Ontem, os compradores voltaram a aparecer, mantendo as cotações e fechando apenas raros negócios acima da média atual. O ponto central, porém, continua sendo o mesmo: o mercado segue sustentado não só por expectativa de melhora, mas por oferta curta de verdade.
O CEPEA desta terça-feira ajuda a enxergar isso com clareza. No Feijão-carioca nota 8 e 8,5, o Noroeste de Minas ficou em R$ 301,61 por saca, com leve alta no dia, enquanto a Metade Sul do Paraná ficou em R$ 294,50, estável. Já no padrão 9 ou superior, o Noroeste de Minas marcou R$ 338,33 e a Metade Sul do Paraná R$ 312,50. Em outras palavras, há comprador no mercado, mas a valorização continua seletiva e depende de lote, qualidade e necessidade de cobertura.
Mais uma vez, fica claro que os preços não cedem apenas porque há aposta em melhora. Em muitas regiões, ele não cede porque já não há produto para vender agora. Essa diferença é decisiva. Quem olha só para a tabela do CEPEA pode imaginar calmaria. Quem olha para a oferta disponível percebe que a base continua firme. No Feijão-rajado, os sinais são ainda mais evidentes de fim das ofertas, com as últimas referências girando ao redor de R$ 300 a R$ 320.
Para frente, a atenção precisa ir além do mercado do dia. A Conab estima a produção total de Feijão em 2,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 4,7% menor que o da temporada anterior. Isso não significa explosão automática de preços, mas ajuda a entender por que qualquer aperto momentâneo de oferta continua tendo peso nas negociações. E, só para lembrar, a CONAB é sempre super otimista.
Por isso, a proposta de contratos para o irrigado a R$ 250 para Rajado merece ser analisada com seriedade. E segue valendo a recomendação: diante da possibilidade, até aqui real, de aumento de área de Feijão-carioca neste ano, puxada pelos preços muito estimulantes no plantio, faz sentido buscar alternativas em outros Feijões.
O Mungo-preto pode ser uma dessas opções, especialmente em um ambiente em que os fertilizantes voltaram a mostrar viés de alta. A CNA, citando estudo do Imea, mostrou a ureia futura de março em US$ 618 por tonelada no início do mês, com alta de 30,65% desde o começo do conflito, enquanto o mercado segue descrevendo o cenário como incerto e de baixa visibilidade.
Em resumo, o mercado segue firme porque falta mercadoria, não porque alguém resolveu sonhar acordado. E quem tiver oportunidade de travar parte da produção com contrato, barter ou diversificação, precisa ao menos sentar e fazer a conta com calma. Quem quiser avaliar essas alternativas, entre em contato conosco. Podemos encaminhar você para empresas que já estão trabalhando esse tipo de contrato.
