Hora de vender? O Feijão reage e a dúvida permanece

Por: IBRAFE,

22 de agosto de 2025

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A pergunta que mais escuto nesses dias é simples e direta: será que vendo agora ou espero mais um pouco? É natural que essa dúvida apareça em momentos como o que vivemos, quando o mercado de Feijão dá sinais de reação justamente na véspera do final do mês. Mas o que está acontecendo? Será que a calmaria acabou?

A resposta, como diriam muitos agrônomos, depende. Se o produtor precisa de caixa já no início de fevereiro, o melhor momento é agora. Compradores estão ativos, buscando mercadorias a partir da nota 8, e pagando dentro da referência atual, ao redor de R$ 220 a R$ 230 nos lotes de melhor qualidade. Esse interesse imediato abre uma oportunidade para quem não pode ou não quer esperar. O melhor momento está à frente, entre outubro e, pelo menos, o início de janeiro.

Mas é bom lembrar: setembro pode reservar movimentos típicos após o início do mês. Há, sim, cerca de 50% de chance de o mercado reagir no final do mês que vem, deixando para trás a referência atual de R$ 230, no máximo, nos melhores lotes, e ainda testar novos patamares.

O detalhe é que, até chegarmos lá, é normal vermos compradores tentando reduzir valores nos primeiros dias do mês, forçando negociações abaixo dos preços de hoje, logo após o rally normal de preços de final e início de mês. Essa queda, se vier, tende a ser curta. Passada a primeira quinzena, o mercado historicamente ganha fôlego e saímos, enfim, do período mais sombrio do ano.

No Feijão-preto, o quadro ainda é outro. A única variável capaz de mexer na mesa, por ora, é a intervenção da Conab. Caso o governo de fato anuncie o PEPRO ou outro mecanismo semelhante, o mercado pode encontrar sustentação.  

Mas enquanto isso não acontece, a realidade é dura: há bastante produto disponível, incluindo Feijões mais fracos que competem diretamente na gôndola com os melhores. Esse excesso de oferta derruba a referência e pressiona, inclusive, o Feijão de qualidade. O Feijão caupi, seja no Mato Grosso ou na Bahia, também tem a tendência de ter um setembro melhor que agosto.

O que vemos neste momento é um mercado de Feijão dinâmico e cheio de nuances. Cada decisão precisa ser tomada olhando tanto para o caixa imediato quanto para o histórico de comportamento dos preços. Para quem pode segurar, há chance de reação logo mais. Para quem precisa de liquidez, a recomendação é aproveitar os compradores que estão no mercado neste momento.

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