O mercado voltou a registrar negócios ontem, ainda em ritmo lento, mas suficientes para confirmar o patamar atual de preços. No Noroeste de Minas Gerais, há reportes de Feijão-carioca ao redor de R$ 340 por saca.
Em Mato Grosso, as negociações seguem na faixa de R$ 290 a R$ 300, refletindo o pouco volume disponível e uma postura cautelosa tanto de compradores quanto de vendedores.
Um ponto importante do dia foi a indicação de que compradores chegaram a tentar negócios a R$ 350 para lotes de qualidade 9 ou superior.
No entanto, esses negócios não se concretizaram por falta de vendedores dispostos a aceitar naquele momento. Em outras palavras, houve interesse de compra, mas quem tem Feijão de padrão mais alto preferiu esperar.
Esse tipo de situação costuma revelar muito mais do que os negócios efetivamente fechados. Quando aparecem compradores dispostos a pagar mais e não encontram oferta, o mercado deixa um sinal claro sobre onde está a tensão entre oferta e demanda.
O ritmo ainda é lento, mas o piso de preço continua sendo testado e, principalmente no caso dos melhores padrões, a disputa pelo produto segue presente.
