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Ser atravessador virou um mau negócio
21.08.2020

O empacotador, do ponto de vista dos corretores e dos produtores, é “o cara”. Ele tem margens gordas, vende para grandes redes e constrói uma marca. O consumidor exige a marca de determinado empacotador no supermercado. Assim, eles não têm problemas com o clima e não investem em fazendas e maquinário. A grama do vizinho é sempre a mais verde. Quem dera que fosse assim… Quais são os problemas que o empacotador tem? São muitos e o mais desafiador hoje dia é o sell out que falei aqui. O poder do supermercado é descomunal. Eles fizeram com que crescesse, nos últimos anos, a quantidade de marcas para poder barganhar o quanto quisessem e sempre ter um vendedor novo na porta. Em momentos de qualidade mais parelha, se de um lado os empacotadores ficam com o custo muito parecido, de outro lado, com  menor diferença, o consumidor pode, em algumas regiões, optar por comprar o produto por alguma mínima diferença de preço, mesmo com uma marca pouco conhecida. Neste contexto, comprar e ter queda de preços, volto a destacar, é o pior do mundos. O supermercado debita a diferença de valor para o empacotador. Aproveite – se você está no Clube Premier – o bate-papo na próxima quinta-feira, às 19h30, com um dos mais admirados empacotadores do Brasil, Mauro Bortolanza, da Kicaldo de São Paulo. A ideia é entender melhor como o consumidor tem se comportado, quais são as “dores” de cada lado e entender o que pode ser feito para a evolução do setor. Vamos tirar a dúvida se a estabilidade de preços é segurança para a indústria. Ontem, um outro empacotador, da Região Sul, tarimbado, comentava que o fato dos produtores terem captado uma margem maior, mas terem mantido os preços sem ficar abaixo dos R$ 200 por saca de 60 quilos, “salvou ano”. É por essas e outras que há um movimento que ganha corpo cada vez mais para eliminar os atravessadores e especuladores. A possibilidade que os dois estados que mais produzem Feijão abriram para transparência das negociações é notória. Com o ICMS, que era sonegado e que ganhava no meio margens muito interessantes, era o atravessador que pagava o produtor depois de receber do comprador, mas triangulava a operação com uma nota fiscal “comprada” e agora está sendo eliminado nas negociações das maiores indústrias. Quem percebeu a mudança, está se adaptando a fazer corretagem e faz o negócio com comissão transparente e certamente tem sido um agente de negócios muito bem-vindo.
Os preços praticados ontem foram de até R$ 225 para Feijões Dama e Estilo e um lote de Pérola vendido a R$ 230 por saca. O Feijão-preto está sem relato de negócios, mas de conhecimento geral são os R$ 260/270 no Paraná. O Feijão-rajado mantém os preços ao redor de R$ 265/270. O operador de mercado, seja ele indústria ou produtor, não pode…
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