O Feijão-carioca perdeu R$ 20 por saca em poucos dias e, no fim da tarde de ontem, até os lotes ofertados a R$ 340 encontraram resistência. No Feijão-preto, o movimento foi diferente, com indicativos um pouco mais firmes no Paraná.
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A velocidade da queda começou a assustar até mesmo os compradores. Nesta semana, o mercado passou por negócios a R$ 360, depois a R$ 350 e, ontem, chegou aos R$ 340 por saca.
O sinal mais preocupante apareceu no fim da tarde. Logo depois da tragédia na Argentina, os lotes ofertados a R$ 340 já não encontravam compradores. Isso indica que o problema deixou de ser apenas o preço e passou a ser também a falta de liquidez. Quando o comprador se afasta, a referência pode ceder rapidamente.
Tudo indica que o Feijão-carioca ainda poderá perder mais algum terreno, principalmente se o ritmo da colheita continuar aumentando nos próximos dias. Para o produtor que ainda precisa vender, esperar por uma reação imediata neste momento tornou-se uma decisão de risco.
O Feijão-preto apresentou um comportamento diferente. No Sul do Paraná, os indicativos ficaram um pouco mais firmes, ao redor de R$ 210 por saca para o padrão T2. Ainda não se trata de uma alta consolidada, mas é um sinal de maior resistência em relação ao movimento observado no Feijão-carioca.
