O mercado está preocupado com os preços. Talvez a pergunta mais importante seja outra: como produzir melhor em um ano de maior risco climático?
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Grande parte das análises sobre o El Niño concentra-se nos preços. Mas a principal mudança desta safra pode acontecer dentro da porteira.
Em um ano de maior instabilidade climática, a estratégia deixa de ser simplesmente buscar a maior produtividade possível. O foco passa a ser proteger a margem.
Isso significa acertar a janela de plantio, intensificar o monitoramento de doenças, preservar a qualidade dos grãos e evitar decisões que aumentem, desnecessariamente, o risco da lavoura.
Outro aspecto importante é que, em anos de El Niño, o mercado costuma valorizar ainda mais o Feijão de alta qualidade. Cor, peneira e sanidade podem fazer mais diferença do que alguns sacos extras por hectare.
Quem conseguir produzir um Feijão de qualidade superior poderá encontrar um mercado muito diferente daquele enfrentado por quem colher um produto apenas mediano.
O El Niño provavelmente influenciará os preços, mas, antes disso, exigirá uma mudança de mentalidade: administrar riscos poderá ser tão importante quanto produzir mais.
Esta é uma safra em que a gestão tende a fazer tanta diferença quanto a agronomia.
