Feijão-carioca segue firme, mas agora o mercado exige velocidade

Por: IBRAFE,

28 de abril de 2026

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O CEPEA segue fazendo a diferença como referência média para leitura do mercado, já o PNF Preço Nacional do Feijão IBRAFE trouxe ontem um dado importante: os negócios pontuais continuam acontecendo em patamares altos, especialmente nos lotes de melhor qualidade.

 No PNF, foram reportados negócios de Feijão-carioca no Sudoeste de São Paulo a R$ 365/sc para Dama nota 9/9,5, com 1.000 sacas, filé, seco, 88% peneira 12, à vista. Nos Campos Gerais do Paraná, apareceram três referências a R$ 340/sc, sendo Águia nota 9 com 670 sacas, Águia nota 9 com 485 sacas e IAC 2051 nota 9 com 1.500 sacas. No Oeste de Santa Catarina, Dama nota 8,5/9 foi reportado a R$ 335/sc, com 500 sacas.

 Também houve referência no Leste de Goiás a R$ 330/sc para Feijão-carioca nota 8/8,5, com 1.430 sacas. No Leste da Bahia, Dama nota 8/8,5 apareceu a R$ 325/sc, com 645 sacas. No Feijão-preto, o PNF registrou negócio no Sudoeste do Paraná a R$ 170/sc, tipo 2/3, pré-limpo, a granel, com 470 sacas.

 Assim, enquanto o CEPEA ajuda a entender a média, o PNF mostra onde o mercado físico aceitou pagar. E o que ele mostrou ontem não combina com mercado frouxo. Combina com comprador precisando repor e aceitando pagar bem quando encontra qualidade.

No Paraná, a chuva parou temporariamente os trabalhos de colheita, mas até agora não há relato de prejuízo maior por parte dos produtores. Isso não muda a recomendação central para quem está colhendo Feijão-carioca bom: seguir colhendo e vendendo. O mercado está remunerando muito bem, mas não há razão para tratar preço alto como patrimônio eterno.

 Para comerciantes, o recado é ainda mais direto. Quem comprou no início da semana passada em Goiás e Minas Gerais já reportou venda com margem de 7% a 8% em sete dias. Excelente operação. Mas esse tipo de margem não combina com indecisão. Quem viu, comprou e girou ganhou. Quem fica esperando confirmação de todo mundo, normalmente entra quando a festa já virou limpeza do salão.

 Para empacotadores, a recomendação segue sendo trabalhar comprado pelo menos até 10 ou 15 de maio. A oferta nova ainda entra de forma gradual, a colheita no Paraná sofreu parada temporária e os lotes bons seguem disputados. Não é momento para exagero, mas também não é momento para ficar descoberto esperando milagre de planilha.

 Resumo do dia: produtor com Feijão bom deve colher e vender. Comerciante precisa girar rápido. Empacotador deve evitar ficar descoberto. O PNF mostrou negócios reais em patamares fortes. O CEPEA mostra a média. Quem acompanha os dois entende o mercado antes de quem olha só o retrovisor.

 

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