O mercado de Feijão-carioca começou a semana praticamente sem negócios suficientes para permitir uma leitura precisa dos preços. Este é um daqueles momentos em que as referências passam a carregar uma defasagem importante. Em muitos casos, os valores captados pelo CEPEA e por outras fontes refletem negociações realizadas há cinco, sete ou até mais dias, sem que novos lotes tenham sido efetivamente comercializados desde então.
Na prática, o mercado está funcionando mais pela ausência de negócios do que pelos negócios realizados.
Nesta segunda-feira, a oferta foi limitada, e praticamente não surgiram referências consistentes para Feijões acima da nota 8,5. Os compradores seguem seletivos. Já os vendedores que possuem mercadoria capaz de despertar interesse sabem que, daqui para frente, carregar estoque passa a representar um risco adicional. Por isso, quando encontram uma oportunidade, tendem a vender.
No Paraná, a segunda safra caminha para sua reta final. Com isso, os lotes remanescentes são predominantemente comerciais, variando entre as notas 7 e 8. Os Feijões superiores praticamente já foram comercializados.
O resultado é um mercado sem formação efetiva de preço. Nesses momentos, olhar apenas para as referências divulgadas pode levar a conclusões equivocadas. O que realmente importa não é o preço comentado, mas o preço que efetivamente encontra comprador.
Para quem acompanha o mercado profissionalmente, é fundamental separar aquilo que é negócio realizado daquilo que é apenas referência. Em períodos de baixa liquidez, essa diferença faz toda a diferença.
Essa é uma das questões que o Clube Premier seguirá monitorando diariamente.
