Janeiro com 550 mil sacas exportadas                    

Por: IBRAFE,

6 de fevereiro de 2026

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O mercado ontem nas fontes mais calmo. Paraná mantendo entre R$ 300/310 para o Feijão-carioca e R$ 200/220 para o Feijão-preto.

Janeiro/26 começou lembrando uma coisa que o varejo costuma esquecer: o Brasil não exporta só volume. O Brasil exporta portfólio de Feijões, e isso muda a leitura do mercado.

 Pelos dados oficiais da Secex, as exportações de Feijões em janeiro/26 somaram US$ 25.055.584 FOB e 33.973.852 kg líquidos, algo como 550 mil sacas de 60 kg (aproximadamente 33.974 toneladas). Na conta direta, o preço médio implícito fica perto de US$ 737 por tonelada.

 Os principais destinos do mês foram Índia, Paquistão, Emirados Árabes Unidos, Cuba e Filipinas. Só essa lista já diz muito: Ásia e Oriente Médio seguem puxando e, quando esses canais estão ativos, o Brasil deixa de ser vendedor de oportunidade e passa a ser fornecedor recorrente.

 Vale colocar lado a lado com janeiro/25. No ano passado, janeiro fechou com 38.000 t e preço médio de US$ 912/t. Agora, janeiro/26 veio com menos volume e ticket médio mais baixo, o que costuma apontar para mudança no mix de Feijões embarcados e para compradores mais sensíveis a preço no curto prazo, possivelmente num cenário de oferta global mais confortável, mesmo com demanda firme.

 A leitura estratégica é direta. A meta de 500 mil toneladas/ano até 2030 já foi batida antes do prazo. Excelente. Só que o jogo muda. O desafio agora é outro: chegar a 1 milhão de toneladas até 2030, com regularidade, padrão, previsibilidade e margem. E o caminho mais inteligente passa por abrir mercados e ampliar o cardápio de Feijões. Assim que o Guandu entrar de forma consistente na Índia, por exemplo, não será apenas mais um item. Vai ser mais uma avenida de escala.

 Por isso, no final da próxima semana embarco para a Índia para contribuir com esse esforço de abertura. Vou acompanhar a missão presidencial, que tem agendas importantes com o governo indiano. Pensamento positivo e disposição para cruzar o mundo não faltam.

 E aqui fica o ponto que interessa para quem consome: exportar não é tirar Feijão do prato. Exportar é dar estabilidade para a cadeia. Cadeia estável é o que mantém o Prato Feito com Arroz e Feijão, comida de verdade, com preço menos maluco para o consumidor e com margem para quem produz.

 

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