O mercado começou a reconhecer a chegada da oferta

Por: IBRAFE,

10 de julho de 2026

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Os preços recuaram no Vale do Araguaia, enquanto os compradores diminuíram o ritmo no Noroeste de Minas. A oferta da próxima semana não será elevada, mas deverá superar a desta semana e já começa a influenciar o comportamento dos produtores.

 

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Durante a semana, surgiram fatos novos na comercialização do Feijão-carioca. No Vale do Araguaia, os preços dos lotes nota 9 ou superiores recuaram entre R$ 10 e R$ 20 por saca.

Ainda assim, na sexta-feira, não havia novos lotes disponíveis para comercialização na região goiana. Isso mostra que o recuo não ocorreu por excesso imediato de produto, mas pela expectativa de uma oferta maior nos próximos dias.

No Noroeste de Minas Gerais, os compradores adotaram uma postura mais cautelosa e reduziram as indicações. O volume que deverá ser colhido na próxima semana não é expressivo quando comparado ao potencial total da região, mas será superior ao que chegou ao mercado nesta semana.

Essa percepção começou a ser assimilada também pelos produtores. Depois de um período em que a escassez permitiu maior firmeza nas pedidas, o mercado passa a considerar, com mais atenção, a proximidade de novos pivôs em colheita.

O ponto central, agora, não é apenas saber quanto Feijão será colhido, mas em que velocidade ele chegará ao mercado e qual será a disposição dos produtores para vender. Caso vários lotes sejam ofertados simultaneamente, os compradores poderão ampliar a pressão. Se a comercialização ocorrer de forma organizada, ainda haverá espaço para diferenciar os Feijões realmente superiores.

A próxima semana será importante para mostrar se o recuo observado foi apenas um ajuste preventivo ou o início de uma mudança mais consistente na formação dos preços.

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