O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, do Pulses 26, um dos mais importantes encontros da cadeia global de pulses, realizado em Orlando, nos Estados Unidos, entre os dias 11 e 14 de maio. O evento, promovido pela Global Pulse Confederation em parceria com a USA Pulses, reúne mais de mil delegados de cerca de 50 países para discutir tendências, mercados, inovação, logística, sustentabilidade e segurança alimentar.
Representando o Brasil no palco principal do congresso, Marcelo Lüders apresentou a palestra “Brazil: Strategic Origin of Beans”, destacando o papel estratégico do país no fornecimento global de Feijões e pulses. A participação reforçou a relevância crescente do Brasil no cenário internacional e a atuação do IBRAFE como uma das principais vozes globais do setor.
Durante sua apresentação, Lüders ressaltou que o Brasil construiu, nas últimas décadas, um modelo de produção baseado em diversidade, tecnologia tropical e coordenação entre pesquisa e mercado. Segundo ele, a capacidade brasileira de produzir variedades ao longo do ano coloca o país em posição estratégica para contribuir com a estabilidade da segurança alimentar mundial.
“O Brasil deixou de ser apenas um produtor relevante para se tornar uma plataforma global de coordenação de oferta de pulses. Nossa capacidade tropical permite ajustar produção, atender mercados distintos e oferecer previsibilidade em um cenário global cada vez mais desafiador”, afirmou Lüders.
O presidente do IBRAFE também destacou a evolução da cadeia brasileira nas últimas duas décadas, especialmente o trabalho desenvolvido em parceria com instituições como Instituto Agronômico de Campinas e Embrapa. De acordo com ele, o país saiu de um cenário limitado a poucas variedades para uma estrutura capaz de ofertar mais de 20 cultivares exportáveis, consolidando o Brasil como fornecedor confiável para diferentes mercados.
“Não estamos entregando apenas volume. Estamos entregando confiança, rastreabilidade e inteligência de mercado. O futuro do agro global depende da capacidade de coordenar melhor oferta e demanda, e o Brasil tem mostrado que pode liderar esse movimento”, destacou Lüders.
Outro ponto enfatizado pelo dirigente foi o avanço do Feijão como plataforma estratégica de proteína vegetal. Segundo ele, o aumento do interesse global por proteínas sustentáveis abre novas oportunidades para os pulses brasileiros, especialmente diante do potencial de cultivares com elevados índices proteicos e da crescente demanda internacional por alimentos mais sustentáveis.
Patrocínio e abertura de mercados
Além da participação técnica, o IBRAFE também esteve presente como patrocinador do evento, reforçando sua atuação dentro da Global Pulse Confederation. A entidade brasileira integra a diretoria do GPC e vem ampliando sua presença internacional nos últimos anos por meio de ações voltadas à abertura de mercados, fortalecimento institucional e posicionamento estratégico do Brasil no comércio global de pulses.
O Pulses 26, conta com painéis dedicados aos principais segmentos da cadeia global, incluindo ervilhas, lentilhas, grão-de-bico, Feijão-mungo, Feijão-guandu e inovação em alimentos à base de proteínas vegetais. A programação reúne representantes da indústria, exportadores, pesquisadores, governos e líderes de mercado de diversos continentes.