Diesel rouba a cena e desvia a atenção  

Por: IBRAFE,

12 de março de 2026

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O mercado de ontem voltou a registrar negócios, mas já sem a mesma força emocional das últimas semanas. Goiás mostrou recuo mais visível, na casa de R$ 15 a R$ 20 nos lotes comentados no físico, e isso conversa com a referência do CEPEA para o carioca nota 9 ou superior no Leste Goiano, em R$ 334,64/sc.

 Em Minas Gerais, o quadro segue diferente: o Noroeste de Minas apareceu a R$ 345,00/sc no CEPEA, mas o produtor continua pouco disposto a ceder a cada dia. No interior de São Paulo, a base de R$ 350 segue de pé nos raros fechamentos, com Itapeva marcando R$ 354,56/sc.

 No Feijão-preto, o Paraná confirma um mercado abaixo de R$ 200, com R$ 188,91/sc na Metade Sul e R$ 198,04/sc em Curitiba. O retrato geral é de um mercado mais seletivo, com comprador cauteloso e vendedor firme, em que a oferta realmente encurtou. Nem poderia ser diferente, mas outras notícias começam a roubar a cena.

 A escalada do conflito no Oriente Médio já empurra o diesel para o centro das preocupações do agro, com relatos de pressão sobre custos e abastecimento, e isso ajuda a explicar por que tantas rodas de conversa estão menos focadas no Feijão e mais focadas na saúde financeira das empresas do setor.

 Quando o custo logístico e a insegurança aumentam, o mercado físico não para, mas perde protagonismo por alguns dias. É exatamente esse tipo de momento em que o preço continua importante, mas deixa de ser o único assunto na mesa.

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