Ontem, houve mais compradores no mercado do Feijão-carioca, mas isso não foi suficiente para alterar os níveis de preço. Ainda dominam as conversas os Feijões comerciais do Paraná, com preços que vão de R$ 200 a R$ 300. Em Minas Gerais, o Feijão nota 9 chega a R$ 350.
Daqui a pouco, às 9 horas, vamos transmitir uma live AO VIVO no canal do YouTube do IBRAFE. Desde sempre, buscamos contribuir para que o setor de Feijão seja lucrativo para todos os envolvidos e para que o produto chegue a um preço justo ao consumidor.
Quando falamos do bolso do produtor, a conta da nanotecnologia é muito interessante. No cenário atual da agricultura brasileira, a estratégia com os nanofertilizantes mudou: em vez de substituir 100% do adubo de solo tradicional, o foco comercial e técnico está em potencializar e complementar a adubação de base, reduzindo custos operacionais e gerando mais receita.
A lógica do custo-benefício se resume aos seguintes pontos:
O custo da tecnologia versus a economia real
- Investimento baixo por hectare: a aplicação em campo exige doses pequenas (geralmente entre 0,5 e 1,5 litro por hectare). O custo desse volume diluído na calda de pulverização é considerado baixo quando comparado ao custo de comprar toneladas adicionais de fertilizante granulado.
- A "mágica" da substituição: em termos de eficiência na entrega de nutrientes, cerca de meio litro de nanofertilizante líquido consegue fornecer uma resposta biológica equivalente à de até 45 kg de ureia convencional aplicada ao solo, devido ao aproveitamento foliar imediato, que pode ultrapassar 80%.
- Corte drástico no frete e no armazenamento: o adubo tradicional pesa e ocupa muito espaço, encarecendo o frete, especialmente em regiões distantes dos portos. Transferir parte do manejo para galões de fertilizante líquido concentrado reduz o custo logístico interno e o espaço necessário nos galpões.
O retorno sobre o investimento (ROI)
- Mais sacas por hectare: testes comerciais realizados em polos agrícolas mostram que a complementação com nanofertilizantes gera ganhos reais de produtividade. No caso dos grãos, lavouras testadas chegaram a colher significativamente mais, com médias expressivas de aumento por hectare.
- A conta final para o Feijão: se o investimento no nanofertilizante custar o equivalente a uma fração de saca de Feijão por hectare, mas o ganho na colheita entregar sacas extras de lucro líquido, a tecnologia se paga já na primeira safra.
- Aproveitamento do maquinário: como o insumo é líquido e aplicado via foliar, o produtor não gasta diesel adicional com passadas exclusivas do trator. Ele simplesmente adiciona o produto ao tanque junto com as aplicações normais de manejo que a lavoura já exige.
Acompanhe a live, entenda como tudo isso funciona e faça as suas perguntas.
