Celebrado em 10 de fevereiro, o Dia Mundial das Pulses vai muito além de uma data simbólica no calendário. Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o dia chama a atenção do mundo para a importância das Pulses — grupo que inclui Feijão, Lentilha, Grão-de-bico, Ervilha seca e outras Pulses — como alimentos essenciais para a segurança alimentar, a sustentabilidade agrícola e a nutrição da população global.
No Brasil, país que é referência histórica na produção e no consumo de Feijão, a data reforça um debate estratégico: produzir, valorizar e garantir o acesso a alimentos nutritivos, acessíveis e ambientalmente responsáveis.
Pulses: nutrição, sustentabilidade e economia
As Pulses são reconhecidas mundialmente por seu alto valor nutricional, sendo fontes relevantes de proteína vegetal, fibras, ferro, zinco e vitaminas do complexo B. Além disso, possuem um papel fundamental na agricultura sustentável, já que fixam nitrogênio no solo, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos e contribuindo para sistemas produtivos mais equilibrados.
Segundo análises recorrentes nos boletins do IBRAFE, o mercado de Feijão e Pulses tem demonstrado que não se trata apenas de um alimento tradicional, mas de um ativo estratégico, que conecta o campo à mesa, o produtor ao consumidor e o Brasil ao mercado internacional.
Brasil: protagonismo e desafios
O Brasil reúne características únicas: diversidade de climas, múltiplas safras ao longo do ano e um consumo interno que faz do Feijão um dos pilares da alimentação nacional. Ainda assim, o setor enfrenta desafios estruturais, como volatilidade de preços, percepção de valor no varejo e a necessidade de maior integração entre produção, indústria e mercado.
Para o presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders, reconhecer o papel das Pulses e especialmente do Feijão é reconhecer também quem está na origem dessa cadeia. “Quando falamos de Feijão, falamos de alimento, de saúde, de sustentabilidade e, principalmente, de pessoas. O produtor rural brasileiro tem um papel central em garantir que o Feijão continue chegando à mesa das famílias, com qualidade e regularidade.”
Lüders também reforça que o Dia Mundial das Pulses deve ser visto como um convite à reflexão, não apenas ao consumo.“Valorizar as Pulses é valorizar a agricultura nacional, é colocar luz sobre um alimento que atravessa gerações e que seguirá sendo essencial em um mundo que busca soluções mais sustentáveis.”
Pulses e o futuro da alimentação
Em um cenário global marcado por crescimento populacional, mudanças climáticas e pressão sobre os sistemas produtivos, as Pulses surgem como parte da resposta. São alimentos de baixo impacto ambiental, com alto retorno nutricional e capacidade de adaptação a diferentes regiões.
O IBRAFE tem destacado, em suas publicações e análises de mercado, que o fortalecimento do Feijão passa por informação, transparência, valorização do produtor e educação do consumidor. O futuro do Feijão e das Pulses depende de decisões tomadas hoje — no campo, no mercado e nas políticas públicas.
Mais que um alimento, um símbolo
No Brasil, o Feijão é mais do que um produto agrícola. Ele representa cultura, afeto, memória e identidade alimentar. Celebrar o Dia Mundial das Pulses é reconhecer esse valor simbólico e estratégico, reafirmando o compromisso com quem produz, com quem consome e com o futuro da alimentação.
Um convite ao consumo consciente e à valorização do Feijão
Neste Dia Mundial das Pulses, o IBRAFE convida consumidores, formadores de opinião, varejo e o setor produtivo a olharem com mais atenção para o Feijão. Consumir Feijão é uma escolha que impacta positivamente a saúde, a economia e o meio ambiente.
Ao colocar o Feijão no prato, o brasileiro fortalece uma cadeia que gera renda, sustenta famílias no campo e preserva um alimento que atravessa gerações como símbolo de nutrição, afeto e identidade nacional.
Por isso, o IBRAFE reforça o chamado para que todos adiram à campanha Viva Feijão, um movimento de valorização do produtor, de estímulo ao consumo consciente e de reconhecimento do papel estratégico do Feijão na alimentação do Brasil e do mundo.
Neste 10 de fevereiro, reforcamos nosso posicionamento:
valorizar o Feijão é valorizar o Brasil, o produtor rural e a segurança alimentar das próximas gerações.
Valorize quem produz.
Coloque mais Brasil no seu prato.
Viva Feijão.