Demanda testa novo patamar de preços  

Por: IBRAFE,

21 de janeiro de 2026

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Ontem, novamente, foi um dia de bom volume de negócios de Feijão-carioca, e o que chama atenção é o timing: estamos em 20/01/2026 e o mercado já se comporta como se estivéssemos mais adiante no calendário.

Pelo CEPEA (Nota 9 ou superior), o patamar está claro:

Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba: R$ 245,00/sc (+1,03% no dia)
Noroeste de Minas: R$ 243,00/sc (-0,26% no dia)
Curitiba: R$ 246,52/sc (+2,97% no dia)
Itapeva: R$ 248,73/sc (+0,88% no dia)

Minas Gerais: 8 a 8,5 encostando no “9”

No físico, os relatos seguem mostrando Feijão entre 8 e 8,5 negociando próximo de R$ 245 a R$ 250, ou seja, encostando no patamar do Nota 9 do CEPEA.
A queda de braço da semana passada, quando empacotadores resistiam aos R$ 250, começou a destravar por um fator simples e poderoso: prazo. A combinação de 20 a 30 dias viabilizou um grande volume específico, e isso é sinal de mercado, não de discurso.

Quando o 8,5 bem montado se aproxima do 9, a mensagem é direta: a disputa passa a ser por cobertura e qualidade, não por pechincha.

Paraná: escurecimento lento virou diferencial de demanda

No Paraná, pela primeira vez com maior participação de variedades de escurecimento lento, a demanda respondeu bem. No balcão do produtor, a variação por cultivar está bem definida:

Sabiá ao redor de R$ 220

Águia, IAC 2051/Nelore e Dama chegando a R$ 240 a R$ 24 

E o Feijão-preto? Também está reagindo

O CEPEA já vinha registrando reação do Feijão-preto no Paraná desde o início do mês, associada à maior presença de corretores e indústrias e à expectativa de redução de área.

Hoje, o indicador mostrou, por exemplo:

Metade Sul do Paraná: R$ 158,35/sc (+1,56% no dia)
Noroeste do Paraná: R$ 153,00/sc (+0,48% no dia)

O ponto que dá o que pensar

Tradicionalmente, reações mais fortes eram esperadas após o Carnaval. Janeiro já com esse comportamento sugere um 2026 diferente: menos folga de oferta, mais seletividade por padrão e compradores tentando garantir posição antes que o mercado avance. O próprio CEPEA vem destacando que a alta deste primeiro mês está ligada, desde já, à menor oferta.

Para quem produz: a melhor informação é medir o desânimo

Quem está no Clube Premier não precisa de barulho, precisa de leitura fria. Meça, na sua região, a vontade real de plantar Feijão. Vá contra a corrente. Quando o produtor está desanimado, geralmente é quando o mercado começa a preparar os melhores prêmios na colheita.

 

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