bacon e chips de couve.

 

  • Preto: Nativo das Américas e base da dieta indígena ancestral.
    • Aplicação Gourmet: Cassoulet brasileiro com confit de pato e linguiças curadas.

 

  • Mulatinho: Tradicional do semiárido, possui forte herança ibérica.
    • Aplicação Gourmet: Purê rústico de Feijão-mulatinho para acompanhar carnes de caça.

 

  • Rosinha: Valorizado pela maciez, histórico em MG e SP.
    • Aplicação Gourmet: Risoto de Feijão-rosinha com queijo Canastra e azeite de trufas.

 

  • Vermelho Pequeno e Dark Red Kidney: De origem andina, com cores vibrantes.
    • Aplicação Gourmet: Salada morna com vinagrete de framboesa e queijo de cabra.

 

  • Rajados (Cranberry): Selecionados no Sul para atender aos mercados mais exigentes do mundo.
    • Aplicação Gourmet: "Pasta e Fagioli" refinado com ervas finas e massa artesanal.

 

  • Brancos (Alubia e Navy): De grãos elegantes, muito populares na Europa e América do Norte.
    • Aplicação Gourmet: Brandade de bacalhau sobre cama de Feijão-alubia amanteigado.

 

  • Jalo e Jaloão: Variedades nobres de grãos grandes e sabor amanteigado.
    • Aplicação Gourmet: Feijão Jalo confitado servido com vieiras grelhadas.

 

  • Caupi (Fradinho e Corda): De origem africana, atravessou o Atlântico e define a alma do Nordeste.
    • Aplicação Gourmet: Ceviche de Feijão-fradinho com leite de tigre de coco e frutos do mar.

 

  • Mungo e Azuki: Originários da Ásia, trouxeram a delicadeza oriental para o nosso solo.
    • Aplicação Gourmet: Sobremesas contemporâneas, como sorvete de Feijão Azuki com calda de gengibre.

 

  • Manteiga: Grão de origem amazônica, extremamente cremoso.
    • Aplicação Gourmet: Creme aveludado de Feijão-manteiga com camarões grelhados.

 

  • Guandu: Originário da Índia, essencial para a recuperação de solos.
    • Aplicação Gourmet: Salada de Feijão-guandu defumado com vegetais orgânicos.

 

Um novo olhar para o consumo

 

Após consolidar a presença brasileira no exterior, o foco agora volta-se para o consumidor interno. Entender que o Feijão não é apenas um acompanhamento, mas um ingrediente de alta versatilidade e valor nutricional, é o primeiro passo para essa nova era. A ciência dos melhoristas garante o grão ideal, enquanto a criatividade dos chefs e a eficiência da indústria mostram que o Brasil é, definitivamente, a maior vitrine global de Feijões.

 

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