Pulses entram nas negociações comerciais entre EUA e Índia. Tarifas, dados comerciais e a lacuna entre narrativa e realidade

Por: Por Pulse Pod,

4 de fevereiro de 2026

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Enquanto avançam as negociações em torno de um acordo comercial de longa data entre Estados Unidos e Índia, as Pulses surgiram, de forma inesperada, como ponto de atrito. Parte da cobertura da mídia passou a enquadrar a tarifa de importação de 30% imposta pela Índia sobre Pulses — em especial a Ervilha Amarela — como uma medida direcionada aos Estados Unidos, levantando alertas sobre possíveis impactos nas tratativas bilaterais. Uma análise mais detalhada, no entanto, indica um cenário mais matizado.

Em resumo

As Pulses ganharam protagonismo nas negociações comerciais em curso entre EUA e Índia.


• A cobertura da mídia apresentou a tarifa indiana de 30% como uma ação voltada aos EUA, mas os detalhes da política comercial contam outra história.
• Dados de comércio exterior mostram exposição limitada dos Estados Unidos, levantando dúvidas sobre a distância entre narrativa e realidade.

A Ervilha Amarela tem estado no centro das reportagens recentes após a decisão da Índia de aplicar uma tarifa de 30% sobre a importação de Pulses. A medida, contudo, não é específica para os EUA e se aplica de forma uniforme a todos os países exportadores.

Diversos veículos internacionais noticiaram que a Índia teria imposto uma tarifa de 30% sobre Pulses de origem americana, o que provocou reação política em Washington. O portal The Logical Indian destacou que dois senadores republicanos, representantes da Dakota do Norte e de Montana, enviaram carta ao então presidente Donald Trump, pedindo intervenção para a revogação do que classificaram como tarifas “injustas” sobre exportações americanas de Pulses.

 A reportagem ressalta a preocupação dos produtores dos EUA, que veem a Índia — maior consumidora mundial de Pulses, responsável por cerca de 27% do consumo global — como um mercado estratégico.

Na mesma linha, a NDTV relatou que os senadores argumentaram que os produtores americanos de Pulses passaram a enfrentar uma “desvantagem competitiva significativa” após o anúncio feito pela Índia em 30 de outubro, com a tarifa entrando em vigor em 1º de novembro.

 O veículo também relaciona a medida às tensões comerciais mais amplas entre os dois países, lembrando que os Pulses já figuraram em rodadas de negociação durante o primeiro mandato de Trump, inclusive nas discussões comerciais de 2020.

 A plataforma Angel One reforçou essa leitura, classificando a tarifa como uma medida “silenciosa” dentro do contexto das negociações em andamento e destacando a pressão de legisladores de estados produtores de alimentos, como Dakota do Norte e Montana.

 Em síntese, consolidou-se na cobertura internacional a narrativa de que a tarifa indiana sobre Pulses afeta de forma desproporcional os Estados Unidos em um momento sensível das negociações bilaterais. Os dados comerciais, porém, sugerem que o impacto real pode ser mais limitado do que o discurso político indica.

Por Pulse Pod:https://pulsepod.globalpulses.com/pod-feed/post/pulses-enter-the-usa%E2%80%93india-trade-conversation-tariffs-trade-data-and-the-narrative-gap

 

 

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