Só entre nós: venda agora!

Por: IBRAFE,

9 de julho de 2026

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O mercado de Feijão entra em um momento decisivo. O Feijão-carioca de alta qualidade ainda encontra compradores e preços elevados, mas, a cada novo pivô colhido, aumenta o risco de uma rápida acomodação das cotações. Enquanto isso, o Feijão-preto permanece estável, e os empacotadores voltam a procurar lotes comerciais como estratégia para reduzir o risco de comprar caro hoje e vender mais barato amanhã.

 

Tempo de leitura: 3 minutos

 

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Segundo corretores, alguns produtores recusaram, ontem, ofertas de R$ 390 no Noroeste de Minas por Feijão-carioca recém-colhido. A decisão pode até fazer sentido em um mercado firme, mas o momento agora exige cautela. A cada dia, mais pivôs entram em colheita, e o volume disponível aumenta. Para quem está colhendo, a estratégia mais prudente continua sendo vender na lavoura, sobre o caminhão.

No Vale do Araguaia, foram confirmados negócios a R$ 380, com ICMS incluso, o que representa aproximadamente R$ 370 livres ao produtor. A tendência para a próxima semana é de uma acomodação mais rápida dos preços. Não será surpresa se o mercado entrar naquele período em que ninguém consegue definir exatamente quanto vale um lote extra.

O mercado de Feijão continua dividido em dois mundos. Os poucos lotes Nota 9 seguem despertando interesse, mas até esses compradores demonstram receio. Eles sabem que podem comprar hoje por um valor elevado e, poucos dias depois, encontrar um mercado mais barato.

Por isso, muitos empacotadores voltaram a fazer o caminho inverso e procuram, no Paraná, Feijões comerciais entre Nota 7 e Nota 8, com manchas, defeitos, mistura de grãos e até presença de soja. Não porque esses lotes tenham melhor qualidade, mas porque carregam menor risco de desvalorização nas próximas semanas.

As referências do CEPEA continuam próximas de R$ 397 no Noroeste de Minas, e negócios pontuais acima de R$ 430 ainda aparecem para lotes excepcionais em São Paulo. Mas essas negociações representam um mercado muito restrito e não devem ser confundidas com a realidade da maior parte dos negócios.

No Feijão-preto, o cenário segue praticamente inalterado. O abastecimento continua equilibrado, as importações ajudam a manter o mercado abastecido, e o produto argentino segue funcionando como referência de preço, limitando movimentos mais bruscos.

O momento exige uma leitura fria do mercado. Quem produz Feijão-carioca de alto padrão ainda encontra demanda, mas o viés passou a ser de baixa. A diferença entre vender no momento certo e insistir em buscar alguns reais a mais poderá representar dezenas de reais por saca dentro de poucos dias.

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