Ontem, o mercado de Feijão-carioca ficou em compasso de espera. No Noroeste de Minas, oscilou entre R$ 305 e R$ 325, enquanto no Paraná saíram poucos negócios.
Compradores e vendedores, por motivos distintos, estão fora do balcão. Com o feriado se aproximando, a tendência é que esse cenário continue.
O alerta estratégico, porém, está fora da roça: está no comportamento do consumidor. Apesar de alguns pesquisadores acreditarem que as canetas emagrecedoras contribuíram para a recomendação de aumentar o consumo do Feijão, agora parece que não é bem assim.
A partir de junho/julho, com a quebra de patente no Brasil da caneta emagrecedora à base de semaglutida e a popularização mais rápida desses medicamentos, a mudança de hábitos alimentares pode acelerar.
Com menos apetite, muita gente reduz o volume e passa a priorizar escolhas mais “seletivas”, frequentemente com mais proteína animal e itens mais elaborados.
Se o setor não colocar o Feijão nas manchetes certas, com uma narrativa forte de comida de verdade e Prato Feito, o risco é a queda de consumo ganhar velocidade.
