Atacarejo aumenta 26% sua participação no setor

Por: IBRAFE,

1 de abril de 2026

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Atacarejo aumenta 26% sua participação no setor

 Todo dia, nos grupos de WhatsApp e nas conversas de produtores e corretores, a percepção é de que a venda sumiu, e buscam-se muitas justificativas. Cada uma delas tem lá sua relevância.

 Mas é necessário colocar mais um fato na mesa. A venda no varejo segue dentro do normal. O que está acontecendo não é desaparecimento do consumo, mas a redistribuição de quem captura essa venda. No Feijão-carioca, o CEPEA mostra o nota 9 ou superior em R$ 344,29 no Noroeste de Minas. Já no padrão 8 e 8,5, o Noroeste de Minas ficou em R$ 299,97 e a Metade Sul do Paraná em R$ 286,91.

 o Feijão-preto, Curitiba marcou R$ 196,80 e a Metade Sul do Paraná R$ 174,28. Ou seja, há ajustes e seletividade, mas não há sinal de colapso de consumo.O ponto central voltou a ficar claro. Os empacotadores menores estão vendendo menos porque o espaço está cada vez mais concentrado em poucas marcas dentro dos atacarejos. Quem é médio ou grande entra no jogo com escala, giro e poder de negociação. Quem não entra vai definhando aos poucos. Isso combina com a própria configuração atual do varejo alimentar.

 O setor movimentou R$ 1,067 trilhão, com crescimento de 6,5% no consumo anual das famílias, e o atacarejo já responde por 54,4% da receita bruta entre as varejistas do estudo da ABRAS. Em outra pesquisa, o atacarejo saiu de 41,2% das vendas do varejo moderno alimentar no acumulado de 2020 para 52% em 2026.

Isso significa um ganho de 10,8 pontos percentuais, ou cerca de 26,2% de crescimento relativo na participação de vendas.

 Em resumo, não é o consumidor que sumiu. O consumidor continua comprando. O que mudou foi a porta por onde ele entra e a marca que ele encontra na gôndola. Por isso, para muitos empacotadores pequenos, a dificuldade hoje não é vender Feijão para o Brasil.

 É continuar existindo onde o Brasil está comprando, no canal que mais vende. Isso não é bom. Grandes empacotadores terão, a cada dia, maior poder de barganha nas compras.

 

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