No Feijão-carioca, a leitura após os números da CONAB deste mês é de que a entrada da segunda safra, no fim de maio, pode pressionar os preços e, talvez, no segundo semestre, até abaixo de R$ 250.
No Feijão-preto, porém, a dúvida continua bem maior. A projeção de 380 mil toneladas, sendo 309 mil no Paraná, ainda parece muito mais um número chutado do que uma certeza consolidada, especialmente porque a base de distinção entre Feijão-preto e Feijão-carioca segue frágil.
O DERAL do Paraná não sabe quanto é Feijão-preto e quanto é Feijão-carioca. Até aqui, fora Guarapuava, o que se ouve é redução de área em várias regiões. E há um ponto que o mercado não deveria subestimar:
hoje, o cenário-base meteorológico ainda favorece a transição para neutralidade entre maio e julho, com maior chance de El Niño aparecendo de junho a agosto, não exatamente em maio.
Mesmo assim, se esse quadro acelerar ou vier acompanhado de excesso de chuva no Sul, a colheita da segunda safra pode ser afetada e toda a conta muda, porque chuva não combina com colheita.
Portanto, são muitas variáveis que não permitem cravar o que acontecerá com o Feijão-preto até o momento.
