4 boas razões para NÃO vender abaixo de R$ 300

Por: IBRAFE,

17 de julho de 2026

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Depois da queda recente, o mercado começa a se aproximar de um ponto em que vender deixa de ser uma decisão comercial e passa a comprometer a rentabilidade. Há fundamentos para o produtor defender um valor mínimo de R$ 300 por saca.

 

Tempo de leitura: 2 minutos

 

O Feijão-carioca caiu rapidamente nas últimas semanas. Agora, porém, é preciso separar a pressão momentânea da colheita da realidade do abastecimento para o restante do ano. Existem pelo menos quatro boas razões para o produtor não aceitar valores abaixo de R$ 300.

1. A terceira safra não será suficiente para atravessar todo o período até a primeira safra de 2027

A produção estimada pode parecer confortável quando observada isoladamente. Mas é preciso descontar o volume destinado a sementes e considerar o consumo mensal brasileiro. A terceira safra não deverá deixar Feijão-carioca suficiente para abastecer tranquilamente o mercado até a entrada efetiva da primeira safra de 2027.

Vender como se houvesse sobra estrutural seria confundir a concentração temporária da oferta com abundância para todo o semestre.

2. Abaixo de R$ 300, a conta do produtor começa a perder o sentido

Os custos de produção continuam elevados. Energia, irrigação, fertilizantes, defensivos, arrendamento, financiamento e colheita não acompanharam a queda do Feijão.

Além disso, muitos produtores precisam recuperar margens depois de safras difíceis. Defender R$ 300 não significa ignorar o mercado, mas reconhecer um limite econômico. Produzir muito e vender sem rentabilidade não sustenta a próxima safra.

3. O consumidor já deverá perceber preços menores

A queda ocorrida na origem tende a aparecer gradualmente nas gôndolas. O consumidor encontrará um Feijão-carioca mais acessível, e isso deverá favorecer o consumo.

Ao mesmo tempo, o Feijão-preto e o Feijão-fradinho não deverão representar alternativas baratas no segundo semestre, pois tiveram produção reduzida e tendem a permanecer valorizados. Isso mantém o Feijão-carioca competitivo e com espaço para consumo pleno.

4. A produção será mais distribuída ao longo do segundo semestre

Diferentemente do ano passado, a colheita não deverá ficar concentrada em uma janela curta. Haverá produção entrando no mercado até novembro e dezembro.

Essa distribuição ajuda a evitar uma oferta excessiva de uma só vez. Naturalmente, a entrada contínua poderá limitar recuperações muito rápidas, mas também reduz o risco de uma avalanche concentrada capaz de derrubar ainda mais as cotações.

O mercado ainda poderá testar valores menores durante o pico da colheita. Mas, abaixo de R$ 300, será preciso pensar duas vezes. Nesse nível, o produtor estará vendendo um produto que poderá fazer falta mais adiante por um preço que dificilmente remunera adequadamente o risco assumido.

O preço se forma diariamente, mas o valor também se defende com informação, planejamento e capacidade de esperar.

Se é hora de decidir… é hora de Clube Premier.

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